sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BATATA DOCE

INFORMAÇÕES DA COPERCAMPOS



BATATA DOCE
(IPOMOEA BATATAS)

1) CLIMA
A batata-doce é uma planta de clima quente. Não tolera geadas, e seu crescimento vegetativo é prejudicado em temperaturas inferiores a 10ºC.

2) VARIEDADES
Recomenda-se, para mesa, as variedades precoces Brazlândia roxa, Brazlândia rosada, Brazlândia branca, coquinho e Jacarei e as variedades tardias Pindorama, IAC 127-29-moreninha, IAC 60-M-3-Brasília, IAC 137-19-Capinas. As quatro primeiras variedades precoces foram criadas no Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA e têm resistência à broca das raízes.
Para indústria, são recomendadas as variedades tardias IAC 138-2-Vera Cruz, IAC 60-M-3-Brasília, maryland golden, IAC 137-14 roxa nova e IAC 153-roxa lobada e a variedade precoce yellow-yan.

3) ESCOLHA DO TERRENO
A batata-doce produz em todos os tipos de solo, porém os solos areno-argilosos, de boa fertilidade e não sujeitos a encharcamento, oferecem melhores condições para o bom desenvolvimento das raízes e facilidade de colheita.











4) PREPARO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
Quando plantada em rotação com outra hortaliça, fazer a limpeza do terreno eliminando o restante da cultura anterior. A aração deve ser profunda, de 25 a 30 centímetros, seguida de uma gradagem. As leiras devem ser feitas com 30 a 40 centímetros de altura, cortando as águas e em nível. Em terreno com declividade superior a 5%, adotar as práticas de conservação do solo.
Procure um técnico para orientá-lo.

5) CORREÇÃO DE ACIDEZ
Fazer análise do solo para saber a quantidade de calcário a ser aplicada. Preferir o calcário dolomítico finamente moído. A planta produz bem em solos de pH 5,6 a 6,5.

6) ADUBAÇÃO
Recomenda-se fazer adubação de acordo com os resultados da análise do solo. Na ausência desta, fazer as seguintes adubações:
• Adubação de plantio - A cultura da batata-doce deve ser feita em rotação com outras olerícolas para aproveitamento dos resíduos de adubos, evitando-se, assim, a prática da adubação.
No caso de terreno não adubado anteriormente e desde que não se disponham de resultados de análise do solo, pode-se recomendar a aplicação de 600 quilos de adubo fórmula 4-16-8 ou 500 quilos de superfosfato simples + 100 quilos de cloreto de potássio por hectare.
Em ambos os casos colocam-se 15 gramas do adubo por cova ou 45 gramas por metro no fundo das leiras de plantio.
• Adubação de cobertura - Aplicar 15 gramas de sulfato de amônio por cova 30 dias após o plantio para variedades precoces ou 45 dias após o plantio para as variedades tardias.

7) PLANTIO E ESPAÇAMENTO
O plantio é feito sobre leiras ou camalhões com 30 a 40 centímetros de altura e no espaçamento de 80 X 30 centímetros.
As ramas para o plantio devem ser colhidas com antecedência e deixadas à sombra por um ou dois dias para murcharem, evitando-se assim que se quebrem ao serem plantadas. As ramas devem ser cortadas no comprimento de 40 centímetros e colocadas transversalmente sobre as leiras para o plantio. As ramas são obtidas pelo plantio da batata em viveiro ou de culturas comerciais e são plantadas a uma profundidade de 15 a 20 centímetros.

8) ÉPOCA DE PLANTIO
Nas regiões que apresentam temperatura elevada durante o ano todo, a batata-doce pode ser plantada em qualquer época, devendo-se contudo fazer irrigação na época da seca.
Nas regiões de clima frio, o plantio deve ser feito no final do ano, quando começa o período chuvoso. O calor acelera o desenvolvimento das plantas permitindo boa produção.

9) TRATOS CULTURAIS
• Replantio - Para substituir as mudas que morrem, deve-se fazer o replantio até quinze dias após o plantio.

• Capinas - Manter a cultura no limpo até 60 dias após o plantio, quando as ramas cobrem totalmente o solo.

• Amontoa - Por ocasião da primeira capina fazer a amontoa, refazendo as leiras ou camalhões.

• Irrigação - Quando o plantio for em época seca ou quando faltarem chuvas, fazer irrigação duas vezes por semana até os 20 dias após o plantio, uma vez por semana dos 20 aos 40 dias e de duas em duas semanas após os 40 dias. Excesso de água provoca crescimento vegetativo com pouca produção de raízes.

10) COMBATE A DOENÇAS E PRAGAS
São poucas as doenças que trazem problemas sérios à cultura. Para o controle das pragas, o Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA recomenda as seguintes medidas:
• Usar variedades resistentes a insetos do solo.

• Fazer rotação de cultura com tomate, cebola, cenoura, brássicas, trigo ou arroz por dois ou três anos.

• Produzir as mudas em viveiro, usando somente as ramas sadias, de bom vigor.

• Amontoa - Uma amontoa bem feita reduzirá consideravelmente os danos causados por insetos do solo.

• Evitar atraso na colheita, para diminuir os danos causados por insetos do solo e roedores.

• Armazenamento - Recomenda-se evitar o armazenamento da batata-doce por período superior a 30 dias.












11) COLHEITA
A colheita deve ser feita assim que as batatas atinjam o tamanho ideal para a comercialização, o que ocorre entre 120 e 180 dias nas variedades precoces e a partir de 180 dias nas variedades tardias.
A colheita pode ser feita manual ou mecanicamente. Os equipamentos poderão ser tracionados por animal ou trator, podendo-se usar arado de aiveca ou de disco, sulcador ou colheitadeira de batatinha. Após colheita, deixar as batatas ao sol por 30 minutos a 3 horas, dependendo da intensidade do calor. Depois, levam-se as batatas para um galpão onde são lavadas, selecionadas e embaladas.

12) CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
Separam-se dois tipos: um com raízes de tamanho médio, sadias e sem defeitos, destinado à comercialização, outro constituído por raízes grandes ou defeituosas, que deverão ser destinadas à alimentação de animais, pois constituem ótima forragem.
O acondicionamento para o comércio é feito em caixas tipo K pesando 22 quilos.
A batata-doce é classificada em Extra, Especial e Primeira.
Extra - raízes com tamanho de 13 a 15 centímetros de comprimento, formato ovalado, com duas pontas finas, de coloração clara, sem ataque de pragas, com peso médio de 200 a 400 gramas e nove raízes de boca.
Especial - raízes com peso médio de 400 gramas.
Primeira - raízes com peso médio inferior a 200 gramas.



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quarta-feira, 23 de junho de 2010

PUPUNHA


O escriba Valdemir Mota de Menezes e sua filha Valkirya estão colhendo palmito pupunha para comer no almoço.

PALMITO

video





A pupunha é uma palmeira nativa da região Amazônica e que é consumida na forma de frutos e de palmito, desde épocas pré-colombianas. É uma palmeira de clima tropical, de rápido crescimento e que, quando adulta, pode atingir mais de 20 metros de altura em poucos anos. Por essa razão, é usada também como uma palmeira ornamental.
Nos últimos anos, a importância dessa palmeira cresceu consideravelmente em nosso país, por ser uma excelente alternativa de cultivo para a agricultura.
O consumo dos frutos da pupunheira, cozidos em água e sal, é tradicional na região Amazônica, embora a produção venha de plantas nativas, mas suficientes para atender à demanda local. A partir dos anos 90, nos estados da região Sudeste e Centro-Oeste, teve início o interesse, por parte dos agricultores, no cultivo da pupunha, não para a produção de frutos, mas sim para fornecer palmito. O palmito é formado na parte apical as plantas, pelas raquis das folhas jovens. É uma iguaria valiosa, de grande aceitação no mercado, onde consegue preços elevados.









