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domingo, 17 de maio de 2015

PUPUNHA

Escriba Valdemir Mota de Menezes

Pupunha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Como ler uma caixa taxonómicaBactris gasipaes
Pupunha (Bactris gasipaes)

Pupunha (Bactris gasipaes)
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Plantae
Superdivisão:Spermatophyta
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Commelinidae
Ordem:Arecales
Família:Arecaceae
Género:Bactris
Espécie:B. gasipaes
Nome binomial
Bactris gasipaes
Sinonímia botânica
Bactris ciliata (Ruiz & Pav.) Mart.
B. insignis (Mart.) Baill.
B. speciosa (Mart.) H. Karst.
B. utilis (Oerst.) Benth. & Hook. f. ex Hemsl.
Guilelma chontaduro Triana
G. ciliata (Ruiz & Pav.) H. Wendl.
G. gasipaes (Kunth) L. H. Bailey
G. insignis Mart.
G. speciosa Mart.
G. utilis Oerst.
Martinezia ciliata Ruiz & Pav.
entre outras.
Bactris gasipaes Kunth, conhecida pelos nomes comuns de pupunhapupunheira e pupunha-verde-amarela1 , é uma planta da família Arecaceae (antiga Palmae). Pode crescer até 20 m e é originária das florestas tropicais do continente americano. É muito conhecida e consumida pelas populações nativas da América Central até a Floresta Amazônica, sendo há séculos utilizada na sua alimentação.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Pupunha" é oriundo do tupi pu'puña1 .

Características[editar | editar código-fonte]

Os frutos são frequentemente consumidos depois de cozidos em água e sal ou na forma de farinha ou óleo comestíveis. Contudo, também podem ser matéria-prima para a fabricação de compotas e geleias.

Detalhe do fruto da pupunha
Existe uma grande variedade de aves que se alimentam da pupunheira silvestre, principalmente asararas, os papagaios e os periquitos (Psittacidae), os quais, ocasionalmente, podem ser espécies endêmicas com risco de extinção.
No Brasil, essa planta é uma solução viável para a indústria palmiteira porque apresenta características agronômicas adequadas para a substituição, com vantagens, de outras palmeiras nativas, como o açaí (Euterpe oleraceae) e a juçara (Euterpe edulis), que são exploradas de forma extrativista e predatória e, por isso, apresentam restrições legais e risco de extinção. O mercado interno brasileiro de palmito é cerca de cinco vezes maior do que o externo, que, no entanto, apresenta uma demanda crescente, devido ao crescento uso do produto na culinária internacional. O cultivo da pupunha é economicamente importante também para a Costa Rica.
Composição por 100 g de polpa (mesocarpo):

Pragas e doenças[editar | editar código-fonte]

Pragas: Ácaro (Tetranychus mexicanus), formiga saúva (Atta spp.), broca-do-olho-do-coqueiro (Rhychophorus palmarum), broca-das-raízes (Strategus aloeus).
Doenças: Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), helmintosporiose (Helminthosporium sp.), podridão-do-broto (Phytophora sp.), mancha-parda (Mycospharella sp.),podridão-branca (Monilia sp.).

Vantagens comerciais[editar | editar código-fonte]

A pupunheira apresenta uma série de vantagens para produção de palmito em relação às outras palmeiras nativas como o açaí (Euterpe oleraceae Mart.) e a juçara (Euterpe edulis Mart.), que são exploradas de forma extrativista e por isso apresentam restrições legais e risco de extinção. As principais vantagens para a exploração comercial de palmito da pupunheira são:
  1. precocidade, com o primeiro corte a partir de 18 a 24 meses após plantio;
  2. perfilhamento da planta mãe, chegando a mais de 15 perfilhos, o que permite repetir os cortes nos anos subseqüentes, sem necessidade de replantio da área;
  3. qualidade do palmito, geralmente o palmito tem comprimento de 40 cm e diâmetro entre 1,5 – 4 cm, sendo muito macio e saboroso;
  4. lucratividade, quando plantado e conduzido adequadamente, um hectare produz de 5.000 a 12.000 palmitos por ano;
  5. segurança para o produtor, pois o palmito pode ser deixado no pé ou quando cortado pode ser processado, envasado e guardado para ser comercializado quando o mercado se encontrar mais propício;
  6. facilidade nos tratos culturais e corte, uma vez que plantas selecionadas não apresentam espinhos;
  7. vantagens ecológicas, podendo a cultura ser conduzida a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, sem nenhum dano às matas nativas, fato este de grande apelo comercial, principalmente para a exploração do palmito visando o mercado externo.
Além disto, os frutos da pupunheira também podem ser aproveitados para a preparação de sucos, sorvetes e consumidos cozidos em água e sal, tendo sabor semelhante aomilho verde. O palmito de pupunheira, tem sabor agradável, macio, nutritivo e baixo teor calórico. Além disso, é rico em fibras e minerais, como potássio, cálcio e fósforo,vitaminas e aminoácidos importantes, podendo fazer parte das dietas com restrições calóricas, podendo ser consumido ao natural, cozido em água com sal e limão, assado ao forno ou em churrasqueiras e, mais tradicionalmente, na forma de conserva.

