terça-feira, 28 de maio de 2013

CULTIVO DE BANANA

Valdemir Mota de Menezes, leu e gostou desta matéria.

 

Tecnologia no cultivo da banana melhora a qualidade dos frutos

Agricultores familiares de União Bandeirantes, município de Porto Velho, aplicam novos conhecimentos no plantio da banana e passam a produzir frutos de melhor qualidade
GleiceMere
Gleire Mere
O agricultor Pedro Farinheiro está satisfeito com a nova tecnologia no cultivo da banana O agricultor Pedro Farinheiro está satisfeito com a nova tecnologia no cultivo da banana
Porto Velho - Desbastar, desfolhar, adubar, corrigir a acidez do solo e aterrar a bananeira são alguns dos conhecimentos técnicos repassados por técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) aos produtores de banana do distrito de União Bandeirantes, município de Porto Velho. A ação faz parte do Projeto Tempo de Empreender Rondônia, desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Camargo Corrêa, Construtora Camargo Corrêa e Energia Sustentável do Brasil, empresa criada especialmente para investir no projeto da Usina Hidrelétrica Jirau (UHE Jirau).

O distrito é uma das comunidades localizadas no entorno da obra da UHE Jirau que receberão assistência para a viabilização técnica e econômica na produção e comercialização de frutas, especialmente o abacaxi, a banana e o açaí. Desde o segundo semestre de 2010, técnicos da Emater têm visitado propriedades de agricultores familiares e realizado dias de campo na região. O resultado é muiito positivo. Nos primeiros seis meses de assistência técnica, muitos agricultores aplicaram os novos conhecimentos em suas propriedades e obtiveram frutos de melhor qualidade.

Segundo o agricultor Agnaldo dos Santos, conhecido como Pedro Farinheiro, antes de melhorar a qualidade dos frutos que produzia em sua propriedade, ele vendia uma caixa de banana a R$ 7. Hoje, vende por R$ 15. “No meu sítio, não uso agrotóxicos e faço plantio consorciado, assim evito a proliferação das pragas que costumam aparecer na monocultura", diz.
Santos prossegue, satisfeito: "Com os técnicos da Emater, aprendi a fazer armadilhas ecológicas para capturar a broca da bananeira, que é um besouro que se desenvolve na planta e faz com que as folhas fiquem amarelas, os cachos se tornem pequenos e as plantas fiquem sujeitas a tombar.  Ao usar a tecnologia, percebi que a qualidade e produtividade do meu plantio aumentaram, assim como o preço pago pelo meu produto".
Serviço:
Sebrae em Rondônia: (69) 3217.3829
Site: www.ro.agenciasebrae.com.br

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  FONTE: http://www.ceplac.gov.br/radar/banana.htm

Banana

A banana é uma das principais frutas de consumo popular no Brasil. A bananeira encontra-se distribuída por todo o território nacional, situando-se entre os principais cultivos, em área plantada, volume produzido e valor da produção. Constitui-se numa das principais alternativas de diversificação agrícola da Região Sudeste da Bahia, por adaptar-se as condições edafoclimáticas e possuir excelentes perspectivas de mercado como fruta fresca ou industrializada. Além disso, é um cultivo de produção rápida (aproximadamente um ano) e pode ser utilizada facilmente em consórcios.
Clima
A bananeira é tipicamente tropical, desenvolve-se melhor em locais com temperaturas médias de 20 a 24º C e umidade relativa do ar superior a 80%, pois essas condições aceleram a emissão de folhas. o lançamento das inflorescências e uniformiza a coloração dos frutos, apesar de favorecer a ocorrência de várias doenças foliares. A planta exige uma precipitação pluviométrica de 100 a 180 mm mensais. A deficiência de água no solo ocasiona paralisação das atividades da planta, causando amarelecimento das folhas, aumento do ciclo e redução do tamanho dos cachos. Os ventos fortes causam redução da área foliar (fendilhamento das folhas), tombamento e desidratação das folhas, ocasionando danos econômicos. A bananeira se desenvolve em locais cm plena luz.

Solo

A bananeira se adapta em vários tipos de solos, no entanto, a maior aptidão e capacidade produtiva ocorrem nos areno-argilosos, férteis, profundos, ricos em matéria orgânica e em cálcio e magnésio, bem drenados e com boa capacidade de retenção de água.

