terça-feira, 29 de outubro de 2013

MAXIXE

As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:
Maxixes
Maxixe - imagem original: hortas.info - Licença Creative Commons
O maxixe (Cucumis anguria) é uma trepadeira cujos ramos podem crescer até 3 metros. Planta de origem provavelmente africana, pode ser encontrada crescendo naturalmente em muitas regiões tropicais da América e da Austrália.

Clima

O maxixeiro é uma planta de clima quente, crescendo bem em temperaturas entre 20°C e 27°C.

Luminosidade

Esta planta cresce melhor em condições de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.

Solo

Plante em solo leve, rico em matéria orgânica, fértil e bem drenado. O ideal é que o pH do solo esteja entre 5 e 6,5.

Irrigação

Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido úmido, porém sem que permaneça encharcado.
Maxixeiro com um maxixe
Maxixeiro crescendo rasteiro - imagem original:Eugenio Hansen, OFS - Licença Creative Commons

Plantio

O plantio das sementes é feito normalmente no local definitivo, fazendo covas de 30 cm de profundidade e 30 cm de diâmetro. A terra retirada de cada cova deve ser adubada com esterco bem curtido, húmus de minhoca, composto orgânico ou adubo químico. Após fechar a cova com a terra já adubada, irrigue e coloque 2 ou 3 sementes a cerca de 2 cm de profundidade. Quando as plantas tiverem 10 cm de altura, deixe apenas uma ou duas plantas por cova. Alternativamente, as sementes podem ser plantadas em pequenos vasos, sacos para mudas, copos feitos de papel jornal ou outros recipientes. As mudas são então transplantadas quando têm de 4 a 5 folhas. O espaçamento pode ser de 2 a 3 metros entre as linhas de plantio e 1 metro entre as plantas.

Tratos culturais

O maxixe é normalmente cultivado como uma planta rasteira, mas pode ser tutorado, crescendo então em cercas ou treliças.
Cada planta tem flores masculinas e flores femininas separadas e necessita da presença de abelhas para que a polinização ocorra. Se não houver abelhas, a polinização pode ser realizada manualmente com a ajuda de um pincel de cerdas macias.
Cultivares de maxixe
Amostra de vários cultivares de maxixe - imagem original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - Licença Creative Commons

Colheita

Geralmente a colheita inicia-se em 50 a 80 dias depois do plantio, dependendo do cultivar e das condições de cultivo. A colheita dos frutos para serem consumidos crus deve ser feita antes do desenvolvimento das sementes, quando são bem novos. Para outras formas de consumo, podem ser colhidos já bem desenvolvidos. O tamanho adequado dos frutos para a colheita varia entre 3 cm e 7 cm de comprimento.

MANDIOQUINHA

As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:




Mandioquinhas
Mandioquinhas - imagem original: hortas.info - Licença Creative Commons
A mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza), também chamada de mandioquinha-salsa, batata-baroa, baroa e batata-salsa, é uma planta nativa dos Andes que atinge até 1 m de altura.

Clima

A mandioquinha necessita de clima ameno, com temperaturas entre 15°C e 18°C para se desenvolver bem, mas pode tolerar temperaturas um pouco mais altas ou um pouco mais baixas. Embora seja possível cultivá-la em baixa altitude, a mandioquinha cresce melhor entre 1700 m e 2500 m de altitude.

Luminosidade

A mandioquinha pode ser cultivada em pleno sol ou em sombra parcial.
Planta da Mandioquinha.
A mandioquinha cresce melhor em altitudes elevadas - imagem original:Trees ForTheFuture - Licença Creative Commons

Solo

A mandioquinha deve ser cultivada em solos férteis, ricos em fósforo, leves, profundos, bem drenados, sem pedras e outros detritos. Solos argilosos pesados e solos compactados não são muito adequados, pois prejudicam o crescimento de suas raízes. O pH ideal do solo situa-se entre 5 e 6, mas pode chegar até 6,8.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. A planta é sensível à falta de água.

Plantio

O plantio é realizado geralmente através da divisão de plantas adultas saudáveis que tenham produzido bem. As mandioquinhas (as raízes tuberosas) são colhidas, e os rebentos que emergem do solo são usados no plantio. Estes podem ser deixados na água até seu enraizamento, sendo posteriormente plantados.
O plantio também pode ser feito por sementes. No entanto, a taxa de sementes que germinam é bastante baixa, e nem todos os cultivares produzem sementes.
O espaçamento recomendado é de 70 a 80 cm entre as fileiras e 40 cm entre as plantas, podendo variar com a fertilidade do solo, o clima da região e o cultivar utilizado. Para facilitar a colheita, podem ser feitos camalhões para o plantio das mudas.

