VILA DE SÃO VICENTE
Agriculture is the first human labor activity. God to make the garden of Eden wanted to make men happy CamposI and agricultural laborers. Agriculture is the reunion of man with his past in this activity and man can find God, to observe the miracle of seeds (By Valdemir Mota de Menezes)
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
MANDIOCA CASSAVA
Le manioc est une racine, dont la nourriture est nutritif et savoureux. Le manioc est une culture plantée dans presque tous la planète terre. Pour plus de facilité à s'adapter au climat et du sol, il est connu comme le pain aux pauvres. Sur le site où je montre les merveilles de Dieu à travers la germination des plantes et la production alimentaire qui poussent de la terre. Du manioc et au-delà, je me nourrir de cette racine, je sers l'alimentation des animaux et je fait don de quatre boîtes de manioc (100 livres) chaque mois. Pour l'agriculteur Valdemir Mota de Menezes
Cassava is a root, whose food is nutritious and tasty. Cassava is a crop planted in almost all the planet earth. For ease in adapting to climate and soil, it is known as BREAD FOR THE POOR. At the site where I watch the wonders of God through germination of plants and food production that sprout from the earth. I plant cassava and beyond to feed me with this root, I serve as feed for animals and I donated four boxes of cassava (100 pounds) every month. For the farmer Valdemir Mota de Menezes
A mandioca é uma raiz, cujo alimento é nutritivo e saboroso. A mandioca é uma cultura plantada praticamente em todo o planeta terra. Por sua facilidade em se adaptar a solo e clima, ela é conhecida como PÃO DOS POBRES. No sítio onde eu assito as maravilhas de Deus através da germinação dos vegetais e da produção de alimentos que brotam da terra. Eu planto mandioca e além de me alimentar com esta raiz, eu sirvo como ração para os animais e faço doação de 4 caixas de mandiocas (100 kilos) todo mês. Pelo agricultor Valdemir Mota de Menezes
MANIOCA (ITALIANO)
La manioca è una radice, il cui cibo è nutriente e gustoso. La manioca è una pianta coltivata in quasi tutto il pianeta terra. Per facilità di adattamento al clima e del suolo, è noto come il pane per i poveri. Presso il sito dove guardo le meraviglie di Dio attraverso la germinazione di piante e di produzione alimentare che spuntano dalla terra. I manioca pianta e al di là di nutrire me con questa radice, mi servono come mangimi per gli animali e ho vinto quattro scatole di manioca (100 libbre) ogni mese. Per l'agricoltore Valdemir Mota de Menezes
YUCA (ESPAÑOL)
La yuca es una raíz, cuyo alimento es nutritivo y sabroso. La yuca es un cultivo sembrado en casi todo el planeta tierra. Para facilitar la adaptación al clima y suelo, es conocido como Pan de los pobres. En el sitio donde ver las maravillas de Dios a través de la germinación de las plantas y la producción de alimentos que brotan de la tierra. Yo planta de yuca y más allá para darme de comer con esta raíz, que sirven como alimento para los animales y que donó cuatro cajas de yuca (100 libras) cada mes. Para el agricultor Valdemir Mota de Menezes
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
PIMENTA
Planta arbustiva, muito fechada e ereta. Frutos medindo certa de 13 x 1 cm, com sabor muito picante quando maduros. Também podem ser consumidas ainda verdes. Rica em vitamina A, é saborosa tanto in natura quanto em conserva. Por possuir sabor extremamente picante, deve ser consumida com moderação.
Cultivares
Cláudia S. da C. Ribeiro
A maioria das cultivares de pimentas plantadas no Brasil como a '‘Malagueta’' (C. frutescens), 'Dedo-de-Moça' (C. baccatum), 'Cumari' (C. baccatum var. praetermissum), 'De Cheiro' e 'Bode' (C. chinense), são consideradas variedades botânicas ou grupos varietais, com características de frutos bem definidas. Normalmente, o produtor produz sua própria semente, e as diferenças existentes dentro destes grupos estão relacionadas às diferentes fontes de sementes utilizadas para o cultivo.
São poucos os programas nacionais de melhoramento de pimentas. Destes destaca-se o desenvolvimento de cultivares de pimenta doce para processamento industrial, como páprica doce e pimenta picante dos tipos 'Jalapeño' e 'Cayenne' para molhos líquidos, coordenado pela Embrapa Hortaliças. Os fatores que provavelmente restringem trabalhos de melhoramento com pimentas advém da dificuldade de se manusear as pequenas flores para a execução dos cruzamentos e multiplicação das sementes; a produção escassa de sementes por frutos, uma vez que estes normalmente são muito pequenos e ainda a picância extrema dos frutos, dificultando a extração das sementes. Outro fator importante é a área consideravelmente pequena de produção de pimentas, que implica no desinteresse das companhias de sementes de produzirem e comercializarem sementes.
Apesar do crescente interesse no cultivo pimentas, este ainda é feito por pequenos produtores que produzem suas próprias sementes ou compram frutos maduros em mercados e feiras e deles extraem as sementes que serão utilizadas para plantio. Normalmente estas sementes são de qualidade variável, apresentam baixa germinação e podem transmitir doenças, já que são obtidas sem seguir regras básicas para a produção de sementes. Na maioria das áreas cultivadas com pimentas, as plantas apresentam sintomas de mancha-bacteriana (Xanthomonas campestris pv. vesicatoria), doença transmitida a longas distâncias por meio de sementes.
Capsicum annuum é a espécie mais cultivada e inclui as variedades mais comuns deste gênero como pimentões e pimentas doces para páprica e consumo fresco e pimentas picantes como 'Jalapeño', 'Cayenne' entre outras, e ainda poucas cultivares ornamentais (Tabela 1). As pimentas dos tipos 'Jalapeño' e 'Cayenne' podem ser consumidas frescas, ou na forma de molhos líquidos (frutos maduros e vermelhos), desidratados na forma de flocos ou pó, ou ainda em conservas (verdes) e escabeches. Estas pimentas são cultivadas principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Os tipos mais comuns e cultivados da espécie C. baccatum no Brasil são as pimentas 'Dedo-de-Moça', 'Chifre-de-Veado' e 'Cambuci' (também conhecida como 'Chapéu de Frade') (Tabela 1). Neste grupo de pimentas, a pungência dos frutos é menos intensa; há inclusive cultivares de pimenta 'Cambuci' que são doces. A pimenta 'Dedo-de-Moça' é cultivada principalmente nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Além de ser consumida fresca, em molhos e conservas, também é utilizada na fabricação de pimenta 'calabresa' (desidratada na forma de flocos com a semente). A pimenta 'Cumari' é bem popular na região Sudeste do Brasil e é encontrada também em estado silvestre, crescendo sob árvores diversas e em capoeiras. Normalmente as plantas são mantidas por alguns anos e chegam a formar verdadeiros arbustos. Os frutos desta pimenta são bem pequenos, arredondados ou ovalados, de coloração vermelha quando maduros.
C. chinense é a mais brasileira das espécies domesticadas e caracteriza-se pelo aroma acentuado dos seus frutos. Há tipos varietais desta espécie com frutos extremamente picantes, como a pimenta 'Habanero', muito popular no México. No Brasil, as mais conhecidas são as pimentas 'De Cheiro', 'Bode', 'Cumari do Pará', 'Murici', 'Murupi', entre outras. Há também, dentro da espécie, uma expressiva variabilidade de formatos e cores de frutos. A pimenta 'De Cheiro', que predomina no Norte do país, possui frutos de tom amarelo-leitoso, amarelo-claro, amarelo-forte, alaranjado, salmão, vermelho e até preto. A pungência também é variável, são encontrados frutos doces a muito picantes. Na região Centro-Oeste, é mais comum o cultivo da pimenta 'Bode', que tem frutos arredondados de cor amarela ou vermelha quando maduros, e da 'Cumari do Pará', que possui frutos ovalados de coloração amarela quando maduros. Ambas possuem pungência e aroma característicos que as distinguem das demais. A pimenta 'Murupi', cultivada nos estados do Amazonas e Pará, possui coloração amarela e o aroma das pimentas 'De Cheiro' e 'Bode'.
A espécie C. frutescens é representada pelo tipo de pimenta mais conhecido e consumido no Brasil, a pimenta '‘Malagueta’'. Plantada em todo o país, destacam-se os cultivos nos estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará. Também pertence a esta espécie a pimenta 'Tabasco', conhecida mundialmente pelo molho de pimenta que leva seu nome. Estas pimentas são extremamente picantes, possuem frutos pequenos de formato alongado e de coloração vermelha quando maduros.
Existem no mercado algumas cultivares de pimenta sendo comercializadas, como ‘Agronômico 11’ (C. annuum), resultado de um programa de melhoramento desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) visando resistência a viroses. Esta pimenta destina-se a consumidores que preferem frutos de pimenta doce no preparo de seus pratos.
Poucas companhias de sementes existentes no Brasil comercializam sementes de pimenta e aquelas que o fazem restringe-se a alguns tipos específicos, como cultivares de pimenta do tipo 'Jalapeño' (sementes importadas), 'Cambuci' ou 'Chapéu de Frade', '‘Malagueta’' e 'Dedo-de-Moça' (Tabela 1).
Fonte: Elaborada a partir de informações contidas em catálogos e sites das empresas de sementes Sakata, Horticeres/SVS, Topseed, Isla, Petoseed/SVS, Clause/Sakama, Rogers/Agrocinco, Feltrin
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PIMENTA
As pimentas e os pimentões pertencem à família Solanaceae e ao gênero Capsicum. É cultivada principalmente nos estados de MG, BA e GO. Consumidas no Brasil, principalmente na forma de conserva de fruto inteiro em vinagre ou azeite.
A pungência ou picância das pimentas deve-se a presença da capsaicina. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente esta que possui as propriedades benéficas à saúde. A capsaicina têm propriedades medicinais comprovadas, atua como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita
hemorragias, aumenta a resistência física. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável, na elevação do humor.
CLIMA E SOLO
É cultivada em regiões de clima tropical com precipitação pluviométrica variável de 600 a 1.200 mm e uma temperatura média de em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o desenvolvimento vegetativo da planta. O solo mais recomendado é o que apresenta textura leve com pH entre 5,5 a 6,0 com boa drenagem.
VARIEDADES
As variedades de pimenta mais cultivadas no Brasil são: a) pimenta malagueta – fruto de 2cm de comprimento e em média 0,5 cm de largura e coloração vermelha forte.
b) pimenta comari – fruto esférico e vermelho-escuro;
c) pimenta de cheiro – fruto esférico e cor amarela;
d) pimenta chifre de veado – cor vermelha ou amarela e frutos com 5 a 7 cm de comprimento e 1,5 de largura e apresentam curvas na extremidade.
PLANTIO
Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas regiões mais quentes em qualquer época do ano. As sementes 2 ou 3 g por metro quadrado vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Um grama contém 300 sementes. Para o plantio de 1 ha é preciso cerca de 300g de sementes. A germinação ocorrerá de 15 a 20 dias após o plantio e as mudinhas devem ser mudadas
quando apresentarem de 4 a 6 folhas.As mudas devem ser transplantadas para o campo, canteiro ou vaso, com 15-20 cm de altura, cerca de 50-60 dias após a semeadura.