Design Sustentável[editar | editar código-fonte]

A pupunha também é aproveitada na confecção do compensado de pupunha, utilizado na produção de objetos de design e decoração. Trata-se de um compensado obtido a partir de ripas do estipe da palmeira, prensadas horizontalmente com adesivo de base vegetal. A parte aproveitável do estipe da pupunha para a confecção do compensado é a região periférica, considerada como material lenhoso de alta densidade e rigidez, alcançando um acabamento final de altíssima qualidade devido a sua superfície lisa, proporcionada pela sua textura fina.
Como já foi dito, a pupunha é uma palmeira amplamente utilizada na produção do palmito sustentável. Tal produção exige uma demanda contínua de sementes e mudas, originárias de matrizais – grandes áreas de cultivo de palmeiras adultas. Quando atingem maior idade, devido às grandes alturas e à diminuição da produção, que geram aumento dos custos, os produtores são forçados a manejar a touceira para dar lugar ao estipe em frutificação. Esse processo gera como subproduto um volume elevado de estipes, que são abandonados no local. Tal processo gera diversos problemas fitossanitários, como proliferação de doenças e fungos no pupunhal. É justo destes estipes que é fabricado este material, desenvolvido pela Fibra Design Sustentável, através de sua parceria com a ESDI-UERJ (Escola Superior de Desenho Industrial - Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Este novo material recebeu, em 2005, um dos mais importantes prêmios de design do mundo – o iF Awards - na categoria de novos materiais. O compensado foi consagrado com o prêmio máximo: o troféu Gold. Além de ter sido o único representante da América Latina entre os premiados de sua categoria, foi a primeira vez, em mais de 51 anos de existência do prêmio, que uma instituição de ensino recebeu tal premiação.
O trabalho foi consagrado com este prêmio por representar uma excelente alternativa (não-madeireira) ao desmatamento das florestas nativas para obtenção de madeira. Ao criar um novo processo produtivo em torno da Pupunha, o material agrega valor a um resíduo da agroindústria e permite a ampliação do ciclo de vida da espécie. Com isso apresenta uma nova alternativa de renda para os pequenos produtores rurais, e estimula a produção do palmito de Pupunha ono Brasil, ajudando a preservar outras espécies nativas de palmeiras, que vêm sofrendo com anos de exploração predatória.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
CommonsImagens e media no Commons
WikispeciesDiretório no Wikispecies