Tratos culturais

É necessário retirar plantas invasoras que concorrem com a mandioquinha por nutrientes e recursos, pelo menos durante os três primeiros meses de cultivo.
Para aumentar a produtividade, é recomendado que as inflorescências sejam retiradas assim que surgirem.

Colheita

A colheita da mandioquinha pode ocorrer de 7 a 14 meses após o plantio. A colheita deve ser feita quando as folhas começam a amarelar, ou até no máximo um mês depois. Após este período as raízes tendem a ficar fibrosas e a ter um sabor desagradável. Em plantas mais velhas, apenas as raízes mais novas devem ser colhidas.
As folhas jovens podem ser consumidas cruas ou cozidas. As folhas mais velhas e as hastes das folhas (pecíolos) podem ser consumidas depois de cozidas.

GENGIBRE


As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:

Gengibre
Gengibre - imagem original: Thomas Won - Licença Creative Commons
O gengibre Zingiber officinale é uma erva perene que atinge até 1,5 m de altura. Seus rizomas são muito usados para fins medicinais e como especiaria, especialmente na culinária de países asiáticos. Os rizomas são usados frescos, secos, em pó, cristalizados ou em conserva, em pratos doces e salgados. Seu chá é popular como bebida na China, Coreia e alguns outros países. Também é usado em bebidas alcoólicas como o quentão brasileiro e as cervejas de gengibre, e no oriente médio é popular como especiaria no leite ou no café. O gengibre também é frequentemente cultivado em jardins tropicais como planta ornamental.

Planta do gengibre
O gengibre atinge até 1,5 m de altura - imagem original: Damien Boilley - Licença Creative Commons

Clima

O gengibre é uma planta de climas subtropicais e tropicais, podendo ser cultivado na faixa de temperatura indo de 17°C a 35°C. A planta prefere alta umidade relativa do ar. Em climas um pouco mais frios, o gengibre pode ser cultivado nos meses quentes do ano, precisando de proteção nos meses em que há temperaturas mais baixas.

Luminosidade

Cultive em sombra parcial ou com luz solar direta.

Vaso com muda de gengibre
Vaso com muda de gengibre - imagem original:Maja Dumat - Licença Creative Commons

Solo

O solo deve ser bem drenado, leve, fértil e rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo está entre 5,5 e 7, mas a planta tolera um pH entre 4,3 e 7,5.

Irrigação

Enquanto a planta está crescendo, irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, mas nunca encharcado. Quando as folhas começam a amarelar diminua a frequência das irrigações. Se não for feita a colheita, quando a planta estiver dormente suspenda totalmente a irrigação, voltando a irrigar quando os brotos surgirem.

Gengibre com broto
Rizoma de gengibre com broto - imagem original: Maja Dumat - Licença Creative Commons

Plantio

O plantio é feito com pedaços de rizomas (chamados de gomos) de 3 a 5 cm de comprimento. Os gomos ou pedaços de rizoma, com uma ou duas gemas cada, são plantados no local definitivo da plantação a até 5 cm de profundidade, ou em canteiros e vasos, sendo então transplantados depois de um mês, quando as mudas têm aproximadamente 3 cm de altura.
O espaçamento entre as plantas pode ser de 70 a 90 cm entre as linhas de plantio e de 30 a 50 cm entre as plantas, mas muitos usam outros espaçamentos. Diminuir o espaçamento entre as plantas aumenta a produção, mas dificulta a colheita, que geralmente acaba danificando os rizomas. Por outro lado, em lavouras mecanizadas o espaçamento normalmente é maior, e o plantio é feito com linhas duplas no espaçamento de 1,3 m x 50 cm x 20 ou 30 cm.
O gengibre também pode ser cultivado em vasos grandes. Em regiões de inverno frio, o plantio em vasos é o ideal em plantações domésticas, deixando o vaso dentro de casa durante os meses frios do ano.

Tratos culturais

Retire com cuidado as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, de forma a não danificar os rizomas do gengibre.
Os rizomas não devem ficar expostos, sendo necessário amontoar terra sobre estes se for verificado que isso está começando a ocorrer. Amontoar terra junto as plantas também pode ajudar a manter as hastes das folhas eretas.