ADUBAÇÃO E CALAGEM
Fazer a correção da acidez do solo e adubação com base na análise química do solo. O solo deve ter boa drenagem e pH entre 5,5 a 6,8. Aplicar calcário para elevar a saturação de bases a 80%. Em situações onde é muito difícil fazer a análise química do solo, existem algumas aproximações que auxiliam o produtor quanto às quantidades e tipos de adubos a serem utilizados.
Recomenda-se o uso de 1 a 2 kg de esterco de curral curtido, 200 g de superfosfato simples e 20 g de cloreto de potássio por metro linear. A adubação com micronutrientes é importante, recomenda-se 2 kg/ha de B, 2 kg/ha de Zn e 10 kg/ha de S.
Até a fase de florescimento, as adubações de cobertura são feitas com em intervalos de 30-45 dias até o final do ciclo. Normalmente utilizam-se 30 kg/ha de N e 30 kg/ha de K2O.
TRATOS CULTURAIS
Manter a área livre de plantas daninhas por meio de capinas. As hastes lenhosas da maioria das variedades de pimenta dispensam o uso de tutor. Fazer a adubação de manutenção, utilizando 20 g de sulfato de amônio em cobertura com cerca de 30 dias após o plantio.
PRAGAS E DOENÇAS
Os insetos e ácaros estão associados com o cultivo desde a sementeira até a colheita dos frutos. A maioria das espécies não causa dano econômico e algumas são consideradas benéficas, podendo ser predadores de outros insetos. A forma mais eficiente e econômica de prevenir os danos causados por
pragas e doenças é através do monitoramento da cultura Portanto é prudente consultar um técnico com experiência e conhecimento na área de controle de pragas e doenças.
COLHEITA E RENDIMENTO
A colheita é feita manualmente, de 100 a 120 dias após o plantio. O rendimento médio por ha varia de cultivar para outra. A malagueta produz 10 t/ha. A colheita no primeiro ano sempre é maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.
COMPOSIÇÃO
O valor nutricional da pimenta é relativamente alto, por constituir boas fontes de vitaminas, principalmente C e, em tipos ingeridos secos, vitamina A. Apresenta ainda cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras
COMERCIALIZAÇÃO
O mercado para a industrialização da pimenta consiste, basicamente, na secagem, na conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite. A variedade deve apresentar frutos com boa aparência, uniformidade no tamanho e na forma, polpa firme e boa conservação. Geralmente se comercializa em caixas de 12 kg. As pimentas menores são embaladas em garrafas, em conserva com vinagre, sal e óleos comestíveis. É muito comum a comercialização em feiras livres ou indústrias de conservas.
Autor:
Gilberto de Andrade Fraife Filho
Eng• Agr•, MSc
Ceplac/Cepec
Referências
OLIVEIRA, Alexandre Borges et alli. Capsicum: pimentas e pimentões no Brasil. Brasília:
EMBRAPA, 2000. 113p.
SILVA , Ernani Clarete da; SOUZA, Rovilson José de . Cultivo de pimenta.
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PIMENTA-DA-JAMAICA
INTRODUÇÃO
Especiaria da família das Myrtaceae originária do Oeste da Índia e América Latina. O seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. No interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial. Ë cultivada também em outros países, como o México, Costa Rica, Guatemala, Cuba e Brasil. No estado da Bahia é explorada comercialmente na região do Baixo Sul nos municípios de Ituberá, Camamu, Nilo Peçanha e Valença.
CLIMA E SOLO
O clima mais propício par o seu cultivo é o quente e úmido, com precipitação pluviométrica acima de 1300 mm chuvas bem distribuídas durante a maioria dos meses do ano, temperatura média de 25°C e umidade relativa em torno de 80%. O solo deve ser de textura média e bem drenado com relevo plano ou levemente inclinado com pH entre 5,0 e 6,0.
FORMAÇÃO DE MUDAS
No plantio comercial da pimenta-da-jamaica, podem ser utilizadas mudas propagadas por sementes ou por via vegetativa, através da enxertia. A propagação por sementes é o método mais utilizado, sendo as mesmas colhidas de plantas matrizes de alta produção, frutos grandes com maturação uniforme. As sementes para o plantio não devem ser expostas ao sol, a fim de evitar prejuízos na germinação.
A germinação das sementes ocorre em média com 10 dias após a semeadura. A repicagem para os saquinhos de polietileno ocorre quando as mudinhas apresentarem o primeiro par de folhas. Utilizar sacos de polietileno com 20 cm de altura, 10 cm de largura com orifícios no fundo para facilitar a drenagem.
CONSTRUÇÃO DO RIPADO
Na construção do ripado, recomenda-se escolher a área com topografia plana, disponibilidade de água para irrigação das mudas e proximidade do plantio. O tamanho do ripado varia de acordo com o número de mudas necessárias para a área a ser plantada. Para cada m2 de viveiro comporta cerca de 40 a 50 mudas. É conveniente adotar espaçamento de 1,0 m entre os lotes de mudas a fim de facilitar a movimentação dos operários na prática dos tratos culturais. Utilizar material de baixo custo encontrado nas proximidades do plantio. Utilizar mourões com 2,5 m de altura, devendo ser enterrado 0,5m proporcionando uma altura de 2,0m. A distância entre os mourões é de aproximadamente 3,0m. A cobertura poderá ser feita com folhas de palmeira permitindo uma luminosidade em torno de 50% é conveniente também, colocar palhas de palmeira nas laterais do viveiro a fim proteger as mudas contra os ventos dominantes, evitando prejuízos ao desenvolvimento das mudas.
PLANTIO
As mudas estarão prontas para o plantio entre 10 e 11 meses após a semeadura. Deve-se fazer uma seleção das mudas para o plantio, dando preferência àquelas mais vigorosas e sadias. Os espaçamentos mais indicados são: 5 x 5m, 6 x 6m e 7 x 7m. As covas devem ter as dimensões de 0,40 cm em relação a largura, comprimento e profundidade, sendo as mesmas adubadas com 10 litros de esterco curtido com 19 gramas de superfosfato triplo, usando-se cobertura morta em volta da muda, a fim de manter a umidade e controlar o mato. Por se tratar de uma cultura que inicia a produção econômica no quarto ano de plantio, recomenda-se o consórcio com outras culturas, a exemplo da mandioca, banana, maracujá, mamão, inhame e pimenta-do-reino.
TRATOS CULTURAIS
É importante manter a planta livre do mato, através de coroamento ou roçagens da área de plantio. A poda de formação deverá ser feita após o primeiro ano de plantio, eliminando a gema do ápice da planta com a finalidade de reduzir o porte da planta e permitir a formação de uma copa mais robusta.
TRATOS FITOSSANITÁRIOS
Atualmente, não tem sido registrado nenhum caso de ocorrência de pragas e ou doenças nos plantios comerciais do estado da Bahia, este fato pode está relacionado com a grande rusticidade apresentada pela planta.
ADUBAÇÃO
Antes de iniciar a prática de adubação é conveniente fazer análise química do solo. Para as condições de clima e de solo da região Sudeste da Bahia resultados experimentais com a cultura revelaram que, a pimenta-da-jamaica é exigente em potássio em virtude deste elemento assumir importante função na formação dos frutos. A formulação de adubação recomendada é a 11 – 30 – 17, conhecida regionalmente como Fórmula A, usando 150g por planta no primeiro ano de plantio, quando o solo estiver com umidade satisfatória para prática de adubação. Para o segundo e terceiro ano, 200 gramas da mesma fórmula por planta. No quarto e quinto ano de plantio, usar 300 a 400 gramas por planta no período da floração e 120g de uréia e 100g de cloreto de potássio no início da formação dos frutos.
COLHEITA
Na região Sudeste da Bahia a colheita ocorre entre os meses de dezembro a fevereiro com cerca de três a quatro meses após a floração. O início da produção ocorre com quatro anos após o plantio. Os frutos devem ser colhidos quando se apresentarem plenamente desenvolvidos com a coloração ainda verde e deve tomar o cuidado de evitar o amadurecimento dos mesmos a fim de não perder o aroma. Existem dois métodos de colheita, o manual e o químico.
Colheita manual - é feita por mulheres utilizando escadas tripé. Faz-se o amarrilho dos galhos, em seguida colhem-se os cachos de frutos, colocando-se os mesmos em sacos, logo depois procede a separação dos frutos do pedúnculo. O rendimento médio diário da prática da colheita é de 4 kg de pimenta beneficiada.
Colheita química - consiste na utilização de fito-regulador que atua na planta liberando o etileno provocando a queda dos frutos. A planta é pulverizada com uma solução de Ethrel 24% na concentração de 50 ppm (20ml do produto para 100 litros de água) Após a aplicação e a partir do 2° dia, os botões florais começam a cair, tendo o seu pico de queda no 4° e 5° dias. O equipamento de pulverização denominado de “CRAVERINHA” foto abaixo, foi desenvolvido pelos pesquisadores da Ceplac em parceria com a EBDA.
Os frutos caídos devem ser coletados durante todo o dia a fim de se obter boa qualidade do produto.
PRODUTIVIDADE
A produtividade varia com as tecnologias empregadas, com a idade das plantas, densidade da copa, condições climáticas. O cultivo da pimenta-da-jamaica aos quatro anos de plantio produz em média 400 a 500 kg por hectare, alcançando uma produtividade de ate 3.000kg por hectare no sétimo ano de plantio.
BENEFICIAMENTO
O beneficiamento primário consiste na secagem dos frutos, que pode ser natural ou artificial. Na secagem natural ao sol utilizam-se terrenos cimentados, coberto de plásticos ou lonas. A secagem artificial é feita em estufa com temperatura média de 60° C, evitar temperatura superior, a fim de se evitar a volatilização de óleos essenciais dos frutos e conseqüentemente, a depreciação do valor comercial do produto. Após a secagem o produto passa por um processo de ventilação para eliminar as impurezas, e em seguida, procede-se o acondicionamento em sacos de polipropileno com capacidade para 50kg do produto beneficiado.
COMERCIALIZAÇÃO
Na região produtora o produto beneficiado é normalmente comercializado entre produtores e intermediários, ao preço de R$ 6,00 por kg resultando em pouca lucratividade para o setor produtivo. Entretanto, se recomenda a comercialização entre cooperativas e indústria do Sul do país a fim viabilizar a cadeia produtiva dessa importante especiaria.