Referências

  1. ↑ Ir para:a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 418

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Guia Rural Plantar: 296 culturas de A a Z.. [S.l.]: Editora Abril. Capítulo: Pupunha. , 119-20 p.
  • Clement, Charlos R. Frutas da Amazônia. Rio de Janeiro: [s.n.], 1992. 28-37 p. vol. 14.
  • Galli, Ferdinando; CARVALHO, Paulo de Campos de; TOKESHI, Hasine; BALMER, Eric; KIMATI, Hiroshi; CARDOSO, Caio Octávio Nogueira; SALGADO, Clélio Lima; KRÜGNER, Tasso Leo; CARDOSO, Elke Jurandy Bran Nogueira; BERGAMIN FILHO. Manual de Fitopatologia: Volume II - Doenças das Plantas Cultivadas. 2 ed. São Paulo: Editora Agronômica "Ceres", 1980.
  • Gallo, Domingos; NAKANO, Octavio; SILVEIRA NETO, Sinval; CARVALHO, Ricardo Pereira Lima; BATISTA, Gilberto Casadei de; BERTI FILHO, Evoneo; PARRA, José Roberto Postali; ZUCCHI, Roberto Antônio; ALVES, Sérgio Batista; VENDRAMIM, José Djair. Manual de Entomologia Agrícola. 2 ed. São Paulo: Editora Agronômica "Ceres", 1998.
  • Lorenzi, Harri; SOUZA, Hermes Moreira de; MEDEIROS-COSTA, Judas Tadeu de; CERQUEIRA, Luiz Sérgio Coelho de; BEHR, Nikolaus von. Palmeiras do Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Editora Plantarum, 1996. 55 p.
  • SANTOS, João Felinto; FERNANDES, Francisco Gomes; SOUZA, Lázaro Costa de, BERLARMINO FILHO, José; ARANHA, Waldemar da Silva (2005) Cultivo da Pupunha (Bactris gasipaes HBK) para Produção de Palmito Salvo em 25 de março de 2005.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PUPUNHA


O escriba Valdemir Mota de Menezes e sua filha Valkirya estão colhendo palmito pupunha para comer no almoço.

PALMITO






A pupunha é uma palmeira nativa da região Amazônica e que é consumida na forma de frutos e de palmito, desde épocas pré-colombianas. É uma palmeira de clima tropical, de rápido crescimento e que, quando adulta, pode atingir mais de 20 metros de altura em poucos anos. Por essa razão, é usada também como uma palmeira ornamental.
Nos últimos anos, a importância dessa palmeira cresceu consideravelmente em nosso país, por ser uma excelente alternativa de cultivo para a agricultura.
O consumo dos frutos da pupunheira, cozidos em água e sal, é tradicional na região Amazônica, embora a produção venha de plantas nativas, mas suficientes para atender à demanda local. A partir dos anos 90, nos estados da região Sudeste e Centro-Oeste, teve início o interesse, por parte dos agricultores, no cultivo da pupunha, não para a produção de frutos, mas sim para fornecer palmito. O palmito é formado na parte apical as plantas, pelas raquis das folhas jovens. É uma iguaria valiosa, de grande aceitação no mercado, onde consegue preços elevados.









Palmeiras que produzem palmito
Atualmente, 95% do palmito produzido é cortado do Açaizero,outra palmeira nativa da Amazônia tropical, sobretudo na região do estuário do Rio Amazonas. Antes da década de 70, entretanto, o palmito era cortado de uma outra palmeira, a Juçara, nativa da Mata Atlântica. O corte indiscriminado de palmeiras nativas, leva, invariavelmente, ao decréscimo das populações naturais. Com o passar do tempo, palmeiras que ainda não florescem são cortadas. Nesse momento, o risco de extinção aparece, como já ocorreu com a Juçara e deve ocorrer, em breve, com o Açaí. É por essa razão que algumas pessoas começaram a pensar em outras palmeiras que pudessem produzir, de forma econômica e ecológica, palmito em escala industrial. Os especialistas em palmeiras chegaram à conclusão de que a palmeira que reunia maior número de pontos favoráveis era a pupunha.
As vantagens de se produzir palmito de pupunha
As principais vantagens para o plantio da pupunha, visando a produção de palmito, são:
a.precocidade: o primeiro corte ocorre entre 18 a 24 meses após o plantio no campo;
b.perfilhamento: a pupunha apresenta brotações de novas plantas, junto à planta mãe, permitindo que se possa repetir os cortes nos anos seguintes, sem necessidade de replantio da área.
c.qualidade do palmito: o palmito de pupunha tem um comprimento ao redor de 40 cm e diâmetro de 1,5 - 4 cm e é muito macio e saboroso, não tendo problemas de aceitação pelo mercado;
d.lucratividade: adequadamente plantado, um hectare produz entre 5.000 a 12.000 palmitos por ano, dependendo do número de perfilhos que se deixa após o corte da planta mãe e do diâmetro do palmito que se produz;
e.segurança para o produtor: o palmito não estraga, já que o agricultor pode deixá-lo no pé ou, então, envasá-lo, guardando os vidros e realizando as vendas quando achar conveniente. Não é como outros produtos, como hortaliças e frutas em geral, que amadurecem e precisam ser colhidos e que, quando colhidos, devem ser rapidamente vendidos e consumidos.
f.vantagens ecológicas: a pupunha deve ser produzida em cultura a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, de forma que se passa a produzir palmito de excelente qualidade sem nenhum dano às florestas nativas. essa é uma característica d grande apelo comercial, sobretudo para exploração do palmito, como um produto ecológico.
Condições para se produzir palmito de pupunha
O cultivo da pupunha para produção de palmito apresenta também, alguns requisitos básicos. Como trata-se de uma planta da floresta tropical, ela é muito exigente em água. Para regiões com mais do que dois meses seguidos de déficit hídrico, é necessária a irrigação. Entretanto, mais do que a quantidade de água, é importante a sua distribuição ao longo do ano. Pela nossa experiência, são necessários no mínimo 1300 - 1400 mm de água, bm distribuídos ao longo do ano, para que as plantas cresçam sem problemas. Outra limitação importante é atitude do local, que não deve ser superior a 850 m, provavelmente influenciada, em grande parte, pelas baixas temperaturas noturnas das regiões mais altas. De maneira geral, a pupunha prefere solos mais arenosos e friáveis do que aqueles solos pesados e muito argilosos. Embora exigente em água, a pupunheira não vai bem em solos encharcados, exigindo local com boa drenagem.