Plantas inteiras do gengibre
Plantas com rizomas - imagem original: Sengai Podhuvan - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita do gengibre pode ocorrer de 7 a 12 meses após o plantio, quando as hastes e folhas começam a ficar amareladas. As plantas podem ser arrancadas com cuidado a mão ou a terra pode ser revirada, por exemplo, com forquilhas, para expor os rizomas, que são então lavados e deixados secar por um ou dois dias.
Em plantações domésticas, não é necessário colher a planta inteira. Uma parte do solo pode ser escavada em torno da planta, de forma a expor um pedaço do rizoma. Este é colhido, deixando o resto da planta intacta para continuar seu crescimento. Desta forma a planta pode viver por vários anos, sem necessidade de replantio. Em plantações comerciais o gengibre é cultivado anualmente.

TAIOBA

As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:
http://www.hortas.info/como-plantar

Taioba
Taioba - imagem original: Tauʻolunga - Licença Creative Commons
A taioba (Xanthosoma sagittifolium) é frequentemente confundida com diversas espécies chamadas de taro, nome pelo qual também pode ser conhecida. Também compartilha com estas espécies o nome popular orelha-de-elefante, geralmente mais utilizado quando são cultivadas como plantas ornamentais.
Taioba
Folhas, pecíolos (talos das folhas) e cormos da taioba podem ser consumidos, mas é preciso cuidado para não confundir a taioba com outras plantas de aparência muito semelhante - imagem original: lexfinch - Licença Creative Commons

Clima

A taioba cresce melhor em clima quente e úmido, com temperaturas acima de 20°C. A planta não suporta baixas temperaturas.

Luminosidade

A taioba pode ser cultivada tanto em um local com luz solar direta quanto em um local com sombra parcial.
Taioba
A taioba cresce melhor em fértil e rico em matéria orgânica - imagem original:emilydickinson - Licença Creative Commons

Solo

Cultive em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo situa-se entre 5,8 e 6,3. Evite solos compactados e solos muito argilosos. A taioba pode, no entanto, suportar bem terrenos sujeitos a encharcamento.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido. Plantas adultas são resistentes à seca, mas não crescem bem se faltar água.

Plantio

O plantio é feito geralmente com pedaços de seu cormo ou com rebentos laterais que surgem próximos ao cormo principal. São plantados de 6 a 10 cm de profundidade, com espaçamento de 1 m a 1,3 m entre as plantas ou de 1 m entre as linhas e 40 a 50 cm entre as plantas.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, principalmente nos primeiros meses após o plantio.
Cormos da taioba.
Cormos da taioba (imagem em preto e branco) - imagem original: Jorge Elías - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita das folhas pode ser iniciada de 60 a 75 dias depois do plantio. Já a colheita dos cormos da taioba pode ser feita de 7 a 12 meses depois do plantio, dependendo do cultivar e das condições de cultivo. Os cormos devem ser desenterrados com cuidado, procurando evitar ferimentos que podem apressar muito sua deterioração.
A colheita frequente das folhas atrapalha o desenvolvimento do cormo, assim o ideal é plantar com uma só finalidade, a colheita das folhas ou a colheita dos cormos, embora ainda seja possível colher ambos, com menor rendimento da colheita de cormos.
Tanto cormos quanto folhas devem ser cozidos ou assados antes do consumo para eliminar ráfides (cristais de oxalato de cálcio com a forma de agulhas). Na taioba a concentração de ráfides é menor que a presente na maioria dos cultivares de taro (Colocasia esculenta), e suas folhas podem ser bom substituto para o espinafre, podendo ser preparadas geralmente da mesma maneira que este.

Xanthosoma sagittifolium e outras espécies de aparência similar

Distinguir Xanthosoma sagittifolium de algumas outras espécies de aráceas pode ser bastante difícil. Confundir uma espécie com outra pode trazer graves consequências se a planta errada for consumida. Muitas destas espécies são comestíveis, mas o modo de preparo necessário para seu consumo pode variar muito, não só de espécie para espécie, mas de cultivar para cultivar (por exemplo, quando se trata de Colocasia esculenta).

Diferença entre Xanthosoma sagittifolia e Colocasia esculenta:

Ambas têm folhas muito parecidas, que normalmente apontam para baixo, mas uma tem folhas peltadas (Colocasia) e a outra não (Xanthosoma). Em uma folha peltada, o pecíolo não está inserido na borda do limbo, e sim no seu interior. Além disso, os cormos de Alocasia são geralmente arredondados e menores, os de Xanthosoma são geralmente compridos e um pouco maiores. Ao contrário do que algumas pessoas afirmam, a cor dos pecíolos e limbos das folhas não pode ser usada para diferenciar estas plantas.