Palmeiras que produzem palmito
Atualmente, 95% do palmito produzido é cortado do Açaizero,outra palmeira nativa da Amazônia tropical, sobretudo na região do estuário do Rio Amazonas. Antes da década de 70, entretanto, o palmito era cortado de uma outra palmeira, a Juçara, nativa da Mata Atlântica. O corte indiscriminado de palmeiras nativas, leva, invariavelmente, ao decréscimo das populações naturais. Com o passar do tempo, palmeiras que ainda não florescem são cortadas. Nesse momento, o risco de extinção aparece, como já ocorreu com a Juçara e deve ocorrer, em breve, com o Açaí. É por essa razão que algumas pessoas começaram a pensar em outras palmeiras que pudessem produzir, de forma econômica e ecológica, palmito em escala industrial. Os especialistas em palmeiras chegaram à conclusão de que a palmeira que reunia maior número de pontos favoráveis era a pupunha.
As vantagens de se produzir palmito de pupunha
As principais vantagens para o plantio da pupunha, visando a produção de palmito, são:
a.precocidade: o primeiro corte ocorre entre 18 a 24 meses após o plantio no campo;
b.perfilhamento: a pupunha apresenta brotações de novas plantas, junto à planta mãe, permitindo que se possa repetir os cortes nos anos seguintes, sem necessidade de replantio da área.
c.qualidade do palmito: o palmito de pupunha tem um comprimento ao redor de 40 cm e diâmetro de 1,5 - 4 cm e é muito macio e saboroso, não tendo problemas de aceitação pelo mercado;
d.lucratividade: adequadamente plantado, um hectare produz entre 5.000 a 12.000 palmitos por ano, dependendo do número de perfilhos que se deixa após o corte da planta mãe e do diâmetro do palmito que se produz;
e.segurança para o produtor: o palmito não estraga, já que o agricultor pode deixá-lo no pé ou, então, envasá-lo, guardando os vidros e realizando as vendas quando achar conveniente. Não é como outros produtos, como hortaliças e frutas em geral, que amadurecem e precisam ser colhidos e que, quando colhidos, devem ser rapidamente vendidos e consumidos.
f.vantagens ecológicas: a pupunha deve ser produzida em cultura a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, de forma que se passa a produzir palmito de excelente qualidade sem nenhum dano às florestas nativas. essa é uma característica d grande apelo comercial, sobretudo para exploração do palmito, como um produto ecológico.
Condições para se produzir palmito de pupunha
O cultivo da pupunha para produção de palmito apresenta também, alguns requisitos básicos. Como trata-se de uma planta da floresta tropical, ela é muito exigente em água. Para regiões com mais do que dois meses seguidos de déficit hídrico, é necessária a irrigação. Entretanto, mais do que a quantidade de água, é importante a sua distribuição ao longo do ano. Pela nossa experiência, são necessários no mínimo 1300 - 1400 mm de água, bm distribuídos ao longo do ano, para que as plantas cresçam sem problemas. Outra limitação importante é atitude do local, que não deve ser superior a 850 m, provavelmente influenciada, em grande parte, pelas baixas temperaturas noturnas das regiões mais altas. De maneira geral, a pupunha prefere solos mais arenosos e friáveis do que aqueles solos pesados e muito argilosos. Embora exigente em água, a pupunheira não vai bem em solos encharcados, exigindo local com boa drenagem.










Plantio da cultura no campo
Deve-se evitar fazer o transplantio definitivo para o campo de mudas novas. O ideal é que elas tenham seis folhas e cerca de 40 cm de altura. O transplante deve ser efetuado em dias chuvosos ou nublados e com boa umidade no solo. Deve-se evitar aqueles dias claros e quentes, já que as plantas vão sentir mais o transplante. A despeito de todos os cuidados, as plantas sentem o transplante para o campo, ficando com as folhas amareladas e sentidas. Por cerca de seis meses elas praticamente quase não crescem. é importante que o agricultor saiba disso para que não desanime. É assim mesmo; e, passado esse período, elas começam a crescer lentamente. Mas o grande crescimento ocorre após os 10 - 12 meses do plantio no campo.
Quando se planta alguma cultura intercalar, nas entre linhas, o estabelecimento inicial da pupunha é melhor. Parece que, quando se planta apenas a pupunha, ocorre maior incidencia de doenças foliares e morte de plantas, sobretudo nos meses de abril a setembro, no planalto de são Paulo. Isso pode ser por causa da presença de ventos frios que prejudicam as plantas e aumentam a perda de água. Uma linha intercalar ajuda a fornecer um certo sombreamento inicial e protege as plantas de pupunha dos ventos.
Deve-se dar preferência por alguma leguminosa, como crotalária, feijão de porco, ou mesmo outras culturas. Entretanto, essa é uma questão delicada, que exige orientação técnica.









Espaçamento da cultura
O espaçamento entre as plantas no campo varia ao redor de 2 m x 1 m. Esse espaçamento, comporta 5.000 plantas por hectare e é o que garante maior profundidade de espaçamento. Mas outros espaçamentos também podem ser utilizados. Por exemplo: 2 m x 1,25 m, o que corresponde a 4.000 plantas/ha. Com esse espaçamento, embora haja uma menor produção de palmito, o retorno do investimento do plantio é mais rápido e o lucro líquido é, praticamente, equivalente ao que se consegue com 5.000 plantas/ha (uma diferença inferior a 5%). Há, ainda, outras alternativas, as quais podem ser viáveis para os pequenos produtores. Por exemplo: utilizando espaçamento de 3 m entre linhas de 1 m dentro da linha. No meio da entrelinha foi plantado maracujá, ou a pupunha foi plantada com a cultura de maracujá em produção. Nesse caso, há a possibilidade de se obter até duas safras de maracujá, antes do primeiro corte do palmito, o que é vital para o pequeno produtor rural, que não fica entre 18 a 24 meses sem nenhuma renda na área e tendo que arcar com todos os custos de implantação e custeio da cultura nesse período.
ESPAÇAMENTO
PLANTAS/HECTARE
1,5 x 1,5 m
4.445
2,0 x 1,5 m
3.333
2,0 x 1,25 m
4.000
2,0 x 1,0 m
5.000
2,5 x 1,0 m
4.000
3,0 x 1,0 m
3.333
Cuidados antes do plantio
Antes do plantio no campo, o agricultor deve tomar alguns cuidados: limpar completamente a área da presença de matos, corrigir o solo com calcário e realizar uma adubação com fósforo. A pupunha não suporta competição com mato, sobretudo braquiária. Em áreas de pastagens, é recomendável que se faça uma série de gradagens, seguida de uma cultura anual, com soja, por exemplo, para um perfeito controle da braquiária, usando-se herbicidas. Para o plantio da pupunha, deve-se, previamente, fazer uma calagem, elevando-se o pH para 5,0 - 5,5 e a saturação de bases para 60%. antes do plantio, deve-se, na medida do possível, aplicar, nas covas, matéria orgânica.