Plantio da cultura no campo
Deve-se evitar fazer o transplantio definitivo para o campo de mudas novas. O ideal é que elas tenham seis folhas e cerca de 40 cm de altura. O transplante deve ser efetuado em dias chuvosos ou nublados e com boa umidade no solo. Deve-se evitar aqueles dias claros e quentes, já que as plantas vão sentir mais o transplante. A despeito de todos os cuidados, as plantas sentem o transplante para o campo, ficando com as folhas amareladas e sentidas. Por cerca de seis meses elas praticamente quase não crescem. é importante que o agricultor saiba disso para que não desanime. É assim mesmo; e, passado esse período, elas começam a crescer lentamente. Mas o grande crescimento ocorre após os 10 - 12 meses do plantio no campo.
Quando se planta alguma cultura intercalar, nas entre linhas, o estabelecimento inicial da pupunha é melhor. Parece que, quando se planta apenas a pupunha, ocorre maior incidencia de doenças foliares e morte de plantas, sobretudo nos meses de abril a setembro, no planalto de são Paulo. Isso pode ser por causa da presença de ventos frios que prejudicam as plantas e aumentam a perda de água. Uma linha intercalar ajuda a fornecer um certo sombreamento inicial e protege as plantas de pupunha dos ventos.
Deve-se dar preferência por alguma leguminosa, como crotalária, feijão de porco, ou mesmo outras culturas. Entretanto, essa é uma questão delicada, que exige orientação técnica.









Espaçamento da cultura
O espaçamento entre as plantas no campo varia ao redor de 2 m x 1 m. Esse espaçamento, comporta 5.000 plantas por hectare e é o que garante maior profundidade de espaçamento. Mas outros espaçamentos também podem ser utilizados. Por exemplo: 2 m x 1,25 m, o que corresponde a 4.000 plantas/ha. Com esse espaçamento, embora haja uma menor produção de palmito, o retorno do investimento do plantio é mais rápido e o lucro líquido é, praticamente, equivalente ao que se consegue com 5.000 plantas/ha (uma diferença inferior a 5%). Há, ainda, outras alternativas, as quais podem ser viáveis para os pequenos produtores. Por exemplo: utilizando espaçamento de 3 m entre linhas de 1 m dentro da linha. No meio da entrelinha foi plantado maracujá, ou a pupunha foi plantada com a cultura de maracujá em produção. Nesse caso, há a possibilidade de se obter até duas safras de maracujá, antes do primeiro corte do palmito, o que é vital para o pequeno produtor rural, que não fica entre 18 a 24 meses sem nenhuma renda na área e tendo que arcar com todos os custos de implantação e custeio da cultura nesse período.
ESPAÇAMENTO
PLANTAS/HECTARE
1,5 x 1,5 m
4.445
2,0 x 1,5 m
3.333
2,0 x 1,25 m
4.000
2,0 x 1,0 m
5.000
2,5 x 1,0 m
4.000
3,0 x 1,0 m
3.333
Cuidados antes do plantio
Antes do plantio no campo, o agricultor deve tomar alguns cuidados: limpar completamente a área da presença de matos, corrigir o solo com calcário e realizar uma adubação com fósforo. A pupunha não suporta competição com mato, sobretudo braquiária. Em áreas de pastagens, é recomendável que se faça uma série de gradagens, seguida de uma cultura anual, com soja, por exemplo, para um perfeito controle da braquiária, usando-se herbicidas. Para o plantio da pupunha, deve-se, previamente, fazer uma calagem, elevando-se o pH para 5,0 - 5,5 e a saturação de bases para 60%. antes do plantio, deve-se, na medida do possível, aplicar, nas covas, matéria orgânica.