Diferença entre Xanthosoma sagittifolia e plantas do gênero Alocasia

Geralmente as plantas do gênero Alocasia têm folhas que apontam para o alto ou permanecem próximas a horizontal, enquanto as plantas do gêneroXanthosoma apontam para baixo.
Contudo, podem existir cultivares que são exceções às regras descritas acima, e estas regras podem não se aplicar a outras espécies também muito parecidas com a taioba e o taro, de forma que pode ser bastante difícil distinguir gêneros e espécies. Algumas vezes a distinção entre as diversas espécies só é possível ao analisar as inflorescências. O guia acima não é completo e não é totalmente confiável.
A melhor atitude é não consumir plantas selvagens ou desconhecidas. Inicie o plantio com mudas ou cormos adquiridos de uma fonte confiável.
Não deixe de ler também o artigo como cultivar taro.

ABÓBORA


As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:
http://www.hortas.info/

Abóboras e morangas
Abóboras e morangas - imagem original: Vasenka Photography - Licença Creative Commons

Clima

A abóbora e a moranga são plantas que crescem melhor em clima quente, com temperaturas acima de 18°C. As plantas dificilmente sobrevivem em temperaturas abaixo de 10°C e o plantio em pequenas estufas pode ser inviável, pois geralmente a planta cresce bastante.

Aboboreira jovem
Aboboreira jovem, da espécie Cucurbita maxima - imagem original: Nick Ares - Licença Creative Commons

Luminosidade

As abóboras e morangas podem ser cultivadas em locais ensolarados ou com sombra parcial, desde que haja uma boa luminosidade.

Aboboreira com abóbora
Uma proteção pode ser colocada embaixo da abóbora em crescimento para que o fruto não fique em contato com o solo - imagem original: Nick Ares - Licença Creative Commons

Solo

Cultive em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e com boa disponibilidade de nitrogênio.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. Plantas adultas têm raízes profundas e podem ser irrigadas mais esparsamente.
A planta geralmente cresce bastante, assim uma vara pode ser fincada verticalmente no local onde as sementes são plantadas para marcar o centro da futura planta, permitindo direcionar a irrigação e evitar o desperdício de água.

Muda de abóbora
Muda de abóbora - imagem original: 305 Seahill - Licença Creative Commons

Plantio

Plante as sementes de abóbora ou moranga no local definitivo na horta, fazendo covas de 45 cm de profundidade e 60 cm de diâmetro para cultivares cujas plantas tem grande porte, e de 30 cm de profundidade e 50 cm de diâmetro para outros cultivares. A terra retirada de cada cova deve ser adubada com esterco bem curtido, húmus de minhoca ou composto orgânico. Após fechar a cova com a terra já adubada, irrigue e coloque 2 ou 3 sementes a cerca de 2 cm de profundidade.
As sementes também podem ser plantadas em vasos pequenos, saquinhos plásticos ou copinhos de 10 cm de altura e 5 cm de diâmetro feitos com papel jornal. O transplante das mudas de abóbora ou moranga para a horta pode então ser feito quando as mudas têm três folhas definitivas.

Flor masculina da abóbora
Flor masculina da abóbora - imagem original: Till Westermayer - Licença Creative Commons

Flor feminina da abóbora
Flor feminina da abóbora. Note o ovário da flor (a minúscula abóbora na base da flor), que após a polinização se desenvolverá no fruto - imagem original: nociveglia - Licença Creative Commons

Tratos culturais

Uma adubação pode ser feita se as plantas não estão crescendo vigorosamente.
A presença de insetos polinizadores, principalmente abelhas, é necessária para a polinização das flores e a formação dos frutos. Se não houver abelhas e não houver formação de frutos, realize a polinização das flores manualmente com a ajuda de um pequeno pincel de cerdas suaves, lembrando que a planta produz flores que podem ser masculinas, que produzem pólen e não formam frutos, e femininas, que formam os frutos se polinizadas com o pólen das flores masculinas (cada planta têm ambos os gêneros de flores). Cultivares híbridos de abóbora e moranga produzem poucas flores masculinas e não produzem pólen, assim cultivares de abóbora ou moranga devem ser cultivados no mesmo local para que a polinização dos híbridos seja possível.