Adubação
Após o pegamento das mudas, deve-se dar início às adubações com nitrogênio e potássio, em cobertura. Uma adubação razoável seria entre 300 a 400 g/planta de 20-5-20, fracionada o maoir número de vezes possível. Quando se faz irrigação, deve-se realizar adubação em cobertura a cada mês, aplicando-se entre 30 a 40 g/planta. As plantas de pupunha também necessitam do fornecimento de cálcio, magnésio, enxofre e boro.
O sistema radicular da planta da pupunha, no ponto do corte, é bastante superficial: mais de 80% das raízes ficam em torno de 40 cm da planta e até uma profundidade de 40 cm. Por essa razão é que ela não suporta a competição com mato, sobretudo gramíneas.
Uma solução, durante o primeiro ano da cultura no campo, é manter, na entre-linha, alguma leuminosa não trepadora. Além de se evitar o mato e a erosão na terra nua, ganha-se a incorporação de nitrogênio pela leguminosa.
O corte do palmito
O corte das plantas deve ser realizado quando elas atingem um diâmetro, perto do solo, entre 9 a 15 cm. De início, deve-se cortar algumas plantas para que se aprenda onde fica, exatamente, o palmito. O primeiro corte é o menos produtivo: corta-se apenas a planta mãe e o palmito tende a ser mais curto e de forma um pouco cônica. A partir do ano seguinte é que a cultura vai mostrar todo o seu potencial produtivo, quando se cortam os perfilhos. A partir do primeiro corte (18 - 24 meses), entra-se numa fase de cortes sucessivos e anuais. O número de palmitos a serem cortados, por planta/ano, varia de 1 a 3, em função do número de perfilhos que se deixa para o ano seguinte e do diâmetro do corte. Essa é uma decisão que cada produtor tem que tomar em função do mercado que ele pretende atingir. Antes do corte do palmito, os perfilhos devem ser preparados, eliminando-se os mais fracos e cortando-se as folhas daqueles que vão permanecer. O corte das folhas dos perfilhos diminui o stress causado pelo sol a apressa o seu crescimento. Numa lavoura bem cuidada, que não sofra a falta de água e que seja adequadamente adubada, praticamente não aparecem doenças. Geralmente, as doenças são um sinal de desiquilíbrio nutricional, causado pela falta de adubação ou pela deficiência hídrica que impede a absorção dos nutrientes.
Viabilidade econômica
A cultura da pupunha apresenta uma excelente viabilidade econômica. Entretanto, o custo de implantaçào é elevado, situando-se ao redor de R$ 4.000,00 por hectare. O custeio anual varia de R$ 500,00 a R$800,00 por hectare, incluindo: controle de mato, adubos e corretivos, energia e mão-de-obra para corte e transporte dos palmitos.
Insumos para 1 ha de pupunha
Pré-Plantio:
- Calagem: pH 5,0 - 5,5
- Saturação de Bases: 60%
- Fofatagem: 100g a 200g por planta
0,2 Kg x 5.000 PL = 1.000 Kg de SS
- Herbicida: quatro a seis litros (função do mato)
Plantio - Primeiro Ano:
- Adubação: 30g/PL. Mês de 20-5-20 + Micro + Ca + Mg + S
0,03 Kg x 12 meses x 5.000 PL = 1.800 Kg
- Herbicidas: 8-12 litros/ano
Plantio - Segundo Ano:
- Adubação: 1.800 Kg de fórmula
- Fósforo: 1.000 Kg
- Herbicidas: 2 a 6 litros/ano

domingo, 13 de junho de 2010

CAFÉ

Os dados abaixo foram extraídos do site da EMBRAPA:

Formação de mudas por sementes
As sementes para formação de mudas, podem ser adquiridas junto aos órgãos oficiais, cujas linhagens ou cultivares são adaptadas, apresentam elevado padrão genético e fitossanitário, ou diretamente em lavouras locais, onde deverão ser coletadas preferencialmente em plantas que apresentem boas características vegetativas e produtivas, observadas ao longo de, pelo menos, quatro ciclos de produção.
• O tipo de muda é determinado pela época em que se realiza sua semeadura, podendo ser muda de meio ano, quando o semeio é realizado de maio a junho e o plantio em janeiro; e muda de ano quando o semeio é realizado em setembro a outubro e o plantio no período chuvoso do ano seguinte. Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;
















Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.s
As mudas podem ser feitas em sacos de polietileno, cujas dimensões para mudas de meio ano são de 11cm de largura, 20 cm de altura, 0,006cm de espessura e 7cm de diâmetro ou em tubetes de polietileno rígido.
Para o preparo de 1 m3 de substrato pode-se utilizar a seguinte composição:
800l de terra de mata ou barranco;
200l de esterco de curral curtido;
5kg de superfosfato simples;
1kg de cloreto de potássio;
2kg de calcário dolomítico.
A semeadura mais recomendável é aquela realizada de forma direta na sacola. Antes de se realizar a semeadura, deve-se deixar as sementes umedecidas, acondicionadas num saco de estopa dentro da água por 2 dias para prévia embebição. A semeadura deve ser direta consistindo da colocação de 2 sementes no centro de cada sacola a uma profundidade de 1 cm. Em seguida devem ser cobertas por uma fina camada de palha seca. Para cálculo da mão-de-obra, um homem pode fazer a semeadura direta em 2.200 sacolas por dia.
Como modelo de cálculo no planejamento para produção de mudas, tem-se à seguir um exercício como se determina as quantidades necessárias de mudas, sementes, sacolas e substrato para se efetuar um plantio de 20.000 covas de café.
• Mudas (plantio de 1 muda/cova com taxa de 10% de replantio)
20.000 covas x 1 muda/cova = 20.000 mudas
20.000 mudas + 10% replantio = 20.000 + 2.000 = 22.000 mudas
• Sementes (1kg de sementes = 4.000 sementes, semeando 2 sementes/ sacola)
1kg = 4.000 sementes ÷ 2sementes/sacola = 2.000 mudas
22.000 mudas ÷ 2.000 mudas = 11kg sementes
• Sacolas (mudas de meio ano com 10% de reserva de sacolas)
22.000 sacolas + 10% reserva = 22.000 + 2.200 = 24.200 sacolas
• Substrato (em média 1m3 de substrato enche 1.200 sacolas)
1.200 sacolas  1m3 substrato
24.200 sacolas ÷ 1.200  20m3 substrato
Na condução das mudas no viveiro deve-se estar atento para a execução das seguintes práticas culturais: irrigação, escarificação, desbaste, controle de ervas daninhas, controle de pragas e doenças, adubação (caso as mudas não apresentem um bom desenvolvimento, deve-se fazer de 3 a 4 aplicações de adubação nitrogenada a partir do segundo par de folhas, através da água de irrigação, utilizando 20g de sulfato de amônio ou 20g da fórmula 20-00-20 ou 10g de uréia, dissolvido em 10 l de água num regador) e aclimatação.
O custo de produção de 1.000 mudas de café é de aproximadamente R$ 60,00.
Formação de mudas por estacas
Embora a propagação por sementes seja a mais comum na cafeicultura, a técnica da clonagem (propagação vegetativa) tem sido bastante utilizada no café Robusta, que tem apresentado índice de enraizamento acima de 90%, sendo superior ao do café Arábica.