Barachisio Lisbôa Casali
Gilberto de Andrade Fraife Filho
Engenheiro Agrônomo MSc Fitotecnia
CEPLAC
12/10/06
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Campo na TV exibe tecnologia de secagem de pimenta-dedo-de-moça
Dia de Campo na TV exibe tecnologia de secagem de pimenta-dedo-de-moça (05/05/2006)
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O Dia de Campo na TV do dia 5 de maio, das 9h às 10h da manhã (horário de Brasília), pelo Canal Rural e parabólica, com reapresentação no dia 7 de maio, às 8h, pelo Canal NBR, apresenta o tema “Desidratação de pimenta-dedo-de-moça”. O programa é produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília – DF) e Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro – RJ), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O agronegócio da pimenta tipo calabresa, ou dedo-de-moça, desidratada no Brasil está relacionado aos produtos oriundos de agricultores familiares da região de Turuçu, RS. Entretanto, registram-se anualmente elevadas perdas, ao redor de 40%, e o produto apresenta baixa qualidade. Isto se deve à falta de desenvolvimento tecnológico apropriado e de recursos para investimentos em equipamentos adequados à desidratação artificial da matéria-prima. As pimentas colhidas levam dias para secar ao ar livre e, com isso, muitos frutos apodrecem ou fermentam, são prejudicadas por pragas e pela variação climática. Esses fatores alteram a cor, um dos principais aspectos relacionados à qualidade da pimenta desidratada.
A solução para esse problema foi o dimensionamento de um sistema de secagem, realizado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. O objetivo do trabalho dos pesquisadores Felix Cornejo, Regina Isabel Nogueira e Viktor Wilberg foi reduzir substancialmente as perdas por meio de uma alternativa simples e econômica para obtenção da pimenta desidratada tipo calabresa de boa qualidade. O novo sistema artificial de secagem considera o efeito da temperatura e velocidade do ar na cinética de secagem da polpa de pimenta, em um secador do tipo cabine.
O Dia de Campo na TV é interativo. As dúvidas do público sobre a tecnologia apresentada são esclarecidas, ao vivo, por especialistas, a partir de perguntas recebidas durante o programa, pelo telefone 0800 7011140 (ligação gratuita), pelo fax (61) 3273-8949, ou ainda pelo endereço eletrônico diacampo@sct.embrapa.br.
Como sintonizar o programa:
Antena parabólica doméstica (Banda L, Freqüência 1220 Mhz); Recepção multiaberta (Banda C, Transponder 6A2, Polarização Horizontal, Freqüência 3930 Mhz). Pelo Canal Rural – NET, SKY e parabólica (Transponder 12A2, Polarização Horizontal, Freqüência 4171 Mhz).
Para aqueles que não puderem assistir ao programa, a Embrapa Informação Tecnológica disponibiliza cópias em vídeo que podem ser adquiridas pelos telefones: (61) 3340-9999 / 3448-4236, ou pela Livraria Virtual – www.sct.embrapa.br/liv/
Cultivares
Cláudia S. da C. Ribeiro
A maioria das cultivares de pimentas plantadas no Brasil como a '‘Malagueta’' (C. frutescens), 'Dedo-de-Moça' (C. baccatum), 'Cumari' (C. baccatum var. praetermissum), 'De Cheiro' e 'Bode' (C. chinense), são consideradas variedades botânicas ou grupos varietais, com características de frutos bem definidas. Normalmente, o produtor produz sua própria semente, e as diferenças existentes dentro destes grupos estão relacionadas às diferentes fontes de sementes utilizadas para o cultivo.
São poucos os programas nacionais de melhoramento de pimentas. Destes destaca-se o desenvolvimento de cultivares de pimenta doce para processamento industrial, como páprica doce e pimenta picante dos tipos 'Jalapeño' e 'Cayenne' para molhos líquidos, coordenado pela Embrapa Hortaliças. Os fatores que provavelmente restringem trabalhos de melhoramento com pimentas advém da dificuldade de se manusear as pequenas flores para a execução dos cruzamentos e multiplicação das sementes; a produção escassa de sementes por frutos, uma vez que estes normalmente são muito pequenos e ainda a picância extrema dos frutos, dificultando a extração das sementes. Outro fator importante é a área consideravelmente pequena de produção de pimentas, que implica no desinteresse das companhias de sementes de produzirem e comercializarem sementes.
Apesar do crescente interesse no cultivo pimentas, este ainda é feito por pequenos produtores que produzem suas próprias sementes ou compram frutos maduros em mercados e feiras e deles extraem as sementes que serão utilizadas para plantio. Normalmente estas sementes são de qualidade variável, apresentam baixa germinação e podem transmitir doenças, já que são obtidas sem seguir regras básicas para a produção de sementes. Na maioria das áreas cultivadas com pimentas, as plantas apresentam sintomas de mancha-bacteriana (Xanthomonas campestris pv. vesicatoria), doença transmitida a longas distâncias por meio de sementes.
Capsicum annuum é a espécie mais cultivada e inclui as variedades mais comuns deste gênero como pimentões e pimentas doces para páprica e consumo fresco e pimentas picantes como 'Jalapeño', 'Cayenne' entre outras, e ainda poucas cultivares ornamentais (Tabela 1). As pimentas dos tipos 'Jalapeño' e 'Cayenne' podem ser consumidas frescas, ou na forma de molhos líquidos (frutos maduros e vermelhos), desidratados na forma de flocos ou pó, ou ainda em conservas (verdes) e escabeches. Estas pimentas são cultivadas principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Os tipos mais comuns e cultivados da espécie C. baccatum no Brasil são as pimentas 'Dedo-de-Moça', 'Chifre-de-Veado' e 'Cambuci' (também conhecida como 'Chapéu de Frade') (Tabela 1). Neste grupo de pimentas, a pungência dos frutos é menos intensa; há inclusive cultivares de pimenta 'Cambuci' que são doces. A pimenta 'Dedo-de-Moça' é cultivada principalmente nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Além de ser consumida fresca, em molhos e conservas, também é utilizada na fabricação de pimenta 'calabresa' (desidratada na forma de flocos com a semente). A pimenta 'Cumari' é bem popular na região Sudeste do Brasil e é encontrada também em estado silvestre, crescendo sob árvores diversas e em capoeiras. Normalmente as plantas são mantidas por alguns anos e chegam a formar verdadeiros arbustos. Os frutos desta pimenta são bem pequenos, arredondados ou ovalados, de coloração vermelha quando maduros.
C. chinense é a mais brasileira das espécies domesticadas e caracteriza-se pelo aroma acentuado dos seus frutos. Há tipos varietais desta espécie com frutos extremamente picantes, como a pimenta 'Habanero', muito popular no México. No Brasil, as mais conhecidas são as pimentas 'De Cheiro', 'Bode', 'Cumari do Pará', 'Murici', 'Murupi', entre outras. Há também, dentro da espécie, uma expressiva variabilidade de formatos e cores de frutos. A pimenta 'De Cheiro', que predomina no Norte do país, possui frutos de tom amarelo-leitoso, amarelo-claro, amarelo-forte, alaranjado, salmão, vermelho e até preto. A pungência também é variável, são encontrados frutos doces a muito picantes. Na região Centro-Oeste, é mais comum o cultivo da pimenta 'Bode', que tem frutos arredondados de cor amarela ou vermelha quando maduros, e da 'Cumari do Pará', que possui frutos ovalados de coloração amarela quando maduros. Ambas possuem pungência e aroma característicos que as distinguem das demais. A pimenta 'Murupi', cultivada nos estados do Amazonas e Pará, possui coloração amarela e o aroma das pimentas 'De Cheiro' e 'Bode'.
A espécie C. frutescens é representada pelo tipo de pimenta mais conhecido e consumido no Brasil, a pimenta '‘Malagueta’'. Plantada em todo o país, destacam-se os cultivos nos estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará. Também pertence a esta espécie a pimenta 'Tabasco', conhecida mundialmente pelo molho de pimenta que leva seu nome. Estas pimentas são extremamente picantes, possuem frutos pequenos de formato alongado e de coloração vermelha quando maduros.
Existem no mercado algumas cultivares de pimenta sendo comercializadas, como ‘Agronômico 11’ (C. annuum), resultado de um programa de melhoramento desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) visando resistência a viroses. Esta pimenta destina-se a consumidores que preferem frutos de pimenta doce no preparo de seus pratos.
Poucas companhias de sementes existentes no Brasil comercializam sementes de pimenta e aquelas que o fazem restringe-se a alguns tipos específicos, como cultivares de pimenta do tipo 'Jalapeño' (sementes importadas), 'Cambuci' ou 'Chapéu de Frade', '‘Malagueta’' e 'Dedo-de-Moça' (Tabela 1).
Fonte: Elaborada a partir de informações contidas em catálogos e sites das empresas de sementes Sakata, Horticeres/SVS, Topseed, Isla, Petoseed/SVS, Clause/Sakama, Rogers/Agrocinco, Feltrin
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PIMENTA
As pimentas e os pimentões pertencem à família Solanaceae e ao gênero Capsicum. É cultivada principalmente nos estados de MG, BA e GO. Consumidas no Brasil, principalmente na forma de conserva de fruto inteiro em vinagre ou azeite.
A pungência ou picância das pimentas deve-se a presença da capsaicina. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente esta que possui as propriedades benéficas à saúde. A capsaicina têm propriedades medicinais comprovadas, atua como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita
hemorragias, aumenta a resistência física. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável, na elevação do humor.
CLIMA E SOLO
É cultivada em regiões de clima tropical com precipitação pluviométrica variável de 600 a 1.200 mm e uma temperatura média de em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o desenvolvimento vegetativo da planta. O solo mais recomendado é o que apresenta textura leve com pH entre 5,5 a 6,0 com boa drenagem.
VARIEDADES
As variedades de pimenta mais cultivadas no Brasil são: a) pimenta malagueta – fruto de 2cm de comprimento e em média 0,5 cm de largura e coloração vermelha forte.
b) pimenta comari – fruto esférico e vermelho-escuro;
c) pimenta de cheiro – fruto esférico e cor amarela;
d) pimenta chifre de veado – cor vermelha ou amarela e frutos com 5 a 7 cm de comprimento e 1,5 de largura e apresentam curvas na extremidade.
PLANTIO
Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas regiões mais quentes em qualquer época do ano. As sementes 2 ou 3 g por metro quadrado vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Um grama contém 300 sementes. Para o plantio de 1 ha é preciso cerca de 300g de sementes. A germinação ocorrerá de 15 a 20 dias após o plantio e as mudinhas devem ser mudadas
quando apresentarem de 4 a 6 folhas.As mudas devem ser transplantadas para o campo, canteiro ou vaso, com 15-20 cm de altura, cerca de 50-60 dias após a semeadura.
ADUBAÇÃO E CALAGEM
Fazer a correção da acidez do solo e adubação com base na análise química do solo. O solo deve ter boa drenagem e pH entre 5,5 a 6,8. Aplicar calcário para elevar a saturação de bases a 80%. Em situações onde é muito difícil fazer a análise química do solo, existem algumas aproximações que auxiliam o produtor quanto às quantidades e tipos de adubos a serem utilizados.
Recomenda-se o uso de 1 a 2 kg de esterco de curral curtido, 200 g de superfosfato simples e 20 g de cloreto de potássio por metro linear. A adubação com micronutrientes é importante, recomenda-se 2 kg/ha de B, 2 kg/ha de Zn e 10 kg/ha de S.
Até a fase de florescimento, as adubações de cobertura são feitas com em intervalos de 30-45 dias até o final do ciclo. Normalmente utilizam-se 30 kg/ha de N e 30 kg/ha de K2O.