Abóbora gigante
Há uma enorme variabilidade no tamanho, forma e cores das abóboras e morangas. Aqui uma abóbora gigante pesando aproximadamente 782 Kg (1725 libras) - imagem original:Ann Rafalko - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita da abóbora ou da moranga pode começar de 85 a 150 dias depois do plantio, dependendo do cultivar e das condições de cultivo. Colha a abóbora ou a moranga quando o talo do fruto ficar amarelo ou marrom, podendo até chegar a rachar em alguns cultivares. Se a abóbora ou moranga não for consumida em breve, colha o fruto com o maior talo possível. Frutos sem talo podem estragar mais rápido e são menos valorizados quando são utilizados para fins de decoração.
As folhas e flores também podem ser utilizadas como alimento, e as sementes de alguns cultivares são usadas como aperitivo, depois de torradas e salgadas

AMENDOIM -


As informaões a seguir Valdemir Mota de Menezes obteve no site:
http://www.hortas.info/como-plantar-amendoim

Amendoins
Amendoim - imagem original: Eder Fortunato - Licença Creative Commons
O amendoim (Arachis hypogaea) é uma planta da família Fabaceae, como o feijão e a ervilha. Suas vagens, no entanto, se desenvolvem dentro do solo. O pedúnculo floral, após a polinização, curva-se para baixo, continuando a crescer até enterrar o ovário da flor. No solo, as vagens se desenvolvem e amadurecem.
Vagens de amendoim na terra
As vagens do amendoim se desenvolvem dentro do solo - imagem original: Biswarup Ganguly - Licença Creative Commons
Há três principais grupos de cultivares de amendoim:
Grupo Espanhol ou Spanish - cultivares do grupo Espanhol têm plantas que crescem eretas, de colheita precoce, com sementes pequenas e claras, e que têm a maior quantidade de lipídeos. Suas vagens têm duas sementes.
Grupo Valência - cultivares de grupo Valência também têm plantas que crescem eretas, de colheita precoce, mas suas sementes são escuras e suas vagens têm de 3 a 5 sementes.
Grupo Virgínia - cultivares do grupo Virgínia têm plantas muito ramificadas, de crescimento arbustivo ou rasteiro, e de colheita tardia. Apresentam sementes grandes, geralmente com duas sementes por vagem.
Crescimento das vagem de amendoim
Após a polinização da flor, os ovários fecundados terminam de se desenvolver em vagens dentro do solo. Nesta imagem os ovários estão indo para o solo - imagem original: Alain Busser - Licença Creative Commons

Clima

O amendoim pode ser cultivado em regiões que apresentam temperaturas médias entre 20°C e 30°C durante todo o ciclo de cultivo da planta. A planta não suporta baixas temperaturas. Como a chuva prejudica a polinização, o ideal é que o clima permaneça seco durante o período de floração.

Luminosidade

O amendoim necessita de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.
Folhas do amendoim
O amendoim necessita de uma boa disponibilidade de água nos dois primeiros meses de cultivo. Quando a planta está bem desenvolvida, ela é resistente a curtos períodos de seca - imagem original: Yun Huang Yong -Licença Creative Commons

Solo

Cultive de preferência em solo bem drenado, leve, solto, fértil e rico em matéria orgânica. O pH do solo ideal para o cultivo de amendoim situa-se entre 5,5 e 6,5. A planta pode formar em suas raízes uma associação simbiótica com bactérias conhecidas como rizóbios ou rhizobium (gênero Bradyrhizobium), capazes de fixar o nitrogênio do ar no solo como amônia ou nitrato, provendo pelo menos parte do nitrogênio necessário para as plantas.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. Durante a floração reduza ou suspenda a irrigação para não prejudicar a polinização.
Flor do amendoim
Flor do amendoim - imagem original: H. Zell - Licença Creative Commons

Plantio

As sementes geralmente são plantadas direto no local definitivo. As sementes também podem ser plantadas em pequenos vasos ou copinhos de papel jornal com 10 cm de altura. As mudas são transplantadas quando têm de 10 a 15 cm de altura.
O espaçamento recomendado é de 15 a 30 cm entre as plantas e de 60 a 80 cm entre as linhas de plantio.
O amendoim pode ser cultivado em vasos e outros contêineres, mas estes devem ter um diâmetro mínimo de 50 cm.