Adubação
Após o pegamento das mudas, deve-se dar início às adubações com nitrogênio e potássio, em cobertura. Uma adubação razoável seria entre 300 a 400 g/planta de 20-5-20, fracionada o maoir número de vezes possível. Quando se faz irrigação, deve-se realizar adubação em cobertura a cada mês, aplicando-se entre 30 a 40 g/planta. As plantas de pupunha também necessitam do fornecimento de cálcio, magnésio, enxofre e boro.
O sistema radicular da planta da pupunha, no ponto do corte, é bastante superficial: mais de 80% das raízes ficam em torno de 40 cm da planta e até uma profundidade de 40 cm. Por essa razão é que ela não suporta a competição com mato, sobretudo gramíneas.
Uma solução, durante o primeiro ano da cultura no campo, é manter, na entre-linha, alguma leuminosa não trepadora. Além de se evitar o mato e a erosão na terra nua, ganha-se a incorporação de nitrogênio pela leguminosa.
O corte do palmito
O corte das plantas deve ser realizado quando elas atingem um diâmetro, perto do solo, entre 9 a 15 cm. De início, deve-se cortar algumas plantas para que se aprenda onde fica, exatamente, o palmito. O primeiro corte é o menos produtivo: corta-se apenas a planta mãe e o palmito tende a ser mais curto e de forma um pouco cônica. A partir do ano seguinte é que a cultura vai mostrar todo o seu potencial produtivo, quando se cortam os perfilhos. A partir do primeiro corte (18 - 24 meses), entra-se numa fase de cortes sucessivos e anuais. O número de palmitos a serem cortados, por planta/ano, varia de 1 a 3, em função do número de perfilhos que se deixa para o ano seguinte e do diâmetro do corte. Essa é uma decisão que cada produtor tem que tomar em função do mercado que ele pretende atingir. Antes do corte do palmito, os perfilhos devem ser preparados, eliminando-se os mais fracos e cortando-se as folhas daqueles que vão permanecer. O corte das folhas dos perfilhos diminui o stress causado pelo sol a apressa o seu crescimento. Numa lavoura bem cuidada, que não sofra a falta de água e que seja adequadamente adubada, praticamente não aparecem doenças. Geralmente, as doenças são um sinal de desiquilíbrio nutricional, causado pela falta de adubação ou pela deficiência hídrica que impede a absorção dos nutrientes.
Viabilidade econômica
A cultura da pupunha apresenta uma excelente viabilidade econômica. Entretanto, o custo de implantaçào é elevado, situando-se ao redor de R$ 4.000,00 por hectare. O custeio anual varia de R$ 500,00 a R$800,00 por hectare, incluindo: controle de mato, adubos e corretivos, energia e mão-de-obra para corte e transporte dos palmitos.
Insumos para 1 ha de pupunha
Pré-Plantio:
- Calagem: pH 5,0 - 5,5
- Saturação de Bases: 60%
- Fofatagem: 100g a 200g por planta
0,2 Kg x 5.000 PL = 1.000 Kg de SS
- Herbicida: quatro a seis litros (função do mato)
Plantio - Primeiro Ano:
- Adubação: 30g/PL. Mês de 20-5-20 + Micro + Ca + Mg + S
0,03 Kg x 12 meses x 5.000 PL = 1.800 Kg
- Herbicidas: 8-12 litros/ano
Plantio - Segundo Ano:
- Adubação: 1.800 Kg de fórmula
- Fósforo: 1.000 Kg
- Herbicidas: 2 a 6 litros/ano