A propagação por estacas garante a transmissão das características desejáveis da planta mãe, eleva o nível de produtividade da lavoura, uniformiza as plantas e a maturação, possibilita escalonar a colheita, melhora o tamanho e a qualidade dos frutos, reduz a brotação de ramos ladrões, estimula a formação de ramos produtivos, proporciona maior resistência a doenças e ainda permite a produção de mudas durante todo ano, manejo (Paulino et al, 1985).
Inicialmente, as plantas matrizes são selecionadas e conduzidas de modo a aumentarem a brotação. Dessas plantas são retirados os ramos ortotrópicos ou ramos ladrões, que crescem na vertical, saindo do caule e das hastes principais, os quais fornecerão as estacas para a formação das mudas.
O jardim clonal é uma lavoura formada com mudas clonais oriundas de estacas de matrizes selecionadas, com o objetivo de produzir estacas para propagação de um grande número de mudas clonais. Sua implantação será constituída de uma planta por cova, com um mínimo de 30 plantas matrizes ou 30 diferentes genótipos, possibilitando uma boa variabilidade genética que garantirá uma maior capacidade de combinação



Espaçamentos
No caso das cultivares de robusta, o sistema de condução pode ser realizado com uma haste ou com várias hastes ortotrópicas. Na condução multicaule, as plantas são conduzidas para atingirem o número de hastes determinadas em função do seu espaçamento e vigor, procurando-se manter uma média em torno de 10.000 a 12.000 hastes por hectare. Os espaçamentos recomendáveis para a cultivar Conilon poderão variar de 3,5 a 4,0 m nas entrelinhas e de 1,0 a 1,5 m nas linhas com 1 planta por cova, sendo conduzidas em média 4 a 8 hastes verticais por planta. Para outras cultivares Robustas poderão ser utilizados espaçamento de 4,5 m nas entrelinhas com variação de 1,5 a 3,0 m na linha, tendo respectivamente para 1 planta por cova de 5 a 6 hastes verticais e para 2 plantas por cova de 10 a 12 hastes verticais, equivalendo para ambos espaçamentos e densidades média de 8.000 hastes verticais por hectare.
No sistema monocaule, poderão ser utilizados espaçamentos de 3,0 a 4,0 m nas entrelinhas com 1,0 m na linha, permitindo melhor disposição das plantas com copas mais uniforme.
Implantação das mudas
Nas áreas com tocos, bastante inclinadas e de pequenos plantios, se faz o coveamento, consistindo da abertura manual de covas com enxadão, cujas dimensões de comprimento, largura e profundidade das covas fiquem em torno de 40 cm. Já o sulcamento pode ser efetuado através da utilização de um arado de tração animal, com duas a três passadas formando o sulco, que após a marcação das covas, se faz o complemento com o uso do enxadão para alargamento do fundo da cova.
Para o caso de áreas destocadas, planas a onduladas e de grandes plantios, pode ser realizado tanto o coveamento mecanizado através do uso da broca, adotando-se as dimensões citadas para covas aberta, manualmente, bem como o sulcamento mecanizado com uso do sulcador, fazendo sua abertura e profundidade com cerca de 50 cm de tamanho.








O plantio das mudas de café Robusta deve ser feito no início do período chuvoso, observando-se as seguintes medidas (Mendes & Guimarães, 1997),:
• As mudas deverão ter de 4 a 6 pares de folhas definitivas, evitando mudas muito novas ou passadas;
• Antes de retirar as mudas do viveiro, deve-se aclimatá-las 30 dias a pleno sol, com diminuição das regas neste período;
• Fazer aplicação preventiva de fungicida Benomyl e/ou Oxicloreto de Cobre no combate a cercosporiose após plantio;
• No momento da retirada das mudas do viveiro, as mesmas devem ter sido regadas com abundância;
• Transportar as mudas em caixas plásticas apropriadas, evitando o destorroamento e danos na parte aérea;
• Procurar descarregar as mudas o mais próximo possível dos talhões de plantio, evitando movimentos excessivos;
• Abrir as covas e sulcos com bastante antecedência, tendo dimensões corretas e adubações recomendadas;
• Cortar o saquinho no sentido da altura da muda e retirá-lo sem desfazer o torrão da raiz;
• Caso a raiz tenha crescido bastante, efetuar sua poda com corte transversal de 1 cm de espessura de fundo da sacola;
• Colocar a muda em posição vertical na cova ao nível ou um pouco abaixo do solo, segurando o torrão com as duas mãos;
• Evitar plantio muito raso que resultam em tombamento da muda e plantio muito fundo que causam seu afogamento;
• Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;
Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ALHO

Eu já tentei por diversas vezes fazer canteiros com plantações de alho, mas não obtive sucesso e não consegui colher nenhuma cabeça se quer de alho. Segundo pude compreender, a falha no cultivo estava relacionado ao tipo de clima e de sementes. Os alhos vendidos comercialmente seriam imprestáveis para o cultivo e em segundo lugar, na época da eclosão da cabeça do alho a temperatura deve esta por volta de 15o graus, ou seja no inverno. O cultivo que tentei fazer foi na cidade de Itariri/SP em região montanhosa.

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Veja mais informações sobre o cultivo de alho:
ALHO

1) ALHO-SEMENTE

a. É o fator mais importante do sucesso. Deve-se plantar alho-semente graúdo e sadio.

b. A seleção do alho-semente deve ser iniciada no campo de plantio. Deve-se eliminar todo o alho que tiver problemas com nematóide.

c. O ideal é fazer uma seleção manual, descartando todo o alho que tiver problemas de formação, de tamanho pequeno ou com pragas e doenças.

d. As cultivares sugeridas são as seguintes: Seleção Chonan, Quitéria, São Valentin (Roxo Caxiense), Contestado, Caçador e Jonas.

e. O ideal é plantar um dente proveniente de um alho-semente no mínimo classe 4 (37-42mm). Bulbilhos menores que 1,5 gramas não devem ser plantados.

f. Os bulbos do alho-semente devem ser armazenados preferencialmente a temperaturas de 14ºC a 18ºC, já que tem efeito decisivo na superação da dormência e na bulbificação. O tratamento visa controlar o ácaro, o nematóide e os fungos que atacam os bulbilhos de alho após o plantio. Usar uma solução a base de nematicida e fungicidas.Tempo de imersão: 4 horas. A solução deverá ser renovada no máximo a cada 2 dias.


2) DEBULHA E CLASSIFICAÇÃO DO BULBILHO

a. Deve-se evitar as machucaduras, por onde penetram os fungos e bactérias.

b. O ideal é a debulha manual, mas é praticamente inviável economicamente.

c. Usando-se a debulhadeira, é indispensável deixar o alho no sol por 2 horas no mínimo, para facilitar a debulha.

d. Os dentinhos devem ser separados pelo seu tamanho. Três tamanhos são suficientes: pequenos, médios e graúdos, sendo plantados apenas os médios e graúdos.

e. Após a debulha, caso não der para plantar em seguida, jamais deixar o alho-semente debulhado e amontoado. Procurar espalhá-lo numa lona.






3) PREPARO DO SOLO / ADUBAÇÃO

a. A correção do solo deve ser realizada de acordo com o resultado da análise da terra. O alho não tolera a presença de alumínio tóxico. Não se deve corrigir o solo em cima da hora do plantio.

b. O alho tem respondido muito bem em produção, às adubações com esterco e adubações verdes. É indispensável a rotação de culturas, plantando alho no máximo 3 anos na mesma área.

c. Deve-se plantar em curvas de nível, fazendo terraços de acordo com a declividade do terreno.

d. Deve-se evitar o uso exagerado da rotativa e em solos compactados deve-se usar o subsolador para quebrar a camada compacta e fazer adubações verdes com milho e soja.

e. A lavração para a incorporação do esterco e adubos verdes deve ser realizada no mínimo 45 dias antes do plantio, para ocorrer uma melhor destorroação do solo por ocasião do plantio, para que a marcação dos locais onde será plantado o bulbilho fique bem nítida.

4) ADUBAÇÃO


a. A adubação depende, além da análise do solo, da tecnologia que o produtor usará como: tamanho do alho-semente, cultivar a ser plantada, densidade de plantio, irrigação. A adubação também depende da área a ser cultivada. Áreas novas requerem mais adubo que áreas já trabalhadas.

b. Para produtividade em torno de 10.000 Kg, usa-se entre 1.200 e 2.000 Kg de adubo químico por hectare, das fórmulas 3-30-15 ou 2-25-25, dependendo dos fatores anteriormente citados.

c. A adubação de cobertura é uma tecnologia que tem aumentado a produtividade. O seu uso depende da análise do solo, uso de esterco, irrigação, tamanho do alho semente e estado geral da lavoura. Normalmente faz-se duas coberturas com nitrogênio. A primeira 30 dias após a brotação inicial e a segunda após a diferenciação em início de outubro.

d. O uso exagerado de nitrogênio e fora de época provoca o superbrotamento.