Tratos culturais

Mantenha a plantação livre de plantas invasoras que competem com o amendoim por recursos e nutrientes.
Para os cultivares que crescem eretos (grupos espanhol e valência), amontoe terra junto às plantas antes da floração ou assim que surgirem as primeiras flores. Isto facilita a chegada do ovário da flor ao solo e melhora a produtividade.
Colheita de amendoins
A planta do amendoim é puxada da terra quando suas folhas amarelam, e então deve ficar secando por uma ou duas semanas, até que as vagens se soltem da planta com facilidade - imagem original: Mike Fernwood- Licença Creative Commons

Colheita

A colheita das vagens pode ser feita de 100 dias a quase seis meses após a semeadura, variando conforme o cultivar plantado e as condições de cultivo.
A colheita do amendoim é realizada quando as folhas das plantas estão amareladas. Retire algumas vagens da terra e verifique se a parte interna da vagem apresenta veios mais escuros, o que indica que estão maduras e prontas para a colheita.
As plantas são arrancadas do solo e deixadas em local protegido da chuva e umidade com as raízes e vagens expostas, para secagem por uma ou duas semanas. Se a colheita for atrasada, ao arrancar a planta, as vagens podem se destacar da planta e ficar no solo. Após a secagem, as vagens se soltam da planta facilmente e podem ser recolhidas e armazenadas em local fresco e seco por vários meses, ou os amendoins podem ser retirados e utilizados.
O fungo Aspergillus flavus pode se desenvolver se a colheita for realizada em condições de alta umidade, se houver demora na secagem ou se o amendoim for armazenado de forma inadequada. Este fungo produz aflotoxinas, que são substâncias tóxicas e altamente carcinogênicas, sendo portanto um sério risco a saúde. Se o amendoim estiver contaminado ou apresentar sinais de bolor, ele não deve ser aproveitado de forma alguma para alimentação humana ou animal.
Amendoins

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CENOURA

Cenoura


Clima e Solo

A semente da cenoura germina muito bem a uma temperatura constante de 10ºC até 30ºC. A 10ºC, a germinação inicia dezessete dias após a semeadura, e a 30ºC, aos seis dias. A 35ºC, ela é regular, entre oito e nove dias, mas a 40ºC não há germinação.

Quando, após a germinação, a temperatura se eleva bastante e há aquecimento excessivo da superfície do solo, a região do colo é queimada e muitas plantas morrem. A fim de diminuir os efeitos maléficos da forte insolação, deve-se semear em fileiras e proteger o solo, entre as plantas, com cobertura morta, como capim seco sem sementes, palha dos arrozais, etc.
Estudos efetuados nos Estados Unidos mostraram que a temperatura tem influência sobre as raízes, que apresentam melhor desenvolvimento e coloração quando a média mensal da temperatura varia de 15,5 a 21ºC. Verificou-se, ainda, que baixas temperaturas médias conduzem à formação de raízes mais compridas que o normal, acontecendo o contrário quando as temperaturas médias são elevadas.

No Estado de São Paulo, é possível colher cenoura de boa qualidade o ano todo, desde que sejam tomados os cuidados necessários ao bom êxito da cultura.

A cenoura em germinação e quando nova, é muito fraca e fatores adversos podem causar falhas na cultura. Assim, o vento excessivo, secando a superfície do solo, cria uma crosta difícil de ser rompida pela semente em germinação. Também a chuva excessiva e forte, comum no período mais quente do ano, logo após a semeação, causa a compactação do solo dificultando a germinação.

Esses dois fatores adversos podem ter seus efeitos diminuídos pela cobertura morta do solo, que será retirada ao iniciar-se a germinação.
O solo, para o cultivo da cenoura, deve ser rico em elementos minerais, matéria orgânica, profundo, com propriedades físicas ideais para que as raízes tenham rápido desenvolvimento, sem encontrar obstáculos.

Como essa planta é ligeiramente tolerante à acidez do solo, são recomendáveis os terrenos cujo pH esteja entre 5,5 e 6,8.

Os solos pesados, para produzir boas cenouras, necessitam de adubos orgânicos que melhorem suas propriedades físicas, tais como esterco curtido, composto curtido, etc.

A terra para semeação precisa ser bem destorroada. Para isso, após a aração, deve ser trabalhada diversas vezes com grade ou rastelo. Sendo as sementes de cenoura pequenas - um grama, em média, possui 950 sementes - só é possível haver boa germinação e bom crescimento em terreno bem preparado.