TRATOS CULTURAIS
Manter a área livre de plantas daninhas por meio de capinas. As hastes lenhosas da maioria das variedades de pimenta dispensam o uso de tutor. Fazer a adubação de manutenção, utilizando 20 g de sulfato de amônio em cobertura com cerca de 30 dias após o plantio.
PRAGAS E DOENÇAS
Os insetos e ácaros estão associados com o cultivo desde a sementeira até a colheita dos frutos. A maioria das espécies não causa dano econômico e algumas são consideradas benéficas, podendo ser predadores de outros insetos. A forma mais eficiente e econômica de prevenir os danos causados por
pragas e doenças é através do monitoramento da cultura Portanto é prudente consultar um técnico com experiência e conhecimento na área de controle de pragas e doenças.
COLHEITA E RENDIMENTO
A colheita é feita manualmente, de 100 a 120 dias após o plantio. O rendimento médio por ha varia de cultivar para outra. A malagueta produz 10 t/ha. A colheita no primeiro ano sempre é maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.
COMPOSIÇÃO
O valor nutricional da pimenta é relativamente alto, por constituir boas fontes de vitaminas, principalmente C e, em tipos ingeridos secos, vitamina A. Apresenta ainda cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras
COMERCIALIZAÇÃO
O mercado para a industrialização da pimenta consiste, basicamente, na secagem, na conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite. A variedade deve apresentar frutos com boa aparência, uniformidade no tamanho e na forma, polpa firme e boa conservação. Geralmente se comercializa em caixas de 12 kg. As pimentas menores são embaladas em garrafas, em conserva com vinagre, sal e óleos comestíveis. É muito comum a comercialização em feiras livres ou indústrias de conservas.
Autor:
Gilberto de Andrade Fraife Filho
Eng• Agr•, MSc
Ceplac/Cepec
Referências
OLIVEIRA, Alexandre Borges et alli. Capsicum: pimentas e pimentões no Brasil. Brasília:
EMBRAPA, 2000. 113p.
SILVA , Ernani Clarete da; SOUZA, Rovilson José de . Cultivo de pimenta.
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PIMENTA-DA-JAMAICA
INTRODUÇÃO
Especiaria da família das Myrtaceae originária do Oeste da Índia e América Latina. O seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. No interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial. Ë cultivada também em outros países, como o México, Costa Rica, Guatemala, Cuba e Brasil. No estado da Bahia é explorada comercialmente na região do Baixo Sul nos municípios de Ituberá, Camamu, Nilo Peçanha e Valença.
CLIMA E SOLO
O clima mais propício par o seu cultivo é o quente e úmido, com precipitação pluviométrica acima de 1300 mm chuvas bem distribuídas durante a maioria dos meses do ano, temperatura média de 25°C e umidade relativa em torno de 80%. O solo deve ser de textura média e bem drenado com relevo plano ou levemente inclinado com pH entre 5,0 e 6,0.
FORMAÇÃO DE MUDAS
No plantio comercial da pimenta-da-jamaica, podem ser utilizadas mudas propagadas por sementes ou por via vegetativa, através da enxertia. A propagação por sementes é o método mais utilizado, sendo as mesmas colhidas de plantas matrizes de alta produção, frutos grandes com maturação uniforme. As sementes para o plantio não devem ser expostas ao sol, a fim de evitar prejuízos na germinação.
A germinação das sementes ocorre em média com 10 dias após a semeadura. A repicagem para os saquinhos de polietileno ocorre quando as mudinhas apresentarem o primeiro par de folhas. Utilizar sacos de polietileno com 20 cm de altura, 10 cm de largura com orifícios no fundo para facilitar a drenagem.
CONSTRUÇÃO DO RIPADO
Na construção do ripado, recomenda-se escolher a área com topografia plana, disponibilidade de água para irrigação das mudas e proximidade do plantio. O tamanho do ripado varia de acordo com o número de mudas necessárias para a área a ser plantada. Para cada m2 de viveiro comporta cerca de 40 a 50 mudas. É conveniente adotar espaçamento de 1,0 m entre os lotes de mudas a fim de facilitar a movimentação dos operários na prática dos tratos culturais. Utilizar material de baixo custo encontrado nas proximidades do plantio. Utilizar mourões com 2,5 m de altura, devendo ser enterrado 0,5m proporcionando uma altura de 2,0m. A distância entre os mourões é de aproximadamente 3,0m. A cobertura poderá ser feita com folhas de palmeira permitindo uma luminosidade em torno de 50% é conveniente também, colocar palhas de palmeira nas laterais do viveiro a fim proteger as mudas contra os ventos dominantes, evitando prejuízos ao desenvolvimento das mudas.
PLANTIO
As mudas estarão prontas para o plantio entre 10 e 11 meses após a semeadura. Deve-se fazer uma seleção das mudas para o plantio, dando preferência àquelas mais vigorosas e sadias. Os espaçamentos mais indicados são: 5 x 5m, 6 x 6m e 7 x 7m. As covas devem ter as dimensões de 0,40 cm em relação a largura, comprimento e profundidade, sendo as mesmas adubadas com 10 litros de esterco curtido com 19 gramas de superfosfato triplo, usando-se cobertura morta em volta da muda, a fim de manter a umidade e controlar o mato. Por se tratar de uma cultura que inicia a produção econômica no quarto ano de plantio, recomenda-se o consórcio com outras culturas, a exemplo da mandioca, banana, maracujá, mamão, inhame e pimenta-do-reino.
TRATOS CULTURAIS
É importante manter a planta livre do mato, através de coroamento ou roçagens da área de plantio. A poda de formação deverá ser feita após o primeiro ano de plantio, eliminando a gema do ápice da planta com a finalidade de reduzir o porte da planta e permitir a formação de uma copa mais robusta.
TRATOS FITOSSANITÁRIOS
Atualmente, não tem sido registrado nenhum caso de ocorrência de pragas e ou doenças nos plantios comerciais do estado da Bahia, este fato pode está relacionado com a grande rusticidade apresentada pela planta.
ADUBAÇÃO
Antes de iniciar a prática de adubação é conveniente fazer análise química do solo. Para as condições de clima e de solo da região Sudeste da Bahia resultados experimentais com a cultura revelaram que, a pimenta-da-jamaica é exigente em potássio em virtude deste elemento assumir importante função na formação dos frutos. A formulação de adubação recomendada é a 11 – 30 – 17, conhecida regionalmente como Fórmula A, usando 150g por planta no primeiro ano de plantio, quando o solo estiver com umidade satisfatória para prática de adubação. Para o segundo e terceiro ano, 200 gramas da mesma fórmula por planta. No quarto e quinto ano de plantio, usar 300 a 400 gramas por planta no período da floração e 120g de uréia e 100g de cloreto de potássio no início da formação dos frutos.
COLHEITA
Na região Sudeste da Bahia a colheita ocorre entre os meses de dezembro a fevereiro com cerca de três a quatro meses após a floração. O início da produção ocorre com quatro anos após o plantio. Os frutos devem ser colhidos quando se apresentarem plenamente desenvolvidos com a coloração ainda verde e deve tomar o cuidado de evitar o amadurecimento dos mesmos a fim de não perder o aroma. Existem dois métodos de colheita, o manual e o químico.
Colheita manual - é feita por mulheres utilizando escadas tripé. Faz-se o amarrilho dos galhos, em seguida colhem-se os cachos de frutos, colocando-se os mesmos em sacos, logo depois procede a separação dos frutos do pedúnculo. O rendimento médio diário da prática da colheita é de 4 kg de pimenta beneficiada.
Colheita química - consiste na utilização de fito-regulador que atua na planta liberando o etileno provocando a queda dos frutos. A planta é pulverizada com uma solução de Ethrel 24% na concentração de 50 ppm (20ml do produto para 100 litros de água) Após a aplicação e a partir do 2° dia, os botões florais começam a cair, tendo o seu pico de queda no 4° e 5° dias. O equipamento de pulverização denominado de “CRAVERINHA” foto abaixo, foi desenvolvido pelos pesquisadores da Ceplac em parceria com a EBDA.
Os frutos caídos devem ser coletados durante todo o dia a fim de se obter boa qualidade do produto.
PRODUTIVIDADE
A produtividade varia com as tecnologias empregadas, com a idade das plantas, densidade da copa, condições climáticas. O cultivo da pimenta-da-jamaica aos quatro anos de plantio produz em média 400 a 500 kg por hectare, alcançando uma produtividade de ate 3.000kg por hectare no sétimo ano de plantio.
BENEFICIAMENTO
O beneficiamento primário consiste na secagem dos frutos, que pode ser natural ou artificial. Na secagem natural ao sol utilizam-se terrenos cimentados, coberto de plásticos ou lonas. A secagem artificial é feita em estufa com temperatura média de 60° C, evitar temperatura superior, a fim de se evitar a volatilização de óleos essenciais dos frutos e conseqüentemente, a depreciação do valor comercial do produto. Após a secagem o produto passa por um processo de ventilação para eliminar as impurezas, e em seguida, procede-se o acondicionamento em sacos de polipropileno com capacidade para 50kg do produto beneficiado.
COMERCIALIZAÇÃO
Na região produtora o produto beneficiado é normalmente comercializado entre produtores e intermediários, ao preço de R$ 6,00 por kg resultando em pouca lucratividade para o setor produtivo. Entretanto, se recomenda a comercialização entre cooperativas e indústria do Sul do país a fim viabilizar a cadeia produtiva dessa importante especiaria.
Barachisio Lisbôa Casali
Gilberto de Andrade Fraife Filho
Engenheiro Agrônomo MSc Fitotecnia
CEPLAC
12/10/06
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Campo na TV exibe tecnologia de secagem de pimenta-dedo-de-moça
Dia de Campo na TV exibe tecnologia de secagem de pimenta-dedo-de-moça (05/05/2006)
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O Dia de Campo na TV do dia 5 de maio, das 9h às 10h da manhã (horário de Brasília), pelo Canal Rural e parabólica, com reapresentação no dia 7 de maio, às 8h, pelo Canal NBR, apresenta o tema “Desidratação de pimenta-dedo-de-moça”. O programa é produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília – DF) e Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro – RJ), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O agronegócio da pimenta tipo calabresa, ou dedo-de-moça, desidratada no Brasil está relacionado aos produtos oriundos de agricultores familiares da região de Turuçu, RS. Entretanto, registram-se anualmente elevadas perdas, ao redor de 40%, e o produto apresenta baixa qualidade. Isto se deve à falta de desenvolvimento tecnológico apropriado e de recursos para investimentos em equipamentos adequados à desidratação artificial da matéria-prima. As pimentas colhidas levam dias para secar ao ar livre e, com isso, muitos frutos apodrecem ou fermentam, são prejudicadas por pragas e pela variação climática. Esses fatores alteram a cor, um dos principais aspectos relacionados à qualidade da pimenta desidratada.