Cultivares

Nanicão – É uma cultivar de porte médio a baixo (3 a 3,5 m). Os cachos são cilíndricos, com peso de 30 kg e 11 pencas, em média. Os frutos pesam 150 g, aproximadamente e têm sabor idêntico ao da Nanica.  É susceptível à Sigatoka amarela e negra, ao Moko e aos nematóides. Apresenta tolerância ao Mal-do-panamá, mediante susceptibilidade à broca e maior resistência à seca que a cultivar Nanica.
Prata – Conhecida também como Prata-comum ou Pratinha, possui porte alto (4 a 6 m). Os cachos pesam de 9 a 12 Kg e possuem, em média, 7,5 pencas. OS frutos pesam em torno de 100 gramas e apresentam sabor agridoce agradável.  É susceptível à Sigatoka amarela e negra, ao Moko, medianamente susceptível ao Mal-do-panamá medianamente resistente à broca e aos nematóides.
Pacovan – Resultante de uma mutação da Prata, é atualmente a cultivar mais plantada no Norte e Nordeste do país. Possui porte alto (6 a 7 m). Os cachos são cônicos, com peso de 16 Kg e 7,5 pencas, em média. Os frutos são grandes, com quinas salientes (mesmo quando maduros) e casca grossa. Pesam 122 g em média, e apresentam sabor menos intenso que a Prata. É susceptível à Sigatoka amarela e negra e ao Moko, moderadamente susceptível a Mal-do-panamá, medianamente resistente aos nematóides e brocas. É sujeita ao tombamento pela ação dos ventos.
Prata-anã - Cultivar não pertencente ao grupo da Prata, que apresenta frutos muito semelhantes. Porte médio a baixo (3 a 4 m). Os cachos pesam de 14 a 16 Kg e possuem 7,6 pencas, em média. Os frutos pesam 110 g e apresentam sabor parecido aos da cultivar Prata. É susceptível à Sigatoka amarela e negra e ao Moko, medianamente susceptível ao Mal-do-panamá, medianamente resistente aos nematóides e brocas. É a cultivar do tipo Prata mais plantada e comercializada no Centro-Sul e Centro-Oeste do Brasil.
Maçã – Preferida pelos consumidores do Centro-Sul do país. Possui porte médio (4 m) e cachos com de 11 Kg e 15 pencas/cacho em média. Os frutos pesam 115 g e apresentam polpa branca, suavemente perfumada e de sabor agradável. É extremamente susceptível ao Mal-do-panamá e ao Moko, moderadamente resistente à Sigatoka amarela e negra e as brocas. Devido à ata suscetibilidade ao Mal-do-panamá, tem sido desaconselhado seu plantio, apesar dos excelentes preços obtidos nos mercados.
Terra – É utilizada cozida, frita  ou assada e preferida pelos consumidores das regiões Norte e Nordeste. Apresenta porte alto (6 a 7 m). Os cachos pesam 25 Kg e possuem 10 pencas, em média. Os frutos pesam 150 g, possuem polpa de coloração amarelo-alaranjada e sabor “travado”, em função do alto teor de amido, mesmo quando maduros.

Seleção e tratamento de Mudas

É uma fase muito importante para o sucesso do futuro pomar. O bananal fornecedor de mudas deve estar sadio, cm plantas vigorosas e sistema radicular e rizoma sem deformações, necroses, galerias de brocas, insetos ou outras anomalias. As mudas poderão ser de dois tipos: Rizoma inteiro e pedaços de rizoma. Com o material selecionado, deve-se proceder a limpeza, eliminando as raízes e solo adendo. Recomenda-se a eliminação de qualquer parte escura, necrosada ou com galeria de brocas, as quais são fontes de inóculos de doenças e nematóides e/ou pragas. Após a limpeza, realizar o tratamento químico da muda, que consiste na imersão em solução com nematicida, a 0,2%, ou água sanitária a 1% por 15 minutos.

Preparo de área e Plantio

O preparo da área pode ser manual ou mecanizado. O primeiro consiste na limpeza da área, balizamento, abertura de cova (40 x 40 x 40 c, para solos mais argilosos, e 30 x 30 x 30 cm, para solos mais arenosos), adubação e plantio. O segundo, na limpeza a área, aração, gradagem, calagem, sulcamento, adubação e plantio. O plantio deve ser efetuado na época das chuvas. As covas ou sulcos deverão ser previamente adubados com 125 g de superfosfato triplo e 10 a 20 litros de esterco de gado curtido.

Tratos culturais

O controle de ervas daninhas, desfolha, desbaste, adubação, eliminação do “coração” e de pencas, ensacamento, controle de erosão e escoramento são práticas usuais no pomar. O bananal deve estar livre do mato que concorre por nutrientes e água. Para tal, deve-se  proceder à capina nas linhas e roçagem e/ou aplicação de herbicidas nas entrelinhas. O desbaste, que consiste na eliminação do excesso de rebentos da touceira, é uma prática necessária para manter um número de plantas capaz de obter maior produtividade com qualidade dos frutos. Os desbastes são realizados do quarto ao sexto mês após o plantio, quando os rebentos atingem de 20  30 cm de altura. Corta-se o rebento rente ao solo e extrai-se a gema apical de crescimento. A adubação deve ser de acordo com as análises do solo, no entanto, tem-se usado com resultados satisfatórios 125 g de superfosfato triplo; 750 g de cloreto de potássio, em 3 vezes, e 400 g de uréia, em 4 vezes por planta/ano. A desfolha (retirada das folhas secas, mortas e/ou com pecíolo quebrado) deve ser realizada para arejar o interior do pomar e incorporar matéria orgânica ao solo.