Plantio

As sementes de cenoura são encontradas nas casas comerciais importadoras, que as recebem da Europa e dos Estados Unidos.

Um grama de sementes de cenoura contém 900 a 1000 sementes. Aquelas com boa viabilidade, após a colheita, dão plantas normais em quantidade satisfatória até três anos, e manterão esta germinação por muito tempo se conservadas em condições apropriadas de armazenamento: estas são em geral, o inverso das melhores condições para germinação e seus dois mais importantes fatores são o teor de umidade da semente e a temperatura do local de armazenamento.

A boa semente de cenoura deve ter mais de 80% de poder germinativo; aquelas com 55% de poder germinativo são consideradas como de condição mínima para obter boa plantação, e, antes do plantio, devem ser desinfetadas com fungicidas seco ou outro produto similar.

A semeadura é efetuada diretamente no local definitivo, em terreno bem preparado, a profundidade de meio a um centímetro, a lanço ou de preferência, em sulcos. Estes devem ser feitos no sentido da largura do canteiro de semeação, que deve ter de um a um metro e vinte de largura e dez a quinze metros de comprimento, deixando-se, entre eles, um caminho de trinta a quarenta centímetros.

Nos sulcos, espaçados de vinte centímetros entre si, as sementes são uniformemente distribuídas, cobrindo-se com terra do próprio canteiro e apertando-se ligeiramente.

A semeadura pode ser efetuada em espaçamentos maiores entre as fileiras, de trinta e cinqüenta centímetros, a fim de permitir tratos mecânicos.

A semeação em sulcos facilita a germinação das sementes, bem como os trabalhos de limpeza de ervas daninhas, e permite a escarificação do solo entre as plantas, para facilitar a penetração da água de irrigação ou chuva.

Se as sementes possuírem 80% ou mais de poder germinativo, devem se colocar dois gramas delas por metro quadrado de canteiro. Assim, um hectare (10.000m2) de canteiro necessitará 20 quilos de sementes.

A semeadura a lanço, embora mais fácil de ser feita do que em sulcos, apresenta as seguintes desvantagens: maior dificuldade na germinação de sementes, que devem nascer isoladamente (no sulco); o rachamento do solo permite a germinação das mais fracas ou situadas mais profundamente; impossibilidade de se fazer escarificações, e dificuldades em limpeza manual ou mecânica das ervas más.

Ambos os sistemas de semeação permitem o emprego de herbicida seletivo; aquele em sulco, porém, é mais econômico porque a pulverização deve ser feita somente na linha de plantio. Entre as fileiras, o mato é eliminado capinando com sachos.

Muitas vezes, o lavrador desconhece o poder germinativo da semente que adquire; em conseqüência, ou coloca muita semente com ótimo poder germinativo, em determinada área, e as plantas nascem amontoadas aumentando o trabalho de desbaste, ou age ao contrário e elas nascem muito afastadas entre si.

Convém, pois, conhecer previamente o poder germinativo da semente. Um meio prático, para tanto, consiste no seguinte: colocar, em uma pequena lata (1L) vazia, até a metade, areia e, sobre esta após umedecê-la um pedaço de mata-borrão que contém cem sementes representando uma amostra fiel.
Conservar a lata em local claro, mas sem luz direta, cobrindo-a com um pedaço de vidro de janela e mantendo úmido o mata-borrão. Contar as sementes germinadas, oito a dezesseis dias mais tarde, tendo, assim aproximadamente, o seu poder germinativo, em porcentagem.

Quando a área for pequena, após a semeadura, no intuito de evitar a formação de crostas terra, é recomendável cobrir o solo com capim seco, sem sementes, retirando-o logo no início da germinação.

Logo em seguida à semeação, irriga-se diariamente até a germinação completa, a qual espaçam-se as regas, de acordo com a necessidade.
É muito difícil semear a cenoura na distância em que deve ficar, assim para se obter um bom número de plantas, é necessário semear uma quantidade ligeiramente superior à desejada, o que exigirá o desbaste. É recomendável que se efetuem dois desbastes: o primeiro: de quinze a vinte dias após a germinação, deixando as plantas espaçadas de dois a três centímetros na fileira, e o segundo: de quinze a vinte dias depois do primeiro aumentado o espaçamento na fileira, para cinco a seis centímetros. Em grandes culturas, a fim de diminuir o gasto com a mão-de-obra, fazer apenas um desbaste, cerca de trinta dias após a germinação, ficando as plantas distanciadas de cinco a seis centímetros na fileira.
Entretanto, o espaçamento entre as plantas na fileira, depende do tipo de solo. Assim em solos soltos, as plantas podem ficar juntas do que naqueles pesados, argilosos, porque a cenoura, para se encontra mais facilidade no primeiro tipo de terra.
A consorciação pode ser feita com feijão, tomate, rabanete, alface, manjerona e ervilha. A rotação deve ser feita com hortaliças de outras famílias e plantas adubadeiras-leguminosas. A cebola, cebolinha, alho-poró, alecrim e salvia ajudam a repelir as pragas.