A solução para esse problema foi o dimensionamento de um sistema de secagem, realizado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. O objetivo do trabalho dos pesquisadores Felix Cornejo, Regina Isabel Nogueira e Viktor Wilberg foi reduzir substancialmente as perdas por meio de uma alternativa simples e econômica para obtenção da pimenta desidratada tipo calabresa de boa qualidade. O novo sistema artificial de secagem considera o efeito da temperatura e velocidade do ar na cinética de secagem da polpa de pimenta, em um secador do tipo cabine.
O Dia de Campo na TV é interativo. As dúvidas do público sobre a tecnologia apresentada são esclarecidas, ao vivo, por especialistas, a partir de perguntas recebidas durante o programa, pelo telefone 0800 7011140 (ligação gratuita), pelo fax (61) 3273-8949, ou ainda pelo endereço eletrônico diacampo@sct.embrapa.br.
Como sintonizar o programa:
Antena parabólica doméstica (Banda L, Freqüência 1220 Mhz); Recepção multiaberta (Banda C, Transponder 6A2, Polarização Horizontal, Freqüência 3930 Mhz). Pelo Canal Rural – NET, SKY e parabólica (Transponder 12A2, Polarização Horizontal, Freqüência 4171 Mhz).
Para aqueles que não puderem assistir ao programa, a Embrapa Informação Tecnológica disponibiliza cópias em vídeo que podem ser adquiridas pelos telefones: (61) 3340-9999 / 3448-4236, ou pela Livraria Virtual – www.sct.embrapa.br/liv/
AGRICULTURA NA EUROPA DA IDADE MÉDIA
Todavia, não só o clima melhorou a produção agrícola: alguns incrementos nas técnicas agrícolas devem também ser mencionados. Os medievos passaram a utilizar novas atrelagens que não sufocavam os animais, que eram a principal força motriz. Também começam a utilizar a charrua, ferramenta empregada para revirar o solo preparando-o para o plantio, e que podia ser usada com tração animal ou humana. A charrua permitia um aprofundamento das sementes, aumentando a produção. Por fim, um novo sistema de plantação, trienal, permitia uma utilização mais extensiva do solo. Anteriormente, para evitar o deterioramento do solo, os medievos cultivavammetade da terra, deixando o restante em repouso; no novo sistema, só um terço ficava em repouso.
Essas alterações levaram alguns historiadores a classificarem esse processo como a revolução agrícola medieval. Esse revigoramento agrícola, provocou a produção de excedentes e, conseqüentemente, estimulou o comércio, que paulatinamente, colaborou para a transformação da a estrutura feudal.
Adaptado de JUNIOR, H.F. A Idade Média e o nascimento do Ocidente. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988, p, 44.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
BATATA DOCE
INFORMAÇÕES DA COPERCAMPOS
BATATA DOCE
(IPOMOEA BATATAS)
1) CLIMA
A batata-doce é uma planta de clima quente. Não tolera geadas, e seu crescimento vegetativo é prejudicado em temperaturas inferiores a 10ºC.
2) VARIEDADES
Recomenda-se, para mesa, as variedades precoces Brazlândia roxa, Brazlândia rosada, Brazlândia branca, coquinho e Jacarei e as variedades tardias Pindorama, IAC 127-29-moreninha, IAC 60-M-3-Brasília, IAC 137-19-Capinas. As quatro primeiras variedades precoces foram criadas no Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA e têm resistência à broca das raízes.
Para indústria, são recomendadas as variedades tardias IAC 138-2-Vera Cruz, IAC 60-M-3-Brasília, maryland golden, IAC 137-14 roxa nova e IAC 153-roxa lobada e a variedade precoce yellow-yan.
3) ESCOLHA DO TERRENO
A batata-doce produz em todos os tipos de solo, porém os solos areno-argilosos, de boa fertilidade e não sujeitos a encharcamento, oferecem melhores condições para o bom desenvolvimento das raízes e facilidade de colheita.

4) PREPARO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
Quando plantada em rotação com outra hortaliça, fazer a limpeza do terreno eliminando o restante da cultura anterior. A aração deve ser profunda, de 25 a 30 centímetros, seguida de uma gradagem. As leiras devem ser feitas com 30 a 40 centímetros de altura, cortando as águas e em nível. Em terreno com declividade superior a 5%, adotar as práticas de conservação do solo.
Procure um técnico para orientá-lo.
5) CORREÇÃO DE ACIDEZ
Fazer análise do solo para saber a quantidade de calcário a ser aplicada. Preferir o calcário dolomítico finamente moído. A planta produz bem em solos de pH 5,6 a 6,5.
6) ADUBAÇÃO
Recomenda-se fazer adubação de acordo com os resultados da análise do solo. Na ausência desta, fazer as seguintes adubações:
• Adubação de plantio - A cultura da batata-doce deve ser feita em rotação com outras olerícolas para aproveitamento dos resíduos de adubos, evitando-se, assim, a prática da adubação.
No caso de terreno não adubado anteriormente e desde que não se disponham de resultados de análise do solo, pode-se recomendar a aplicação de 600 quilos de adubo fórmula 4-16-8 ou 500 quilos de superfosfato simples + 100 quilos de cloreto de potássio por hectare.
Em ambos os casos colocam-se 15 gramas do adubo por cova ou 45 gramas por metro no fundo das leiras de plantio.
• Adubação de cobertura - Aplicar 15 gramas de sulfato de amônio por cova 30 dias após o plantio para variedades precoces ou 45 dias após o plantio para as variedades tardias.
7) PLANTIO E ESPAÇAMENTO
O plantio é feito sobre leiras ou camalhões com 30 a 40 centímetros de altura e no espaçamento de 80 X 30 centímetros.
As ramas para o plantio devem ser colhidas com antecedência e deixadas à sombra por um ou dois dias para murcharem, evitando-se assim que se quebrem ao serem plantadas. As ramas devem ser cortadas no comprimento de 40 centímetros e colocadas transversalmente sobre as leiras para o plantio. As ramas são obtidas pelo plantio da batata em viveiro ou de culturas comerciais e são plantadas a uma profundidade de 15 a 20 centímetros.
8) ÉPOCA DE PLANTIO
Nas regiões que apresentam temperatura elevada durante o ano todo, a batata-doce pode ser plantada em qualquer época, devendo-se contudo fazer irrigação na época da seca.
Nas regiões de clima frio, o plantio deve ser feito no final do ano, quando começa o período chuvoso. O calor acelera o desenvolvimento das plantas permitindo boa produção.
9) TRATOS CULTURAIS
• Replantio - Para substituir as mudas que morrem, deve-se fazer o replantio até quinze dias após o plantio.
• Capinas - Manter a cultura no limpo até 60 dias após o plantio, quando as ramas cobrem totalmente o solo.
• Amontoa - Por ocasião da primeira capina fazer a amontoa, refazendo as leiras ou camalhões.
• Irrigação - Quando o plantio for em época seca ou quando faltarem chuvas, fazer irrigação duas vezes por semana até os 20 dias após o plantio, uma vez por semana dos 20 aos 40 dias e de duas em duas semanas após os 40 dias. Excesso de água provoca crescimento vegetativo com pouca produção de raízes.
10) COMBATE A DOENÇAS E PRAGAS
São poucas as doenças que trazem problemas sérios à cultura. Para o controle das pragas, o Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA recomenda as seguintes medidas:
• Usar variedades resistentes a insetos do solo.
• Fazer rotação de cultura com tomate, cebola, cenoura, brássicas, trigo ou arroz por dois ou três anos.
• Produzir as mudas em viveiro, usando somente as ramas sadias, de bom vigor.
• Amontoa - Uma amontoa bem feita reduzirá consideravelmente os danos causados por insetos do solo.
• Evitar atraso na colheita, para diminuir os danos causados por insetos do solo e roedores.
• Armazenamento - Recomenda-se evitar o armazenamento da batata-doce por período superior a 30 dias.

11) COLHEITA
A colheita deve ser feita assim que as batatas atinjam o tamanho ideal para a comercialização, o que ocorre entre 120 e 180 dias nas variedades precoces e a partir de 180 dias nas variedades tardias.
A colheita pode ser feita manual ou mecanicamente. Os equipamentos poderão ser tracionados por animal ou trator, podendo-se usar arado de aiveca ou de disco, sulcador ou colheitadeira de batatinha. Após colheita, deixar as batatas ao sol por 30 minutos a 3 horas, dependendo da intensidade do calor. Depois, levam-se as batatas para um galpão onde são lavadas, selecionadas e embaladas.
12) CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
Separam-se dois tipos: um com raízes de tamanho médio, sadias e sem defeitos, destinado à comercialização, outro constituído por raízes grandes ou defeituosas, que deverão ser destinadas à alimentação de animais, pois constituem ótima forragem.
O acondicionamento para o comércio é feito em caixas tipo K pesando 22 quilos.
A batata-doce é classificada em Extra, Especial e Primeira.
Extra - raízes com tamanho de 13 a 15 centímetros de comprimento, formato ovalado, com duas pontas finas, de coloração clara, sem ataque de pragas, com peso médio de 200 a 400 gramas e nove raízes de boca.
Especial - raízes com peso médio de 400 gramas.
Primeira - raízes com peso médio inferior a 200 gramas.
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BATATA DOCE
(IPOMOEA BATATAS)
1) CLIMA
A batata-doce é uma planta de clima quente. Não tolera geadas, e seu crescimento vegetativo é prejudicado em temperaturas inferiores a 10ºC.
2) VARIEDADES
Recomenda-se, para mesa, as variedades precoces Brazlândia roxa, Brazlândia rosada, Brazlândia branca, coquinho e Jacarei e as variedades tardias Pindorama, IAC 127-29-moreninha, IAC 60-M-3-Brasília, IAC 137-19-Capinas. As quatro primeiras variedades precoces foram criadas no Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA e têm resistência à broca das raízes.
Para indústria, são recomendadas as variedades tardias IAC 138-2-Vera Cruz, IAC 60-M-3-Brasília, maryland golden, IAC 137-14 roxa nova e IAC 153-roxa lobada e a variedade precoce yellow-yan.
3) ESCOLHA DO TERRENO
A batata-doce produz em todos os tipos de solo, porém os solos areno-argilosos, de boa fertilidade e não sujeitos a encharcamento, oferecem melhores condições para o bom desenvolvimento das raízes e facilidade de colheita.

4) PREPARO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
Quando plantada em rotação com outra hortaliça, fazer a limpeza do terreno eliminando o restante da cultura anterior. A aração deve ser profunda, de 25 a 30 centímetros, seguida de uma gradagem. As leiras devem ser feitas com 30 a 40 centímetros de altura, cortando as águas e em nível. Em terreno com declividade superior a 5%, adotar as práticas de conservação do solo.
Procure um técnico para orientá-lo.
5) CORREÇÃO DE ACIDEZ
Fazer análise do solo para saber a quantidade de calcário a ser aplicada. Preferir o calcário dolomítico finamente moído. A planta produz bem em solos de pH 5,6 a 6,5.
6) ADUBAÇÃO
Recomenda-se fazer adubação de acordo com os resultados da análise do solo. Na ausência desta, fazer as seguintes adubações:
• Adubação de plantio - A cultura da batata-doce deve ser feita em rotação com outras olerícolas para aproveitamento dos resíduos de adubos, evitando-se, assim, a prática da adubação.