5) SUPERBROTAMENTO

a. É uma anormalidade genético-fisiológica. Todas as cultivares de alho plantadas na região são geneticamente suscetíveis a essa anormalidade.

b. Vários outros fatores podem causar o superbrotamento como: o alho-semente miúdo, excesso de nitrogênio, baixa densidade de plantio, excesso de chuva e/ou irrigação na diferenciação.

c. Fatores climáticos como o frio é decisivo na ocorrência dessa anormalidade. A falta de frio no inverno e o frio extemporâneo, por ocasião da diferenciação são importantes no aparecimento do suberbrotamento.

d. Na realidade, o alho que vamos colher, depende inicialmente da origem da semente (onde foi cultivada). Onde foi armazenada (qual a temperatura) e após, da interação dessa semente com o meio ambiente (fatores climáticos e manejo), onde será cultivada.

e. Para minimizar o problema do suberbrotamento pode-se sugerir o seguinte: plantar alho-semente graúdo, usar alta densidade, evitar excesso de nitrogênio e irrigação, evitar qualquer tipo de stress por ocasião da diferenciação e armazenar o alho-semente, antes do plantio, em locais com temperaturas entre 14º e 18ºC. 6)


ÉPOCA DE PLANTIO

a. A época de plantio depende da cultivar a ser plantada. Essa época é determinada pela brotação do bulbilho que varia de acordo com as condições de armazenamento do alho-semente. Essa brotação é de fácil visualização, (basta cortarmos o dentinho longitudinal). Recomendamos as seguintes épocas de plantio, de acordo com as cultivares : 1-Contestado e Jonas- de meados de maio a meados de junho; 2- Caçador - no mês de junho; 3 - Seleção Chonan - de 10 de junho a 10 de julho; 4 - Quitéria e São Valentin no mês de julho.

b. Os “dentes” graúdos quebram a dormência antes que os médios e pequenos. Por isso devem ser plantados antes que os demais.

c. O alho “vernalizado” ou de câmara fria, na nossa região, deve ser realizado com a cultivar quitéria. Essa variedade tem respondido bem em produção com 25-30 dias de câmara a 4ºC, com plantio de meados até o final de junho.

7) SISTEMA DE PLANTIO


a. Depende basicamente do trator e da rotativa que possui o produtor.


b. O ideal é que as perdas nos entre canteiros sejam pequenas. O espaço nos entre canteiros deve ser de 1,70 a 1,80m. A “mesa” do canteiro deve ser de 1,20 a 1,30 metros.

c. O plantio deve ser longitudinal, com 4, 5 ou 6 fileiras em cima do canteiro. Isso depende da largura do mesmo, conforme o conjunto (Trator X Rotativa). Quando a largura da “mesa” do canteiro for de 1,30 m deve-se usar 5 ou 6 fileiras de plantio.

d. De acordo com o peso do dentinho, recomenda-se os seguintes espaçamentos: 1- Bulbilho de 1,5 a 2,0 gramas : 25x7cm; 2 - Bulbilhos de 2,0 a 3,0 gramas: 25x8cm; 3 - Bulbilhos de 3,0 a 4,0 gramas: 25x10cm.

e. No sistema de plantio de 5 linhas, a distância entre as mesmas é de 25 cm, variando apenas dentro da linha, de acordo com o peso dos dentinhos.

f. No sistema de plantio de 6 linhas, recomendamos usar 3 duplas, no espaçamento de (10x40x10x40x10) nas fileiras e de 8 a 10cm entre plantas dentre das linhas de acordo com o peso dos “dentes”.


g. O stand mínimo, por ocasião da colheita é de 330.000 plantas/hectare e no máximo de 440.000 plantas/hectare. h. Quanto maior o stand, maior será a produtividade, mas menor será o tamanho do alho colhido. O ideal é o stand sugerido acima.





8) PLANTIO


a. Todo o plantio é manual. Coloca-se o ápice do bulbilho virado para cima.


b. As maiores produtividades no plantio, são conseguidas, pagando-se a mão-de-obra por metro de canteiro plantado.

c. Não há necessidade de cobrir o dentinho. Recomenda-se fazer uma irrigação logo após o plantio.

d. O plantio perfeito só é conseguido quando o preparo do canteiro for realizado com um bom conjunto de trator e rotativa.



9) HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES



a. Várias plantas daninhas ocorrem no período de inverno-primavera, entre elas: azevém, mentruz, nabo, serralha, erva de passarinho, língua de vaca.


b. Os herbicidas pré-emergentes, geralmente controlam bem as plantas daninhas de inverno e reduzem significativamente as de primavera, devido ao poder residual dos mesmos.

c. Além dos herbicidas pré-emergentes, que não controlam 100% das plantas daninhas, o produtor deverá realizar as capinas durante todo o ciclo da cultura, procurando não revolver muito o solo. Outros herbicidas de pós-emergência podem ser usados, de acordo com a ocorrência das plantas daninhas.

d. Os herbicidas sugeridos para a aplicação logo após o plantio são os seguintes: · Ronstar 250g/l, na base de 3,0 a 4,0 litros por hectare, com aplicação logo após o plantio do alho, com o solo úmido, bico leque e baixa pressão. · Diuron 80 ou Karmex, em forma seqüencial, usando-se 1,0 Kg/hectare logo após o plantio e 0,80 Kg/ha 3 semanas após. É um produto extremamente fitotóxico. Deve ser aplicado com o solo úmido com período nublado, de preferência. Não usá-lo em períodos secos. Aplicar esse herbicida com bicos leque e baixa pressão.

e. O uso de EPI ( Equipamentos de Proteção Individual ) é obrigatório quando se manusear os defensivos agrícolas, quer no tratamento do alho-semente, quer na aplicação dos mesmos na lavoura como herbicidas, fungicidas e inseticidas.


f. A tríplice lavagem das embalagens de defensivos agrícolas também é uma medida obrigatória, pois chega a limpar até 99,9% dos defensivos do seu interior e viabilizam a sua reciclagem.

g. A informação, a aprendizagem é um processo contínuo. Nós da Epagri procuramos fazer a nossa parte, que é levar essas informações até você. Mas quem toma a decisão é você!

MARCO ANTÔNIO LUCINIEngenheiro Agrônomo/EPAGRI - Curitibanos, SC. Fone (49)2450680.E-mail: epagrictb@baroni.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

GRUMIXAMA


Informação extraida do site:

http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=11937

Nome Popular: grumixameira, grumixama.

Nome Científico: Eugenia brasiliensis La M.

Família Botânica: Myrtaceae

Origem: Brasil – Mata pluvial Atlântica.

Característica da Planta: Árvore de até 20 m de altura, com tronco curto e copa de forma piramidal. Folhas duras, de coloração verde-escura. Flores brancas, pequenas, surgindo de setembro a novembro.

Fruto: Arredondados, achatados nas extremidades, com casca lisa, de coloração amarela ou roxo-escura, quase preta, manchada de vermelho na maturação. Polpa suculenta envolvendo 2 sementes esbranquiçadas, frutifica de novembro a janeiro.