cenoura Colheita e Embalagem

Ao se fazer o segundo desbaste, algumas raízes tenras poderão ser aproveitadas para vários usos domésticos, e, nas grandes plantações comerciais, para a alimentação dos animais. As colheitas nas pequenas plantações são efetuadas a mão ou com a ajuda de enxadão. Nas grandes culturas comerciais, aconselha-se o emprego por pessoa habilitada do enxadão ou do arado, “bico-de-pato”. O melhor mesmo é arrancá-las a mão. As plantas estão em condições de ser colhidas quando as folhas inferiores começam a amarelar ou secar e as superiores se abrem, chegando a encostar as pontas na superfície do solo. A colheita das variedades de média precocidade, tipo “Nantes”, começa desde oitenta dias, a contar da semeadura, com cenouras ainda em crescimento e se prolonga por mais vinte a quarenta dias, quando estão bem desenvolvidas. Na época mais fria do ano, a germinação e o crescimento são mais lentos do que quando a temperatura se eleva mais. A produtividade da cenoura é dependente de vários fatores, já citados em capítulos anteriores a saber: variedade, clima, época de plantio, adubação, solo, tratos culturais, etc. Contudo, cultivando-se tecnicamente e usando a variedade adequada, como a Nantes, pode-se colher até 3,5kg/m2 de cenoura (sem folhas). Embalagem: As cenouras, para venda em pequenas quantidades, podem ser lavadas e amarradas com folhas, em maços de cinco a oito, conforme o tamanho. Para grandes quantidades, depois de cortadas as tolhas, as cenouras são lavadas e selecionadas, eliminando-se as defeituosas e com ferimentos. Deve-se usar caixas de madeiras ou plástica. As dimensões da caixa de madeira são, em média, 35cm(altura)x 49cm(comprimento)x 24cm(largura), com peso médio de 4,3kg, comportando 438 cenouras da variedade “Nantes”, sem folhas, com peso médio de 61 gramas ainda não completamente desenvolvidas, finalizando um peso líquido total de 26,8kg. Quando as raízes são bem desenvolvidas, cada caixa comporta o peso líquido de 23 a 24 kg. Para transporte a grandes distâncias, é mister usar gelo moído entre as camadas de cenoura ao se fazer a embalagem. Já nos ou caminhões, espalhar grandes pedaços de gelo de quinze a vinte centímetros de espessura, sobre a camada superior das caixas. Para armazenagem recomendam-se as temperaturas de 0ºC e a umidade relativa do ar entre 90 e 95%. Empilhadas de forma a permitir a circulação de ar entre as caixas, as cenouras podem conservar-se por vários meses, porém, murcham com baixa umidade, mesmo com temperatura recomendável. Nos refrigeradores domésticos, quando guardadas em sacos plásticos, a conservação é boa, caso contrário murcham em poucos dias.


Cenoura


Generalidades

A cenoura é botanicamente classificada como Daucus carota, L., da famíliaUmheliferae, originária da Europa e da Ásia. É a principal hortaliça, cuja parte comestível é a raiz.
Segundo o francês Laumonnier, sua cultura remonta a mais de dois mil anos, entretanto, na França, somente após o século XVI começou a se expandir, sendo que a maioria das variedades melhoradas foi obtida depois de 1958.

Extensivamente cultivada nos países civilizados, especialmente nos de clima  temperado, tornando-se bastante popular após a década de 40, ocupando áreas consideráveis em alguns países.

Sua importância aumenta à medida que se torna mais conhecida como excelente alimento de proteção, rica em vitaminas e sais minerais, recomendado pelos médicos especialmente para alimentação de crianças e pessoas anêmicas.

No Brasil, essa hortaliça é cultivada nos Estados do sul e sudeste, destacando-se o de São Paulo, onde se encontram plantações em quase todos os municípios.