No caso de terreno não adubado anteriormente e desde que não se disponham de resultados de análise do solo, pode-se recomendar a aplicação de 600 quilos de adubo fórmula 4-16-8 ou 500 quilos de superfosfato simples + 100 quilos de cloreto de potássio por hectare.
Em ambos os casos colocam-se 15 gramas do adubo por cova ou 45 gramas por metro no fundo das leiras de plantio.
• Adubação de cobertura - Aplicar 15 gramas de sulfato de amônio por cova 30 dias após o plantio para variedades precoces ou 45 dias após o plantio para as variedades tardias.
7) PLANTIO E ESPAÇAMENTO
O plantio é feito sobre leiras ou camalhões com 30 a 40 centímetros de altura e no espaçamento de 80 X 30 centímetros.
As ramas para o plantio devem ser colhidas com antecedência e deixadas à sombra por um ou dois dias para murcharem, evitando-se assim que se quebrem ao serem plantadas. As ramas devem ser cortadas no comprimento de 40 centímetros e colocadas transversalmente sobre as leiras para o plantio. As ramas são obtidas pelo plantio da batata em viveiro ou de culturas comerciais e são plantadas a uma profundidade de 15 a 20 centímetros.
8) ÉPOCA DE PLANTIO
Nas regiões que apresentam temperatura elevada durante o ano todo, a batata-doce pode ser plantada em qualquer época, devendo-se contudo fazer irrigação na época da seca.
Nas regiões de clima frio, o plantio deve ser feito no final do ano, quando começa o período chuvoso. O calor acelera o desenvolvimento das plantas permitindo boa produção.
9) TRATOS CULTURAIS
• Replantio - Para substituir as mudas que morrem, deve-se fazer o replantio até quinze dias após o plantio.
• Capinas - Manter a cultura no limpo até 60 dias após o plantio, quando as ramas cobrem totalmente o solo.
• Amontoa - Por ocasião da primeira capina fazer a amontoa, refazendo as leiras ou camalhões.
• Irrigação - Quando o plantio for em época seca ou quando faltarem chuvas, fazer irrigação duas vezes por semana até os 20 dias após o plantio, uma vez por semana dos 20 aos 40 dias e de duas em duas semanas após os 40 dias. Excesso de água provoca crescimento vegetativo com pouca produção de raízes.
10) COMBATE A DOENÇAS E PRAGAS
São poucas as doenças que trazem problemas sérios à cultura. Para o controle das pragas, o Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da EMBRAPA recomenda as seguintes medidas:
• Usar variedades resistentes a insetos do solo.
• Fazer rotação de cultura com tomate, cebola, cenoura, brássicas, trigo ou arroz por dois ou três anos.
• Produzir as mudas em viveiro, usando somente as ramas sadias, de bom vigor.
• Amontoa - Uma amontoa bem feita reduzirá consideravelmente os danos causados por insetos do solo.
• Evitar atraso na colheita, para diminuir os danos causados por insetos do solo e roedores.
• Armazenamento - Recomenda-se evitar o armazenamento da batata-doce por período superior a 30 dias.

11) COLHEITA
A colheita deve ser feita assim que as batatas atinjam o tamanho ideal para a comercialização, o que ocorre entre 120 e 180 dias nas variedades precoces e a partir de 180 dias nas variedades tardias.
A colheita pode ser feita manual ou mecanicamente. Os equipamentos poderão ser tracionados por animal ou trator, podendo-se usar arado de aiveca ou de disco, sulcador ou colheitadeira de batatinha. Após colheita, deixar as batatas ao sol por 30 minutos a 3 horas, dependendo da intensidade do calor. Depois, levam-se as batatas para um galpão onde são lavadas, selecionadas e embaladas.
12) CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
Separam-se dois tipos: um com raízes de tamanho médio, sadias e sem defeitos, destinado à comercialização, outro constituído por raízes grandes ou defeituosas, que deverão ser destinadas à alimentação de animais, pois constituem ótima forragem.
O acondicionamento para o comércio é feito em caixas tipo K pesando 22 quilos.
A batata-doce é classificada em Extra, Especial e Primeira.
Extra - raízes com tamanho de 13 a 15 centímetros de comprimento, formato ovalado, com duas pontas finas, de coloração clara, sem ataque de pragas, com peso médio de 200 a 400 gramas e nove raízes de boca.
Especial - raízes com peso médio de 400 gramas.
Primeira - raízes com peso médio inferior a 200 gramas.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
PUPUNHA
O escriba Valdemir Mota de Menezes e sua filha Valkirya estão colhendo palmito pupunha para comer no almoço.
PALMITO
A pupunha é uma palmeira nativa da região Amazônica e que é consumida na forma de frutos e de palmito, desde épocas pré-colombianas. É uma palmeira de clima tropical, de rápido crescimento e que, quando adulta, pode atingir mais de 20 metros de altura em poucos anos. Por essa razão, é usada também como uma palmeira ornamental.
Nos últimos anos, a importância dessa palmeira cresceu consideravelmente em nosso país, por ser uma excelente alternativa de cultivo para a agricultura.
O consumo dos frutos da pupunheira, cozidos em água e sal, é tradicional na região Amazônica, embora a produção venha de plantas nativas, mas suficientes para atender à demanda local. A partir dos anos 90, nos estados da região Sudeste e Centro-Oeste, teve início o interesse, por parte dos agricultores, no cultivo da pupunha, não para a produção de frutos, mas sim para fornecer palmito. O palmito é formado na parte apical as plantas, pelas raquis das folhas jovens. É uma iguaria valiosa, de grande aceitação no mercado, onde consegue preços elevados.
Palmeiras que produzem palmito
Atualmente, 95% do palmito produzido é cortado do Açaizero,outra palmeira nativa da Amazônia tropical, sobretudo na região do estuário do Rio Amazonas. Antes da década de 70, entretanto, o palmito era cortado de uma outra palmeira, a Juçara, nativa da Mata Atlântica. O corte indiscriminado de palmeiras nativas, leva, invariavelmente, ao decréscimo das populações naturais. Com o passar do tempo, palmeiras que ainda não florescem são cortadas. Nesse momento, o risco de extinção aparece, como já ocorreu com a Juçara e deve ocorrer, em breve, com o Açaí. É por essa razão que algumas pessoas começaram a pensar em outras palmeiras que pudessem produzir, de forma econômica e ecológica, palmito em escala industrial. Os especialistas em palmeiras chegaram à conclusão de que a palmeira que reunia maior número de pontos favoráveis era a pupunha.
As vantagens de se produzir palmito de pupunha
As principais vantagens para o plantio da pupunha, visando a produção de palmito, são:
a.precocidade: o primeiro corte ocorre entre 18 a 24 meses após o plantio no campo;
b.perfilhamento: a pupunha apresenta brotações de novas plantas, junto à planta mãe, permitindo que se possa repetir os cortes nos anos seguintes, sem necessidade de replantio da área.
c.qualidade do palmito: o palmito de pupunha tem um comprimento ao redor de 40 cm e diâmetro de 1,5 - 4 cm e é muito macio e saboroso, não tendo problemas de aceitação pelo mercado;
d.lucratividade: adequadamente plantado, um hectare produz entre 5.000 a 12.000 palmitos por ano, dependendo do número de perfilhos que se deixa após o corte da planta mãe e do diâmetro do palmito que se produz;
e.segurança para o produtor: o palmito não estraga, já que o agricultor pode deixá-lo no pé ou, então, envasá-lo, guardando os vidros e realizando as vendas quando achar conveniente. Não é como outros produtos, como hortaliças e frutas em geral, que amadurecem e precisam ser colhidos e que, quando colhidos, devem ser rapidamente vendidos e consumidos.
f.vantagens ecológicas: a pupunha deve ser produzida em cultura a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, de forma que se passa a produzir palmito de excelente qualidade sem nenhum dano às florestas nativas. essa é uma característica d grande apelo comercial, sobretudo para exploração do palmito, como um produto ecológico.
Condições para se produzir palmito de pupunha
O cultivo da pupunha para produção de palmito apresenta também, alguns requisitos básicos. Como trata-se de uma planta da floresta tropical, ela é muito exigente em água. Para regiões com mais do que dois meses seguidos de déficit hídrico, é necessária a irrigação. Entretanto, mais do que a quantidade de água, é importante a sua distribuição ao longo do ano. Pela nossa experiência, são necessários no mínimo 1300 - 1400 mm de água, bm distribuídos ao longo do ano, para que as plantas cresçam sem problemas. Outra limitação importante é atitude do local, que não deve ser superior a 850 m, provavelmente influenciada, em grande parte, pelas baixas temperaturas noturnas das regiões mais altas. De maneira geral, a pupunha prefere solos mais arenosos e friáveis do que aqueles solos pesados e muito argilosos. Embora exigente em água, a pupunheira não vai bem em solos encharcados, exigindo local com boa drenagem.

Plantio da cultura no campo
Deve-se evitar fazer o transplantio definitivo para o campo de mudas novas. O ideal é que elas tenham seis folhas e cerca de 40 cm de altura. O transplante deve ser efetuado em dias chuvosos ou nublados e com boa umidade no solo. Deve-se evitar aqueles dias claros e quentes, já que as plantas vão sentir mais o transplante. A despeito de todos os cuidados, as plantas sentem o transplante para o campo, ficando com as folhas amareladas e sentidas. Por cerca de seis meses elas praticamente quase não crescem. é importante que o agricultor saiba disso para que não desanime. É assim mesmo; e, passado esse período, elas começam a crescer lentamente. Mas o grande crescimento ocorre após os 10 - 12 meses do plantio no campo.
Quando se planta alguma cultura intercalar, nas entre linhas, o estabelecimento inicial da pupunha é melhor. Parece que, quando se planta apenas a pupunha, ocorre maior incidencia de doenças foliares e morte de plantas, sobretudo nos meses de abril a setembro, no planalto de são Paulo. Isso pode ser por causa da presença de ventos frios que prejudicam as plantas e aumentam a perda de água. Uma linha intercalar ajuda a fornecer um certo sombreamento inicial e protege as plantas de pupunha dos ventos.
Deve-se dar preferência por alguma leguminosa, como crotalária, feijão de porco, ou mesmo outras culturas. Entretanto, essa é uma questão delicada, que exige orientação técnica.

Espaçamento da cultura
O espaçamento entre as plantas no campo varia ao redor de 2 m x 1 m. Esse espaçamento, comporta 5.000 plantas por hectare e é o que garante maior profundidade de espaçamento. Mas outros espaçamentos também podem ser utilizados. Por exemplo: 2 m x 1,25 m, o que corresponde a 4.000 plantas/ha. Com esse espaçamento, embora haja uma menor produção de palmito, o retorno do investimento do plantio é mais rápido e o lucro líquido é, praticamente, equivalente ao que se consegue com 5.000 plantas/ha (uma diferença inferior a 5%). Há, ainda, outras alternativas, as quais podem ser viáveis para os pequenos produtores. Por exemplo: utilizando espaçamento de 3 m entre linhas de 1 m dentro da linha. No meio da entrelinha foi plantado maracujá, ou a pupunha foi plantada com a cultura de maracujá em produção. Nesse caso, há a possibilidade de se obter até duas safras de maracujá, antes do primeiro corte do palmito, o que é vital para o pequeno produtor rural, que não fica entre 18 a 24 meses sem nenhuma renda na área e tendo que arcar com todos os custos de implantação e custeio da cultura nesse período.