Cultivo: Propaga-se por sementes e adapta-se bem em qualquer tipo de clima e solo, resistindo bem a geadas.
Possui crescimento rápido.

domingo, 31 de janeiro de 2010

GOIABA

Goiaba
Contrato sem risco
Indústria de goiabada estimula plantio da fruta no interior paulista com entrega de mudas, orientação técnica e garantia de compra
Por Inês Figueiró
Na região central do interior paulista, dominada por canaviais e pomares de laranjas, uma outra fruta vem conquistando espaço. Longe de bater as outras duas culturas em extensão, a goiaba ganha terreno nas propriedades e garante dinheiro no bolso dos produtores, maltratados por anos seguidos de baixos preços na venda de suas colheitas de cana e cítricos. João Crigolli, por exemplo, um descendente de italiano de 73 anos, todos eles vividos na região, está substituindo 20 hectares de cana pela fruta tropical. Sua primeira colheita está em andamento - um pé de goiaba leva cerca de 14 meses para começar a produzir - e ele garante que, se o resultado for bom, irá erradicar boa parte da área de canaviais para expandir o pomar.

O agricultor está desgostoso com a cana, pois, além de ter 60 mil reais de pagamento atrasado para receber da usina, amargou prejuízo na última safra. Na ponta do lápis, a receita empatou com as despesas e Crigolli acabou tendo que vender um de seus dois carros para pagar as contas.
Mas ele está otimista com relação ao recebimento do dinheiro devido pela usina e já tem planos de investi-lo: quer irrigar o pomar de goiaba. Nos seus três sítios, em São Lourenço do Turvo, distrito de Matão, a 350 quilômetros da capital do Estado, o produtor tem 4,5 mil pés de goiaba em produção e 880 recém-plantados.


O ingresso de João Crigolli na produção da fruta se deve à presença de uma indústria de conservas na vila onde mora. "Estava procurando uma alternativa para a cana e aí o pessoal apareceu sugerindo que eu plantasse goiaba. Entrei de gaiato no navio", brinca, explicando que não conhecia quase nada da cultura. Mas, ao que tudo indica, ele pegou rápido os procedimentos básicos, pois já arrisca palpites no manejo das árvores e no sistema de formação dos pomares. Seu João é um dos 175 produtores da região que tem contrato de garantia de compra assinado com a indústria de alimentos Predilecta.
Toda a sua produção é entregue à empresa. Em contrapartida, assim como os demais produtores, ele recebe orientação técnica e, quando necessário, mudas de variedades industriais. No caso das mudas, a distribuição não é gratuita. O pagamento é feito em frutas: para cada muda recebida, o produtor entrega uma caixa de 20 quilos de goiaba na primeira colheita. "É um investimento que se paga já na primeira safra", afirma o responsável pela divisão de goiaba da Predilecta, Benealdo de Barros.

A parceria foi a forma encontrada pela empresa para garantir fornecimento de matéria-prima o ano inteiro. Para isso, a Predilecta contou também com a ajuda do destino. Quando começou a operar, em 1990, comprava goiaba da safra e no restante do ano se abastecia das sobras da fruta de mesa que encontrava no mercado. Hoje consegue comprar goiaba de variedades industriais - mais carnudas e com menos sementes - durante o ano inteiro graças à adoção de um sistema de podas que garante duas safras por ano e o escalonamento da produção.
Essa possibilidade foi descoberta por acidente no trabalho de embalagem das frutas. Os produtores colhiam a goiaba na safra e quebravam alguns galhos para colocar dentro das caixas, como proteção para as frutas. "As goiabeiras começavam a brotar nos locais onde haviam sido quebradas", relembra Barros. A partir daí, esse sistema de poda vem sendo adotado pelos parceiros da indústria e também por outros produtores da região. Mas o técnico garante que não foi fácil convencer os produtores dos benefícios da poda. "Eles se assustavam ao ver suas árvores vazias, peladas", conta.




O produtor Nelson Roberto Barbieri, que, junto com o pai, o primo e o tio, se dedica ao cultivo de goiaba em seu sítio no município de Jaboticabal, confirma o temor. Ele começou a entregar a fruta para a Predilecta em 1996 e um ano depois optou pela poda e viu sua produção cair drasticamente. A colheita, que em 1997 tinha alcançado 1,2 mil toneladas, caiu no ano seguinte para 800 toneladas.

sábado, 23 de janeiro de 2010

CAJUCULTURA

O caju é uma fruta típica dos paises quentes, mas dá em quase todo o planeta. Nasci no Estado brasileiro de Sergipe, um grande produtor de cajueiro. Cajueiro é mato naquelas bandas. Ainda em 2007 estive em Aracaju na época do verão e nas calçadas havia muitos pés de cajueiros, tirei até fotos em que eu parava o carro e de dentro do veiculo colhia caju na rua.

Outra vez estava na Ilha Barra dos Coqueiros em Sergipe e na estação das frutas, cheguei a pagar a bagatela de um real por um BALDE cheio de caju!!!!

Aqui no Estado de São Paulo, fora da estação chega-se a pagar a fortuna de CINCO REAIS por uma mísera cartela com 4 cajus. Particularmente gosto muito de caju é do tipo da fruta que você come um e parece que abre uma cratera no seu estómago e você quer comer 10 frutas!!!

Abaixo, copiei texto da Revista Brasileira de Fruticultura com informações interessante sobre o caju:
Revista Brasileira de Fruticultura
Print ISSN 0100-2945
Rev. Bras. Frutic. vol.30 no.1 Jaboticabal Mar. 2008
doi: 10.1590/S0100-29452008000100001
Cajucultura


Originário da América Tropical, o cajueiro pertence à família Anacardiaceae, que inclui árvores e arbustos tropicais e subtropicais, encontrando-se disperso numa extensa faixa compreendida entre os paralelos de 27º N, no sudeste da Flórida, e 28º S, na África do Sul.
Considerada uma das mais importantes espécies cultivadas das regiões tropicais, o cajueiro ocupa, no mundo, uma área estimada em 3,39 milhões de hectares, apresentando como principais produtos de expressão econômica a amêndoa comestível e o líquido da casca da castanha (LCC). A produção mundial de castanha é estimada em 3,1 milhões de toneladas, destacando-se o Vietnã, a Índia, o Brasil e a Nigéria como principais países produtores.
No Brasil, a cajucultura mobiliza cerca de 280 mil pessoas e possui uma área cultivada de 740.000 ha, proporcionando uma produção de aproximadamente 250 mil toneladas de castanha e 2 milhões de toneladas de pedúnculo por ano. Distribuída em várias regiões do País, concentra-se na região Nordeste, que responde por 94% da produção nacional, onde os maiores plantios se localizam principalmente nas faixas litorâneas e de transição do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A matéria-prima castanha alimenta um parque industrial formado por uma dezena de fábricas de grande porte e cerca de oitenta minifábricas, responsáveis pela obtenção da amêndoa de castanha de caju - ACC, destinada em sua maioria à exportação, gerando em média divisas da ordem de U$ 225 milhões anuais.