Tratos fitossanitários

A broca do rizoma (Cosmopolites sordidas), tripes-da-flor (Frankliniella spp.) e abelha arapuá (trigona Spinipes) são as principais pragas da bananeira que ocorrem na região. As brocas causam sérios danos aos bananais, pois abrem galerias no rizoma, debilitando as plantas e tornando-as mais sujeitas ao tombamento e à penetração de microorganismos patogênicos. As plantas atacadas tornam-se raquíticas, com folhas amareladas que ocasionam a diminuição da produtividade e qualidade dos frutos. Seu controle começa antes do plantio, com a seleção e/ou tratamento das mudas. No pomar já instalado, recomenda-se o uso de iscas e/ou aplicação de inseticidas específicos.
O tripes-da-flor é facilmente controlado cm aplicação de inseticidas fosforados nas inflorescências e com a remoção do “coração”.
Na região Norte, as principais doenças são:
a.  Mal-do-panamá (Fusarium oxisporium) que ocasiona o amarelamento das folhas, seguido de murchamento, seca e quebra, ficando pendentes, tipo um guarda-chuva semifechado; internamente, os feixes vasculares ficam de coloração pardo-avermelhado. O controle é preventivo, por meio de variedades tolerantes, mudas sadias, controle rigoroso da nutrição da planta, controle sistemático de brocas e nematóides e manutenção dos solos bem drenados e ricos em matéria orgânica.
b.   Sigatoka amarela (Mycospharella musicola), que é fortemente influenciada pelas condições climáticas, onde temperaturas acima de 23°, combinadas com umidades do ar maiores que 80% e pluviosidade elevada, são as condições ideais para o desenvolvimento da doença. Os sintomas principais são a ocorrência de necrose em forma de estrias, que vão se unindo até comprometer totalmente a folha. Conseqüentemente, ocasiona diminuição da produtividade e quantidade dos frutos. Seu controle é feito com pulverizações quinzenais de óleo mineral com fungicida sistêmico (proficonazol ou benomyl).
c.   Nematóides.
d.  Doenças dos frutos causadas por fungos, embora existam outras doenças importantes para a bananeira que não ocorrem nessa região.

Colheita e Rendimento

Na Região Sudeste da Bahia, a colheita ocorre do 10° ao 14° mês após o plantio, dependendo da cultivar e manejo adotado, além dos fatores climáticos. O rendimento (t/ha/ciclo) esperado por cultivar é de 13-15 para Prata, Pacovan, 15-20, Prata-anã 15-20, Maçã 10-12, Nanicão 25-30 e 15-20 para a Terra.

José Basílio Vieira Leite
Engenheiro Agrônomo, MS

Extraído do Jornal CEPLAC Notícias - maio 2001


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Algumas  Informações  para  o  Cultivo  da  Bananeira
Espaçamento : 3 a 4 metros entre plantas (4 x 5 m no caso da banana maçã)
Cova : largura - 40 cm, comprimento - 40 cm e profundidade - 40 cm.
Adubação : misturar com parte da terra retirada da cova, 10 litros de esterco de curral curtido ou 2 litros de esterco de aves curtido ou 1 litro de torta de mamona mais 250 g de superfosfato simples e 250 g de calcário. Essa mistura deverá ser colocada na cova sem encher totalmente (deixar um desnível de + 10 cm) e molhar bem.
Plantio : deve ser feito à tarde e de preferência 1 a 2 semanas após o preparo da cova; a muda é retirada da bandeja e plantada cobrindo ligeiramente o torrão, firmando bem a terra ao seu redor e irrigando em seguida. È importante regar nos primeiros dias após o plantio para assegurar o pegamento.
Adubação de Cobertura : para um melhor desenvolvimento da planta e produção, recomenda-se aos trinta e aos sessenta dias após o plantio, colocar cerca de 30 g de adubo nitrogenado (sulfato de amônio ou nitrocalcio) em círculo, a uma distância de 20 cm da planta. Posteriormente recomendam-se de 2 a 3 adubações por ano com adubos ricos em Nitrogênio e Potássio (por exemplo: fórmulas 14-07-28 ou 20-05-20). Anualmente deve-se também colocar alguma forma de composto orgânico, cerca de 50 cm da planta e levemente incorporado ao solo.
Colheita : colhe-se o primeiro cacho da bananeira 1 a 1,5 ano depois de plantada, em função do local. Nos anos seguintes cada touceira produz de 1 a 2 cachos por ano, sem precisar plantar novamente.
As bananeiras Prata Anã e Grand Naine (Nanicão) apresentam plantas de porte médio (+ 3 m) e cachos de até 30 e 50 kgs, respectivamente.
A muda de laboratório pode, também ser usada como planta ornamental se for plantada em vaso com pelo menos 5 litros de capacidade, contendo composto orgânico ou terra vegetal e mantida em ambiente sombreado e protegida de vento.
Obs .: essas informações são baseadas em recomendações técnicas e em resultados práticos, porém servem apenas como referência. Consulte um Engenheiro Agrônomo ou um técnico especializado para maiores detalhes.
Multiplanta Tecnologia Vegetal Ltda
Andradas, MG
Fone/Fax: (35) 3731-1649

 

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