ESPAÇAMENTO
PLANTAS/HECTARE
1,5 x 1,5 m
4.445
2,0 x 1,5 m
3.333
2,0 x 1,25 m
4.000
2,0 x 1,0 m
5.000
2,5 x 1,0 m
4.000
3,0 x 1,0 m
3.333
Cuidados antes do plantio
Antes do plantio no campo, o agricultor deve tomar alguns cuidados: limpar completamente a área da presença de matos, corrigir o solo com calcário e realizar uma adubação com fósforo. A pupunha não suporta competição com mato, sobretudo braquiária. Em áreas de pastagens, é recomendável que se faça uma série de gradagens, seguida de uma cultura anual, com soja, por exemplo, para um perfeito controle da braquiária, usando-se herbicidas. Para o plantio da pupunha, deve-se, previamente, fazer uma calagem, elevando-se o pH para 5,0 - 5,5 e a saturação de bases para 60%. antes do plantio, deve-se, na medida do possível, aplicar, nas covas, matéria orgânica.

Adubação
Após o pegamento das mudas, deve-se dar início às adubações com nitrogênio e potássio, em cobertura. Uma adubação razoável seria entre 300 a 400 g/planta de 20-5-20, fracionada o maoir número de vezes possível. Quando se faz irrigação, deve-se realizar adubação em cobertura a cada mês, aplicando-se entre 30 a 40 g/planta. As plantas de pupunha também necessitam do fornecimento de cálcio, magnésio, enxofre e boro.
O sistema radicular da planta da pupunha, no ponto do corte, é bastante superficial: mais de 80% das raízes ficam em torno de 40 cm da planta e até uma profundidade de 40 cm. Por essa razão é que ela não suporta a competição com mato, sobretudo gramíneas.
Uma solução, durante o primeiro ano da cultura no campo, é manter, na entre-linha, alguma leuminosa não trepadora. Além de se evitar o mato e a erosão na terra nua, ganha-se a incorporação de nitrogênio pela leguminosa.
O corte do palmito
O corte das plantas deve ser realizado quando elas atingem um diâmetro, perto do solo, entre 9 a 15 cm. De início, deve-se cortar algumas plantas para que se aprenda onde fica, exatamente, o palmito. O primeiro corte é o menos produtivo: corta-se apenas a planta mãe e o palmito tende a ser mais curto e de forma um pouco cônica. A partir do ano seguinte é que a cultura vai mostrar todo o seu potencial produtivo, quando se cortam os perfilhos. A partir do primeiro corte (18 - 24 meses), entra-se numa fase de cortes sucessivos e anuais. O número de palmitos a serem cortados, por planta/ano, varia de 1 a 3, em função do número de perfilhos que se deixa para o ano seguinte e do diâmetro do corte. Essa é uma decisão que cada produtor tem que tomar em função do mercado que ele pretende atingir. Antes do corte do palmito, os perfilhos devem ser preparados, eliminando-se os mais fracos e cortando-se as folhas daqueles que vão permanecer. O corte das folhas dos perfilhos diminui o stress causado pelo sol a apressa o seu crescimento. Numa lavoura bem cuidada, que não sofra a falta de água e que seja adequadamente adubada, praticamente não aparecem doenças. Geralmente, as doenças são um sinal de desiquilíbrio nutricional, causado pela falta de adubação ou pela deficiência hídrica que impede a absorção dos nutrientes.
Viabilidade econômica
A cultura da pupunha apresenta uma excelente viabilidade econômica. Entretanto, o custo de implantaçào é elevado, situando-se ao redor de R$ 4.000,00 por hectare. O custeio anual varia de R$ 500,00 a R$800,00 por hectare, incluindo: controle de mato, adubos e corretivos, energia e mão-de-obra para corte e transporte dos palmitos.
Insumos para 1 ha de pupunha
Pré-Plantio:
- Calagem: pH 5,0 - 5,5
- Saturação de Bases: 60%
- Fofatagem: 100g a 200g por planta
0,2 Kg x 5.000 PL = 1.000 Kg de SS
- Herbicida: quatro a seis litros (função do mato)
Plantio - Primeiro Ano:
- Adubação: 30g/PL. Mês de 20-5-20 + Micro + Ca + Mg + S
0,03 Kg x 12 meses x 5.000 PL = 1.800 Kg
- Herbicidas: 8-12 litros/ano
Plantio - Segundo Ano:
- Adubação: 1.800 Kg de fórmula
- Fósforo: 1.000 Kg
- Herbicidas: 2 a 6 litros/ano
domingo, 13 de junho de 2010
CAFÉ
Os dados abaixo foram extraídos do site da EMBRAPA:
Formação de mudas por sementes
As sementes para formação de mudas, podem ser adquiridas junto aos órgãos oficiais, cujas linhagens ou cultivares são adaptadas, apresentam elevado padrão genético e fitossanitário, ou diretamente em lavouras locais, onde deverão ser coletadas preferencialmente em plantas que apresentem boas características vegetativas e produtivas, observadas ao longo de, pelo menos, quatro ciclos de produção.
• O tipo de muda é determinado pela época em que se realiza sua semeadura, podendo ser muda de meio ano, quando o semeio é realizado de maio a junho e o plantio em janeiro; e muda de ano quando o semeio é realizado em setembro a outubro e o plantio no período chuvoso do ano seguinte. Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;

Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.s
As mudas podem ser feitas em sacos de polietileno, cujas dimensões para mudas de meio ano são de 11cm de largura, 20 cm de altura, 0,006cm de espessura e 7cm de diâmetro ou em tubetes de polietileno rígido.
Para o preparo de 1 m3 de substrato pode-se utilizar a seguinte composição:
800l de terra de mata ou barranco;
200l de esterco de curral curtido;
5kg de superfosfato simples;
1kg de cloreto de potássio;
2kg de calcário dolomítico.
A semeadura mais recomendável é aquela realizada de forma direta na sacola. Antes de se realizar a semeadura, deve-se deixar as sementes umedecidas, acondicionadas num saco de estopa dentro da água por 2 dias para prévia embebição. A semeadura deve ser direta consistindo da colocação de 2 sementes no centro de cada sacola a uma profundidade de 1 cm. Em seguida devem ser cobertas por uma fina camada de palha seca. Para cálculo da mão-de-obra, um homem pode fazer a semeadura direta em 2.200 sacolas por dia.
Como modelo de cálculo no planejamento para produção de mudas, tem-se à seguir um exercício como se determina as quantidades necessárias de mudas, sementes, sacolas e substrato para se efetuar um plantio de 20.000 covas de café.
• Mudas (plantio de 1 muda/cova com taxa de 10% de replantio)
20.000 covas x 1 muda/cova = 20.000 mudas
20.000 mudas + 10% replantio = 20.000 + 2.000 = 22.000 mudas
• Sementes (1kg de sementes = 4.000 sementes, semeando 2 sementes/ sacola)
1kg = 4.000 sementes ÷ 2sementes/sacola = 2.000 mudas
22.000 mudas ÷ 2.000 mudas = 11kg sementes
• Sacolas (mudas de meio ano com 10% de reserva de sacolas)
22.000 sacolas + 10% reserva = 22.000 + 2.200 = 24.200 sacolas
• Substrato (em média 1m3 de substrato enche 1.200 sacolas)
1.200 sacolas 1m3 substrato
24.200 sacolas ÷ 1.200 20m3 substrato
Na condução das mudas no viveiro deve-se estar atento para a execução das seguintes práticas culturais: irrigação, escarificação, desbaste, controle de ervas daninhas, controle de pragas e doenças, adubação (caso as mudas não apresentem um bom desenvolvimento, deve-se fazer de 3 a 4 aplicações de adubação nitrogenada a partir do segundo par de folhas, através da água de irrigação, utilizando 20g de sulfato de amônio ou 20g da fórmula 20-00-20 ou 10g de uréia, dissolvido em 10 l de água num regador) e aclimatação.
O custo de produção de 1.000 mudas de café é de aproximadamente R$ 60,00.
Formação de mudas por estacas
Embora a propagação por sementes seja a mais comum na cafeicultura, a técnica da clonagem (propagação vegetativa) tem sido bastante utilizada no café Robusta, que tem apresentado índice de enraizamento acima de 90%, sendo superior ao do café Arábica.

A propagação por estacas garante a transmissão das características desejáveis da planta mãe, eleva o nível de produtividade da lavoura, uniformiza as plantas e a maturação, possibilita escalonar a colheita, melhora o tamanho e a qualidade dos frutos, reduz a brotação de ramos ladrões, estimula a formação de ramos produtivos, proporciona maior resistência a doenças e ainda permite a produção de mudas durante todo ano, manejo (Paulino et al, 1985).
Inicialmente, as plantas matrizes são selecionadas e conduzidas de modo a aumentarem a brotação. Dessas plantas são retirados os ramos ortotrópicos ou ramos ladrões, que crescem na vertical, saindo do caule e das hastes principais, os quais fornecerão as estacas para a formação das mudas.
O jardim clonal é uma lavoura formada com mudas clonais oriundas de estacas de matrizes selecionadas, com o objetivo de produzir estacas para propagação de um grande número de mudas clonais. Sua implantação será constituída de uma planta por cova, com um mínimo de 30 plantas matrizes ou 30 diferentes genótipos, possibilitando uma boa variabilidade genética que garantirá uma maior capacidade de combinação
Espaçamentos
No caso das cultivares de robusta, o sistema de condução pode ser realizado com uma haste ou com várias hastes ortotrópicas. Na condução multicaule, as plantas são conduzidas para atingirem o número de hastes determinadas em função do seu espaçamento e vigor, procurando-se manter uma média em torno de 10.000 a 12.000 hastes por hectare. Os espaçamentos recomendáveis para a cultivar Conilon poderão variar de 3,5 a 4,0 m nas entrelinhas e de 1,0 a 1,5 m nas linhas com 1 planta por cova, sendo conduzidas em média 4 a 8 hastes verticais por planta. Para outras cultivares Robustas poderão ser utilizados espaçamento de 4,5 m nas entrelinhas com variação de 1,5 a 3,0 m na linha, tendo respectivamente para 1 planta por cova de 5 a 6 hastes verticais e para 2 plantas por cova de 10 a 12 hastes verticais, equivalendo para ambos espaçamentos e densidades média de 8.000 hastes verticais por hectare.
No sistema monocaule, poderão ser utilizados espaçamentos de 3,0 a 4,0 m nas entrelinhas com 1,0 m na linha, permitindo melhor disposição das plantas com copas mais uniforme.