Por sua vez, o consumo do caju de mesa no mercado interno (caju in natura) vem crescendo significativamente nos últimos cinco anos, principalmente na região Sudeste, a preços cada vez mais atrativos para o produtor, estimulando, ainda que em pequena escala, novos investimentos na expansão e modernização dos pomares e na adoção de Boas Práticas Agrícolas e Sistemas de Produção que possibilitem a certificação da matéria-prima produzida.
Além do aspecto econômico, os produtos derivados do caju apresentam elevada importância alimentar, verificando-se um expressivo aumento das vendas e conquista de novos mercados com 30 subprodutos, dos quais se destacam o suco concentrado, hoje o mais vendido no País, além de doces, refrigerante e cajuína, um suco puro e clarificado, bastante consumido na região Nordeste.
A variabilidade genética do cajueiro vem sendo agrupada em dois tipos, comum e anão, denominados em função do porte. O tipo comum ainda é o mais cultivado, apresentando porte elevado, altura entre 8 e 15 m e envergadura (medida da expansão da copa) atingindo 20 m. A capacidade produtiva individual é muito variável, com algumas plantas produzindo abaixo de 1 kg e outras até próximo de 180 kg de castanha por safra. O tipo anão caracteriza-se pelo porte baixo, altura inferior a 4 m, copa homogênea, diâmetro do caule e envergadura de copa inferiores ao do tipo comum, precocidade etária, iniciando o florescimento entre 6 e 18 meses.
Os clones de cajueiro-anão precoce mais difundidos no País (CCP 06, CCP 09, CCP 76 e CCP 1001) foram obtidos a partir de introduções de plantas no Campo Experimental de Pacajus-CE, oriundas de populações naturais existentes na região litorânea do Nordeste brasileiro, seguida de seleção fenotípica individual e controle anual da produção nas plantas selecionadas. Posteriormente, novos procedimentos metodológicos, como o método do policruzamento, seleção entre e dentro de progênies e hibridação inter e intra-específica, resultaram na obtenção dos clones de cajueiro-anão precoce Embrapa 50, Embrapa 51, BRS 189, BRS 226 e BRS 265. Recentemente, a Embrapa Agroindústria Tropical lançou dois novos clones: o BRS 274, primeiro clone de cajueiro comum para o plantio comercial, e o BRS 275, primeiro clone de cajueiro híbrido, gerado a partir do cruzamento do cajueiro comum com o clone de um cajueiro-anão precoce (CCP 1001).
A produtividade esperada por hectare, para o cajueiro-anão precoce sob sequeiro, é cerca de 1.000 kg de castanha e 10.000 kg de pedúnculo, enquanto, sob irrigação, pode chegar a 3.800 kg de castanha e 30.000 kg de pedúnculo.
A propagação do cajueiro pode ser feita pelos métodos sexuado e assexuado. A propagação sexuada é feita através do plantio da semente (castanha), enquanto a propagação assexuada é feita utilizando as partes vegetativas da planta, como garfos, gemas e estacas. A propagação assexuada ou vegetativa é a mais recomendada porque assegura a obtenção de plantios mais uniformes, com características desejáveis e mais produtivos.




Enfrentando um mercado cada vez mais competitivo, liderado por Índia e Vietnã, a cajucultura brasileira procura alternativas para melhorar sua posição no mercado mundial de nozes, especialmente no tocante à produtividade dos pomares e à qualidade da amêndoa processada.
Embora tenha havido um acréscimo substancial da área cultivada com cajueiro nos últimos anos, a produção e a produtividade vêm mantendo-se em níveis baixos, com a média brasileira, em 2007, em torno de 190 kg de castanha por hectare, reflexo principalmente da deficiente infra-estrutura de produção na maioria das áreas cultivadas, das secas cíclicas nas principais regiões produtoras, da ocorrência de pragas e doenças em todas as fases do desenvolvimento da cultura e do tipo de propagação utilizado para a formação dos pomares (sexuada).
Com a introdução do cajueiro-anão precoce, o sistema de produção baseado no emprego de clones melhorados, cultivo adensado, aplicação de fertilizantes e controle fitossanitário tem evoluído significativamente. Vários pomares vêm utilizando, inclusive, a irrigação. Conjuntamente, esses fatores podem promover aumento da produtividade, menor risco de perda de produção, ampliação do período de colheita e melhoria da qualidade da castanha e do pedúnculo.

Vitor Hugo de Oliveira
Ph.D., Fitotecnia
Pesquisador A, Embrapa Agroindústria Tropical
Rua Sara Mesquita, 2270 – CEP 60511-110 - Fortaleza, Ceará, Brazil

MANDIOCA

Clima

Nas altitudes muitas elevadas, com mais de 1000 metros, o sucesso da cultura dependerá da duração da época fria e das temperaturas. As médias mensais deverão estar acima de 20ºC, durante o período vegetativo.
As atividades vegetativas dessa planta diminuem muito durante o nosso inverno (de maio a agosto), ficando aparentemente paralisadas em temperaturas abaixo de 15ºC. A mandioca é muito sensível à geada. Quando atingidas as plantas já bem desenvolvidas, seca, quase sempre, toda a parte aérea; continuam, entretanto, vivas as porções subterrâneas das hastes, de onde saem, mais tarde, novas brotações, refazendo-se o vegetal. Plantas muito novas, se atingidas pela geada, emitem outras brotações, mais tarde. Períodos quentes e secos são desfavoráveis nas primeiras fases da cultura, principalmente durante a época de plantio. Temperaturas ambientes com valores médios entre 20 e 30ºC são as mais favoráveis para o desenvolvimento da cultura.
Precipitações anuais em torno de 1.000 milímetros de chuvas são muito boas para a cultura, desde que distribuídas num período de seis a oito meses durante o ano. Entretanto, em zonas tropicais a mandioca prospera e produz, não raro, em localidades com precipitações de até 3.000 milímetros anuais, e, por outro lado, embora em condições precárias, também sob um regime de cerca de 500 milímetros. Depois de bem desenvolvidas, as plantas de mandioca tem boa resistência à seca, possivelmente pela profundidade que pode atingir o seu sistema radicular.
Consideram-se os paralelos de 30 graus de latitude norte e sul, como delimitadores da faixa geográfica onde há condições climáticas favoráveis para o cultivo da mandioca.
MEU COMENTÁRIO: Eu cresci no nordeste do Brasil e lá meus avôs plantavam mandioca, ambos comercializavam. Seu Pedro, meu avô por parte de pai, vendia mandioca “in natura” na feira de Itabaiana/SE e plantava a espécie doméstica. Meu avô José de Tavares da Mota plantava mais a mandioca de variedade brava e como possuía uma casa de farinha, era lá que ele beneficiava a mandioca, transformando-a no alimento predileto dos nordestinos: A FARINHA DE MANDIOCA. Meu avô também fabricava nos fornos o Bejú que é uma espécie de pão feito da mandioca.

Influencia no ciclo vegetativo


MANDIOCA
Cultura de mandioca com um ciclo vegetativo é a que tem, normalmente, de oito a quinze meses (plantio desde maio até outubro, e colheita de maio a agosto do ano seguinte); para o consumo humano, as plantas são, em geral, colhidas com um ciclo. A cultura tem dois ciclos vegetativos quando conta dezoito a vinte e quatro meses. As plantações para fins industriais ou forrageiros (raízes) são, preferivelmente, colhidas com dois ciclos, por serem mais produtivas.
Durante os meses de verão e chuvas (praticamente de setembro a março, em São Paulo) as plantas vegetam mais ou menos abundantemente. Nas épocas mais frias e, em geral, com menos chuvas (período de abril a agosto), as plantas diminuem as atividades vegetativas e perdem, até aproximadamente o mês de junho, totalmente, as folhas (algumas variedades podem manter ainda certa quantidade de folhas). Em condições normais, estas caem, gradativamente, a começar da base do vegetal, precedendo-se seu amarelecimento e seca.
A queda das folhas é um fenômeno natural e normal nesta espécie, agravado, entretanto, quando a temperatura desce a alguns graus abaixo de 20. Inicia-se a queda, normalmente, nas plantas ainda pequenas, nas primeiras fases do seu desenvolvimento. À medida que a planta cresce, ganhando em altura e adquirindo maior quantidade de folhas e ramas, prossegue a queda natural das folhas, aos poucos, e sempre no sentido da base para o ápice. Atingindo o máximo desenvolvimento do vegetal, o iniciando-se a época fria (março-abril), amarelecem e caem as folhas, até o mês de junho, em geral na sua totalidade.
Desfolhadas as plantas, dá-se a seca dos "ponteiros" ou seja, das últimas porções de 30 a 50 cm das hastes, no sentido de cima para baixo. Em fins de julho ou princípio de agosto, as primeiras gemas da parte superior entram em brotação, à custa das reservas nutritivas acumuladas nas raízes e ramas. Desta fase em diante, reduz-se, por essa razão, o teor de amido das raízes, o qual será, posteriormente, recuperado por reposição através da fotossíntese. É durante o "período de repouso" das plantas que as raízes acumulam o máximo de reservas, principalmente amido.
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MEU COMENTÁRIO: Tenho plantado mandioca desde 2006, onde identifico pelo menos três variedades diferente. Uma de casca roxa internamente, outra de raiz amarela, que é bem percebida logo que ela é cozida e uma variedade de raiz branca.
Nas estações de outono e inverno, os pés de mandioca perdem as folhas, ficando uma aparência de galhardas no cultivo de mandioca e quase sem nenhuma folha. Mas as manivas que planto neste período de outono e inverno, os brotos nascem mas não se desenvolvem, ficando com cerca de trinta centímetros por um longo tempo, ate que no inicio da primavera, os pés começam a desenvolverem.
As manivas plantadas no verão crescem rapidamente, em dois meses chegam a mais de um metro de altura. Minha experiência com plantio de mandioca é nas montanhas da Serra do Mar no litoral Paulista, a cerca de 500 metros de altitude.
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Solos

Em geral, qualquer tipo de solo de boa fertilidade proporciona boas colheitas de mandioca, conquanto não sujeito ao encharcamento, como os solos de baixada, turfosos ou mal drenados, e nem dotado de propriedades físicas que o contra-indiquem, como seja o de tornar-se demasiadamente compacto, e apresentar trincas ou fendas por ocasião de períodos secos, em conseqüência de um excesso de argila. Neste caso, tornar-se-ia também difícil e cara a colheita.

Dois tipos de solos que, pelas suas boas características de fertilidade, originariamente, podem dar elevadas produções de mandioca, temos: o salmourão, o massapé e o arenito Bauru superior; as terras deste último tipo de solo apresentam boas propriedades físicas, para a cultura e muito especialmente para a colheita; a terra roxa legítima (como em Ribeirão Preto, Vira-douro etc).
As produções são baixas e, muitas vezes, quase antieconômicas em terras da formação do glacial, com predominância de arenitos pobres, ou nos solos derivados do arenito, quando muito arenosos. Estes solos se caracterizam, de maneira geral, por serem quimicamente pobres e ácidos, e de más propriedades físicas. Pela sua vegetação primária, recebem os nomes de "campo cerrado", ou "campo de pau torto" (pela presença de árvores tortuosas), sendo com a ocorrência de barba-de-bode, indaiá, barba-timão, guabiroba, cambará-do-campo e certas bromeliáceas. Precisam ser melhoradas por meio de calagens, plantio de adubos verdes, rotação de culturas e adubação mineral.
Extensas culturas de mandioca tem sido plantadas em solos do tipo terciário, não nas várzeas, porém na parte alta. Em muitos desses lugares, os solos, pela sua pobreza e acidez, com índice pH não raro abaixo de 5,0, apresentam plantações precárias e pouco produtivas, quando não corrigida a acidez, nem adubados.
Nos lugares em que há uma mistura de terra roxa com o solo glacial ou o arenito de Botucatu, as condições de fertilidade melhoram, tanto mais quanto maior for a participação da terra roxa. E assim que encontramos, muitas vezes, mandiocais produtivos em manchas de solos de formação glacial ou de arenito.

Quanto à textura, os solos mais leves, um tanto arenoso, e que não se mostram compactos nas épocas secas, facilitam e torna menos dispendiosa a colheita. No tocante aos índices de acidez, os solos com pH de 5,5 a 6,5 são bons, preferivelmente estes últimos. Um bom teor de matéria orgânica influi favoravelmente na produção.
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MEU COMENTÁRIO: O tipo de plantação que tenho mais experiência é justamente a mandioca, no sitio Jardim do Édem tenho cerca de mil pés de mandioca. Tenho notado que em uma parte do cume da montanha onde a terra é mais compacta, as raízes crescem finas e em pouca quantidade, uma produtividade ínfima. Em terra fofa as raízes crescem grandes e grossa. Em áreas em que a terra fica encharcadas as raízes apodrecem.

A mandioca nos primeiros meses recente-se muito da competição com outras ervas daninhas, sendo necessário manter o mato baixo para que a mandioca sobressaia e vingue. Na época da colheita, eu me baseio na grossura do caule. Estão grossas, cerca de cinco centímetros de diâmetros, esta excelente.
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Controle da erosão

O solo, particularmente quando arenoso e inclinado, deve ser defendido contra a erosão, pelo estabelecimento da cultura em curvas de nível, e cuidando-se do terraceamento das glebas, quando o seu declive o exigir. As perdas por erosão, durante o segundo ciclo vegetativo da mandioca, são bem menores do que durante o primeiro ciclo, período em que as perdas poderão ser grandes. Deve-se dar, por isso, o máximo de importância a esta prática agrícola que, aliás, precisa manter no planejamento dos trabalhos na fazenda, uma estreita relação com o programa traçado para a rotação de culturas.
Rotação de culturas

Um dos princípios básicos da racionalização da agricultura é o planejamento da exploração agrícola segundo uma alternância de cultivos. Não é recomendável repetir o plantio da mandioca na mesma gleba em que ela tenha sido cultivada no ano anterior, mas, sim, deve-se plantá-la após outra cultura, como milho, algodão, arroz, soja ou leguminosas plantadas como adubo verde. Para isso, será traçado um programa que se adapte às condições da fazenda e às possibilidades do mercado.
Uma das principais vantagens do plantio em rotação de culturas é possibilitar melhor controle das moléstias e pragas não comuns às plantações que se sucedem.
Dada a enorme importância que tem, para a economia rural, a defesa do solo contra a erosão, num traçado conjunto com a rotação das culturas, deve o proprietário submeter esses itens relacionados com o uso racional do solo, à apreciação de engenheiros agronômos especializados

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MEU COMENTÁRIO: Eu planto mandioca no sitio de forma desordenada, como o sitio onde faço meus cultivos não tem objetivo de dar lucro, eu o deixo com um aspecto de que tudo esta ali por força da natureza. De fato isso ajuda no controle das pragas porque o cultivo concentrado favorece o surgimento de pragas que atacam sistematicamente as plantações. A mandioca é muito resistente as pragas e nunca usei qualquer tipo de adubo.
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A mandioca é um alimento altamente energético, podendo substituir o pãozinho, ou mesmo o arroz e o macarrão.
Contém, ainda, razoáveis quantidades de vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina, que estimula o apetite, promove o crescimento e conserva a saúde da pele. Seus sais minerais como o Cálcio, Fósforo e Ferro participam da formação dos ossos, dentes e sangue.
Conforme o tipo, a polpa da mandioca deve apresentar cor branca ou amarelada uniforme e a casca deve soltar-se com facilidade. Mas, mesmo de boa qualidade, convém conservar a mandioca por apenas 2 dias quando fresca. No entanto, descascada e coberta com água numa vasilha, ela dura por mais tempo, assim como, depois de cozida.
O período de safra da mandioca vai de janeiro a julho.
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MEU COMENTÁRIO: Gosto de mandioca cozinha e depois passar uma manteiga por cima.....(delícia!!!). Outra delícia é a mandioca frita. Ela acaba substituindo a batata frita nas refeições.