Implantação das mudas
Nas áreas com tocos, bastante inclinadas e de pequenos plantios, se faz o coveamento, consistindo da abertura manual de covas com enxadão, cujas dimensões de comprimento, largura e profundidade das covas fiquem em torno de 40 cm. Já o sulcamento pode ser efetuado através da utilização de um arado de tração animal, com duas a três passadas formando o sulco, que após a marcação das covas, se faz o complemento com o uso do enxadão para alargamento do fundo da cova.
Para o caso de áreas destocadas, planas a onduladas e de grandes plantios, pode ser realizado tanto o coveamento mecanizado através do uso da broca, adotando-se as dimensões citadas para covas aberta, manualmente, bem como o sulcamento mecanizado com uso do sulcador, fazendo sua abertura e profundidade com cerca de 50 cm de tamanho.

O plantio das mudas de café Robusta deve ser feito no início do período chuvoso, observando-se as seguintes medidas (Mendes & Guimarães, 1997),:
• As mudas deverão ter de 4 a 6 pares de folhas definitivas, evitando mudas muito novas ou passadas;
• Antes de retirar as mudas do viveiro, deve-se aclimatá-las 30 dias a pleno sol, com diminuição das regas neste período;
• Fazer aplicação preventiva de fungicida Benomyl e/ou Oxicloreto de Cobre no combate a cercosporiose após plantio;
• No momento da retirada das mudas do viveiro, as mesmas devem ter sido regadas com abundância;
• Transportar as mudas em caixas plásticas apropriadas, evitando o destorroamento e danos na parte aérea;
• Procurar descarregar as mudas o mais próximo possível dos talhões de plantio, evitando movimentos excessivos;
• Abrir as covas e sulcos com bastante antecedência, tendo dimensões corretas e adubações recomendadas;
• Cortar o saquinho no sentido da altura da muda e retirá-lo sem desfazer o torrão da raiz;
• Caso a raiz tenha crescido bastante, efetuar sua poda com corte transversal de 1 cm de espessura de fundo da sacola;
• Colocar a muda em posição vertical na cova ao nível ou um pouco abaixo do solo, segurando o torrão com as duas mãos;
• Evitar plantio muito raso que resultam em tombamento da muda e plantio muito fundo que causam seu afogamento;
• Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;
Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.
Formação de mudas por sementes
As sementes para formação de mudas, podem ser adquiridas junto aos órgãos oficiais, cujas linhagens ou cultivares são adaptadas, apresentam elevado padrão genético e fitossanitário, ou diretamente em lavouras locais, onde deverão ser coletadas preferencialmente em plantas que apresentem boas características vegetativas e produtivas, observadas ao longo de, pelo menos, quatro ciclos de produção.
• O tipo de muda é determinado pela época em que se realiza sua semeadura, podendo ser muda de meio ano, quando o semeio é realizado de maio a junho e o plantio em janeiro; e muda de ano quando o semeio é realizado em setembro a outubro e o plantio no período chuvoso do ano seguinte. Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;

Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.s
As mudas podem ser feitas em sacos de polietileno, cujas dimensões para mudas de meio ano são de 11cm de largura, 20 cm de altura, 0,006cm de espessura e 7cm de diâmetro ou em tubetes de polietileno rígido.
Para o preparo de 1 m3 de substrato pode-se utilizar a seguinte composição:
800l de terra de mata ou barranco;
200l de esterco de curral curtido;
5kg de superfosfato simples;
1kg de cloreto de potássio;
2kg de calcário dolomítico.
A semeadura mais recomendável é aquela realizada de forma direta na sacola. Antes de se realizar a semeadura, deve-se deixar as sementes umedecidas, acondicionadas num saco de estopa dentro da água por 2 dias para prévia embebição. A semeadura deve ser direta consistindo da colocação de 2 sementes no centro de cada sacola a uma profundidade de 1 cm. Em seguida devem ser cobertas por uma fina camada de palha seca. Para cálculo da mão-de-obra, um homem pode fazer a semeadura direta em 2.200 sacolas por dia.
Como modelo de cálculo no planejamento para produção de mudas, tem-se à seguir um exercício como se determina as quantidades necessárias de mudas, sementes, sacolas e substrato para se efetuar um plantio de 20.000 covas de café.
• Mudas (plantio de 1 muda/cova com taxa de 10% de replantio)
20.000 covas x 1 muda/cova = 20.000 mudas
20.000 mudas + 10% replantio = 20.000 + 2.000 = 22.000 mudas
• Sementes (1kg de sementes = 4.000 sementes, semeando 2 sementes/ sacola)
1kg = 4.000 sementes ÷ 2sementes/sacola = 2.000 mudas
22.000 mudas ÷ 2.000 mudas = 11kg sementes
• Sacolas (mudas de meio ano com 10% de reserva de sacolas)
22.000 sacolas + 10% reserva = 22.000 + 2.200 = 24.200 sacolas
• Substrato (em média 1m3 de substrato enche 1.200 sacolas)
1.200 sacolas 1m3 substrato
24.200 sacolas ÷ 1.200 20m3 substrato
Na condução das mudas no viveiro deve-se estar atento para a execução das seguintes práticas culturais: irrigação, escarificação, desbaste, controle de ervas daninhas, controle de pragas e doenças, adubação (caso as mudas não apresentem um bom desenvolvimento, deve-se fazer de 3 a 4 aplicações de adubação nitrogenada a partir do segundo par de folhas, através da água de irrigação, utilizando 20g de sulfato de amônio ou 20g da fórmula 20-00-20 ou 10g de uréia, dissolvido em 10 l de água num regador) e aclimatação.
O custo de produção de 1.000 mudas de café é de aproximadamente R$ 60,00.
Formação de mudas por estacas
Embora a propagação por sementes seja a mais comum na cafeicultura, a técnica da clonagem (propagação vegetativa) tem sido bastante utilizada no café Robusta, que tem apresentado índice de enraizamento acima de 90%, sendo superior ao do café Arábica.

A propagação por estacas garante a transmissão das características desejáveis da planta mãe, eleva o nível de produtividade da lavoura, uniformiza as plantas e a maturação, possibilita escalonar a colheita, melhora o tamanho e a qualidade dos frutos, reduz a brotação de ramos ladrões, estimula a formação de ramos produtivos, proporciona maior resistência a doenças e ainda permite a produção de mudas durante todo ano, manejo (Paulino et al, 1985).
Inicialmente, as plantas matrizes são selecionadas e conduzidas de modo a aumentarem a brotação. Dessas plantas são retirados os ramos ortotrópicos ou ramos ladrões, que crescem na vertical, saindo do caule e das hastes principais, os quais fornecerão as estacas para a formação das mudas.
O jardim clonal é uma lavoura formada com mudas clonais oriundas de estacas de matrizes selecionadas, com o objetivo de produzir estacas para propagação de um grande número de mudas clonais. Sua implantação será constituída de uma planta por cova, com um mínimo de 30 plantas matrizes ou 30 diferentes genótipos, possibilitando uma boa variabilidade genética que garantirá uma maior capacidade de combinação
Espaçamentos
No caso das cultivares de robusta, o sistema de condução pode ser realizado com uma haste ou com várias hastes ortotrópicas. Na condução multicaule, as plantas são conduzidas para atingirem o número de hastes determinadas em função do seu espaçamento e vigor, procurando-se manter uma média em torno de 10.000 a 12.000 hastes por hectare. Os espaçamentos recomendáveis para a cultivar Conilon poderão variar de 3,5 a 4,0 m nas entrelinhas e de 1,0 a 1,5 m nas linhas com 1 planta por cova, sendo conduzidas em média 4 a 8 hastes verticais por planta. Para outras cultivares Robustas poderão ser utilizados espaçamento de 4,5 m nas entrelinhas com variação de 1,5 a 3,0 m na linha, tendo respectivamente para 1 planta por cova de 5 a 6 hastes verticais e para 2 plantas por cova de 10 a 12 hastes verticais, equivalendo para ambos espaçamentos e densidades média de 8.000 hastes verticais por hectare.
No sistema monocaule, poderão ser utilizados espaçamentos de 3,0 a 4,0 m nas entrelinhas com 1,0 m na linha, permitindo melhor disposição das plantas com copas mais uniforme.
Implantação das mudas
Nas áreas com tocos, bastante inclinadas e de pequenos plantios, se faz o coveamento, consistindo da abertura manual de covas com enxadão, cujas dimensões de comprimento, largura e profundidade das covas fiquem em torno de 40 cm. Já o sulcamento pode ser efetuado através da utilização de um arado de tração animal, com duas a três passadas formando o sulco, que após a marcação das covas, se faz o complemento com o uso do enxadão para alargamento do fundo da cova.
Para o caso de áreas destocadas, planas a onduladas e de grandes plantios, pode ser realizado tanto o coveamento mecanizado através do uso da broca, adotando-se as dimensões citadas para covas aberta, manualmente, bem como o sulcamento mecanizado com uso do sulcador, fazendo sua abertura e profundidade com cerca de 50 cm de tamanho.

O plantio das mudas de café Robusta deve ser feito no início do período chuvoso, observando-se as seguintes medidas (Mendes & Guimarães, 1997),:
• As mudas deverão ter de 4 a 6 pares de folhas definitivas, evitando mudas muito novas ou passadas;
• Antes de retirar as mudas do viveiro, deve-se aclimatá-las 30 dias a pleno sol, com diminuição das regas neste período;
• Fazer aplicação preventiva de fungicida Benomyl e/ou Oxicloreto de Cobre no combate a cercosporiose após plantio;
• No momento da retirada das mudas do viveiro, as mesmas devem ter sido regadas com abundância;
• Transportar as mudas em caixas plásticas apropriadas, evitando o destorroamento e danos na parte aérea;
• Procurar descarregar as mudas o mais próximo possível dos talhões de plantio, evitando movimentos excessivos;
• Abrir as covas e sulcos com bastante antecedência, tendo dimensões corretas e adubações recomendadas;
• Cortar o saquinho no sentido da altura da muda e retirá-lo sem desfazer o torrão da raiz;
• Caso a raiz tenha crescido bastante, efetuar sua poda com corte transversal de 1 cm de espessura de fundo da sacola;
• Colocar a muda em posição vertical na cova ao nível ou um pouco abaixo do solo, segurando o torrão com as duas mãos;
• Evitar plantio muito raso que resultam em tombamento da muda e plantio muito fundo que causam seu afogamento;
• Observar o espaçamento recomendado, procurando manter a linha correta das plantas, evitando o desalinhamento;
• Quando a muda for colocada na cova, fazer pressão lateral da terra junto ao bloco de raiz da muda;
• Após o pegamento das mudas cerca de 30 dias, aplicar por cobertura 2g de nitrogênio por muda, com repetição mensal;
• Caso seja necessário, fazer pulverizações com micronutrientes juntamente com espalhante adesivo a cada 60 dias;
• Nessas pulverizações associar aplicações de fungicidas e inseticidas para respectivo controle de doenças e pragas;
• Cerca de 30 dias após o plantio iniciar o replantio das falhas, substituindo mudas mortas, defeituosas e fracas;
• O replantio pode ter continuação no ano seguinte, conforme a intensidade e posição de ocorrências das falhas;
Ao surgirem grande número de brotações, realizar a prática da desbrota, deixando a quantidade de hastes programada.
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